terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Nada melhor para acabar o ano que assistir o documentário “Vacaciones con Fidel”

“Si quiere detectar un turista [en Cuba] es facil: mira hacia arriba, balcones, capiteles. Nosotros miramos abajo, baches, fosas albañales.” Yoani Sanchez

Por supuesto.

Anteontem eu assisti um filme na TV Brasil chamado “Vacaciones con Fidel”. Não é lindjo? Principalmente se levarmos em conta que ele foi exibido em um canal cuja proposta é exibir filmes brasileiros. Esse, apesar do título é argentino.

Trata-se de um documentário feito por um hermano celerado que pegou a mulher e os três filhos e foi passar suas “vacaciones” em Cuba, com o propósito de conhecer aquela espelunca e, pasmem, tentar passar aos filhos, de dois, cinco e nove anos, o “espírito do socialismo”. Em resumo, o cara é um debiloide.

Para começo de conversa, o filme tem o maior cuidado em não mostrar a Cuba que nós estamos habituados a ver. As pouquíssimas cenas de rua são escolhidas a dedo e exibem alguns caixotes pintadinhos em Santiago de Cuba, que eles chamam de casas, muito parecidas com as casas feitas pelo PAC daqui, mas não exibem as ruínas que servem de moradia para 90% dos cubanos.

Idem os carros. Não vi nenhum calhambeque dos anos 50, mas também não vi nenhum que tenha menos de 30 anos de fabricação, a não ser o da doutora Guevara, a filha médica de Che. Diga-se de passagem, o motorista do taxi - ou fosse lá o que fosse aquele veículo - que os levou do aeroporto de Santiago até o lugar onde eles iriam ficar, revelou que ganhava 318 pesos (15 dólares) por mês e que Cuba lhe fornecia o resto necessário para viver, muito embora seu pai tivesse fugido para Miami dez anos antes, sem querer saber de voltar, a não ser para ver a família. O rapaz deve ser do PFC: Parentes Fora de Cuba, que mandam grana.

Na filmagem do hospital onde trabalha a filha do Chemais ou menos limpinho, embora sem o menor sinal de algum equipamento, por mais básico que seja, ela aparece recomendando a um senhor uma dieta de 48 horas comendo apenas arroz e melão, sem prescrever remédio algum, para, ao se despedir, dizer que o encaminharia a um dermatologista. Fiquei morrendo de curiosidade para saber qual é a ziquizira de pele que se cura dessa maneira.

Bom, voltando ao argentino e sua família, não sei se por opção ou por não existirem hotéis, eles se hospedaram em casas de família, ao que tudo indica, licenciadas para fazer esse tipo de coisa, muito embora a resposta de um dos anfitriões ao ser indagado pelo argentino se tinha licença do governo para alugar seus aposentos tenha sido evasiva.

Mas o mais interessante do documentário são os depoimentos desse povo de uma meia dúzia de privilegiados que têm casas espaçosas para alugar - recebem em dólar - e seus amigos. Não houve um que se declarasse socialista ou comunista: todos, acima de tudo, se declararam fidelistas. A gente conhece bem esse tipo de culto, já que passamos pelo getulismo - que até hoje deixou sequelas - e agora vivemos o lulismo - que continua deixando. Nada que se possa comparar com o peronismo, mas, somando, quem sabe?

Uma outra coisa que me chamou atenção e talvez seja o aspecto mais importante sobre a personalidade dos cubanos, foi a total falta de ambição de todos eles. Pode parecer estranho generalizar ao falar em personalidade, mas, em se tratando de Cuba, tudo é possível. A passividade e o conformismo dos cubanos, mesmo dos que se disseram cultos e, de certa forma, exibiram alguma cultura, é impressionante. É uma incrível douração da pílula da miséria por parte de todos, que dão valores exagerados a qualquer coisa que seja exceção ao padrão de escassez extrema, como comer carne de porco uma vez por ano. E ainda brindam em uníssono: viva Cuba libre! Quem sabe seja apenas o drink?...

E o documentário vai chegando ao fim com palavras do argentino em sérias elocubrações e dúvidas sobre se os filhos conseguiram assimilar alguma coisa daquela “maravilha” socialista, para terminar, já na Argentina, documentando a exposição do trabalho escolar do filho mais velho sobre Che Guevara...

Hermanito porteño: entrega el centro de su culo para salvar a los bordes!

Retratos de mais um ano de PT

“Nunca passei um ano novo tão duro.”

“Nem eu!”

Papo entre dois amigos meus - um bombeiro encanador e o outro cuteleiro -, hoje, no meu escritório etílico. Ambos votaram na Dilma... 

Deu vontade de perguntar se eles iriam repetir o voto, mas deixei para o ano que vem.

Linda foto (sou suspeito)

Foto feita em Maceió pela minha nora, Flavia Froes e postada no Instagram hoje

2014

Şeyhmus Kino


É de Gabeira a frase do ano

“O País foi moralmente arrasado pela experiência petista e de todos os cafajestes que o governo conseguiu alinhar.”
Fernando Gabeira

Desejo a todos - menos aos petralhas - um Feliz Ano Novo.

Quem não repassar esta mensagem para um mínimo de mil pessoas, vai cortar a corrente. E o castigo será para todos: pelo menos mais cinco anos dominados pela quadrilha do PT.

Aécio manda bem sobre Dilma, mas é pouco.

“Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral. Lamentavelmente, a oposição não pode pedir direito de resposta.

Nenhuma palavra sobre as famílias vítimas das chuvas e as obras prometidas e não realizadas. Nenhuma menção à situação das empresas públicas, à inflação acima do centro da meta, ao pífio crescimento da economia. Nenhuma menção à situação das estradas, à crise da segurança e à epidemia do crack que estraçalha vidas.

Apenas como exemplo, na ilha da fantasia a que a presidente nos levou mais uma vez, a qualidade do ensino tem melhorado e a criação de creches é comemorada.

Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário: o analfabetismo parou de cair e, das 6 mil creches prometidas por ela em 2010, apenas 120 haviam sido entregues até outubro.

Essa nova e abusiva convocação de rede de rádio e televisão é mais uma demonstração da falta de limites de um governo que acredita que a propaganda e o ilusionismo podem demonstrar força, enquanto, na verdade, só acentuam a sua fraqueza.”

Futebol-Comédia 2013

São 27 minutos do que houve de mais esquisito em 2013 dentro (e fora, às vezes) das quatro linhas, em um vídeo elaborado pelo site português TV Golo.


Propaganda eleitoral escandalosa e criminosa: se pagasse os pronunciamentos na TV, Dilma teria gasto R$ 175 milhões de reais em 2013.

Do Blog do Coronel

Não se trata de custo de produção dos vídeos, que é irrisório. O escandaloso nos pronunciamentos de Dilma Rousseff é o custo que os outros candidatos ou seus partidos teriam que despender para ocupar o mesmo tempo em rede nacional de TV. Os 11 minutos e 30 segundos utilizados por Dilma nos seus pronunciamentos tem um custo estimado de R$ 25 milhões, se somadas como inserções nas principais emissoras. Os 7 pronunciamentos realizados em 2013 somam R$ 175 milhões. Os 17 pronunciamentos desde o inicio do governo perfazem impressionantes R$ 425 milhões. Considerando o que gastou nestes três anos, as Casas Dilma estão entre os maiores anunciantes do Brasil. E mesmo veiculando propaganda enganosa, as Casas Dilma não se submetem ao CONAR, Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária. É ou não é um crime eleitoral sem precedentes?

No pronunciamento de final de 2012, Dilma afirmou que iria construir 10.000 km de rodovias e duplicar 7.500 km nas rodovias federais. Também prometeu uma rede de aeroportos regionais em todo o país. E ofereceu 2,5 milhões de vagas no PRONATEC. Por fim, prometeu diminuir impostos e juros. Em 2013, em vez de pedir desculpas ao povo brasileiro, parece que prometeu mais o que não vai cumprir.

Vejam como é fácil para o governo do PT forjar um saldo comercial

Do Lauro Jardim:

Na terceira semana de dezembro, o governo jactou-se de ter conseguido um saldo comercial de 1 bilhão de dólares. Beleza. Mas foi à custa de um velho truque que o governo usa.

Conhecido como Repetro, é um regime aduaneiro que consiste em exportar uma plataforma de petróleo que nunca saiu e nem sairá do Brasil.

Assim, o governo pôde contabilizar a “exportação” de uma plataforma de extração de petróleo no valor de 1,1 bilhão de dólares – e o que era para ser vermelho passa a ser azul da cor do mar. Não há, ressalte-se, ilegalidade na operação.

Neste ano, o Brasil exportou sete plataformas que continuam operando em mares brasileiros, num total de 7,7 bilhões de dólares.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Panoramas de Ipanema: O cegão e os viados

Ainda há pouco, descendo a rampa da galeria onde eu bebo as minhas cervejinhas religiosamente, aqui em Ipanema, dei de cara com um cego que subia. Notei que ele estava meio confuso em razão dos andaimes, já que a dita cuja está em obras, e tratei de ajudá-lo, segurando seu braço, desviando-o dos obstáculos.

O cara não era um cego, era um cegão de dois metros de altura e muito simpático. Enquanto subíamos ele explicava não era cego de todo, mas que via apenas sombras. Quando o deixei, a salvo, na calçada, ele agradeceu e me disse:

- Meu problema é no Carnaval.

Perguntei por quê. E ele:

- É que vem tanto viado pra cá que eu acabo não sabendo quem é homem e quem é mulher...

Rimos bastante e desejamo-nos um feliz ano novo.

Há testemunhas.

E segue a pilhagem dos deputados mensaleiros condenados

Do Claudio Humberto

Após condenação do Supremo Tribunal Federal, os três ex-deputados mensaleiros ainda torraram R$ 197 mil da cota parlamentar. De junho a dezembro, Valdemar da Costa Neto (PR) gastou R$ 81,6 mil, Pedro Henry (PP) R$ 77 mil e Genoino (PT) torrou R$ 38 mil até setembro.

O Congresso, para seus pares, é como o Café Globo: “bom até a última gota”.

Catástrofe anunciada é genocídio

“Não temos como evitar chuvas.”
Gleisi Hoffman, ministra da Casa Covil

O governo federal gastou até agora apenas 28% dos R$ 18,8 bilhões que anunciou, em agosto de 2012, para o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais. Os recursos seriam gastos, até 2014, em ações divididas em eixos temáticos: prevenção, mapeamento, resposta e monitoramento climático em todo o país.

Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), obtidos pela ONG Contas Abertas, mostram que o governo gastou R$ 5,3 bilhões em 2012 e 2013. Deste total, R$ 1,3 bilhão é referente a ações que já estavam previstas antes mesmo do anúncio do plano nacional, e que foram gastos até este mês. Para cumprir sua promessa, o governo Dilma precisará investir no próximo ano, eleitoral, nada menos que R$ 13,5 bilhões.

Em resumo, Dilma bloqueou 72% das verbas para prevenção de tragédias em 2013 e o resultado foi exatamente o que se esperava: continuou morrendo gente. Mas perguntem à Odebrecht, à OGX, à Friboi e às montadoras de automóveis se faltou grana...

E assim prossegue, sistemático, o genocídio perpetrado pelo governo do PT contra o povo brasileiro. No entanto, se o povo acordar a tempo, vai perceber que o maior capital para prevenção de tragédias que pode haver está nas suas próprias mãos, não votando em ninguém do PT.

Acordem e levantem desse berço que não tem mais nada de esplêndido, pombas!

Em 2013 a mediocridade na música continuou mais forte que nunca

Uma pesquisa da Crowley, especializada no monitoramento do mercado, revela que Vidro Fumê , de Bruno e Marrone, foi a música mais tocada do Brasil entre janeiro e dezembro com 36.977 execuções. Em seguida, aparece Te Esperando, de Luan Santana, ouvida 32.236 vezes, à frente de Show das Poderosas, de Anitta (25.507).

Pelamordedeus! Na ditadura escancarada, pelo menos a gente tinha qualidade musical. Nessa do PT, camuflada, a mediocridade é ampla, geral e irrestrita!

Enxugar a máquina do governo do PT para quê, se o brasileiro é otário?

Deu na Coluna do Claudio Humberto que durante o ano de 2013 já foram registrados gastos de R$ 1,13 trilhão em diretos federais para o pagamento de pessoal e encargos. Isso significa que as despesas com o funcionalismo dos Três Poderes consomem quase 71% do total do esforço de arrecadação de tributos em todo o País, segundo dados do Portal da Transparência. Até agora, já foram arrecadados pela União mais de R$ 1,6 trilhão em impostos.

A folha de pessoal dos Três Poderes corresponde a quase 50% do orçamento federal de R$ 2,5 trilhões aprovado pelo Congresso dia 18.

É tanto dinheiro arrecadado com impostos que, redistribuído, daria um salário mínimo por mês para cada brasileiro, incluindo crianças. Com expectativa de vida de 72 anos, cada brasileiro trabalha metade da vida só para pagar seus impostos ao governo.

Depois vem gente dizer que está tudo bem. 

domingo, 29 de dezembro de 2013

O piano racista de Verissimo

Verissimo bem que podia tirar seus pezinhos gordinhos das pantufas e andar para criar calos, catar coquinhos ou plantar batatas em vez de ficar em casa escrevendo besteiras e debochando da inteligência alheia com suas conclusões estúpidas.

Leiam isso:

“(...) A diferença entre o status do negro nas sociedades americana e brasileira, uma evidentemente racista e outra pretensamente não, pode ser encontrada em um detalhe, a quantidade de pianistas negros nos Estados Unidos em contraste com quase nenhum no Brasil. O jazz teve duas vertentes, três se você contar os blues: as bandas de rua, que desfilavam, obviamente, sem pianos, e o ragtime, que era jazz exclusivamente de piano, já tocado, lá nas origens, por músicos negros como Jelly Roll Morton. Pianistas negros pressupõem piano em casa, dinheiro para pagar as aulas, tempo para praticar - ou seja, pressupõem uma classe média. Em Nova Orleans e em outras capitais do Sul dos Estados Unidos, em meio ao apartheid oficial, à discriminação aberta, aos linchamentos e outros horrores, desenvolveu-se uma classe média negra, paralela à branca, com identidade e poder econômico próprios. No Brasil do racismo que não se reconhece como tal, e talvez por causa disto, não aconteceu nada parecido.

Claro, a história econômica dos dois países explica o contraste, mais do que racismo declarado ou disfarçado, mas neste detalhe a diferença fica clara. No Brasil, como nos Estados Unidos, existem grandes músicos saídos de todas as classes sociais. Mas ainda não produzimos pianistas negros em número suficiente para desmentir a nossa hipocrisia racial.”

Para começo de conversa, o sujeitinho é tão cara de pau que ele mesmo dá a resposta: “a história econômica dos dois países explica o contraste”. Mas não fica por aí. Músico diletante que é - toca clarinete tal e qual outro chato tão pretensioso quanto ele, Woody Allen -, ele tinha a obrigação de dizer que a nossa praia nunca foi o jazz e sim o samba, e que samba não combina com piano de maneira nenhuma. O único que tentou um arremedo de samba no piano foi Benito de Paula, com resultados bastante questionáveis.

O “raciossímio” de Verissimo me permite contra-argumentar tranquilamente dizendo que os Estados Unidos ainda hoje não produzem cavaquinistas, pandeiristas, recorrequistas e agogoistas “negros em número suficiente para desmentir a sua hipocrisia racial”. Deve ser por bestice daqueles crioulos que falam inglês...

Ora, ora, seu Falsíssimo, o senhor já foi menos idiota do que isso!

Xiii... Mario Vargas Llosa incorporou os alemães, o Alz e o Heimer

“Foi muito feliz a revista The Economist ao declarar o Uruguai "o país do ano" e qualificar como admiráveis as duas reformas liberais mais radicais tomadas em 2013 pelo governo do presidente José Mujica: o casamento gay e a legalização e regulamentação da produção, venda e consumo de maconha.”
Mario Vargas Llosa em O exemplo uruguaio.

Leiam o resto do artigo da Folha de hoje e me digam se eu estou errado.

Debate imperdível

Quem não assistiu a entrevista, na GloboNews, comandada por William Waak, com Bolívar Lamounier, Luiz Felipe Pondé e Reinaldo Azevedo, não sabe o que está perdendo. Quatro cabecinhas privilegiadas discutindo sobre direita e esquerda no Brasil, que fizeram 40 minutos ou mais parecerem cinco, devido à clareza das ideias, ao mesmo tempo que valem por dois dias seguidos, se formos considerar a importância do que foi dito.

No entanto, é importante frisar que o programa não é recomendado para esquerdistas até 238 anos, já que eles, que não leem, não estudam e têm a sua capacidade limitada a apenas repetir palavras de ordem, não vão entender bulhufas.

Depois de assistirem os dois blocos, aqui e aqui, imaginem um convescote desses comandado por Paulo Henrique Amorim, com Leonardo Boff, Marilena Chauí e Emir Sader como debatedores.

E chorem, porque esses mentecaptos são maioria...

Livro: “A Farsa dos Espíritas” por Milton Valdameri

Reeditado às 17:13*.

Bom, eu vou dar uma de crítico literário, mas acrescento que não é a minha especialidade. Vai ser apenas uma opinião muito pessoal e sem rasgação de seda, apesar do Milton Valdameri, o autor do livro em questão, ser um grande amigo aqui da internet desde os tempos do falecido Observador Político.

Não esperem de mim coisas como “o poeta trabalha na dobra: um conhecer que é, ao mesmo tempo, desconhecer”, como escreveu ontem o crítico José Castello ao se referir à obra de Mário Quintana, seja lá o que isso quiser dizer. Não sou chegado a firulas nem a encher linguiça.


Para começo de conversa, “A Farsa dos Espíritas” é muito específico, pois trata da vida e da obra de Allan Kardec, ou melhor, da desconstrução de ambas, mostrando uma vida e uma doutrina que foram embasadas em erros sobre erros, a começar pela ligação íntima que Kardec teria tido com Johann Heinrich Pestalozzi, o notável educador pioneiro de uma grande reforma educacional. No caso, Kardec, aliás, Hippolyte Léon Denizard Rivail, chega a ser tratado por alguns biógrafos como um geninho que teria até mesmo substituído Pestalozzi na direção de sua escola de Yverdon, na Suíça, onde Kardec estudava, coisa meio impossível, já que, segundo consta, Kardec deixou a escola em 1822, com apenas 18 anos, estabelecendo-se em Paris. Na verdade tal ligação entre ambos nunca ocorreu, como Milton comprova ao analisar várias correspondências e documentos de Pestalozzi.

O livro passa também pela fascinação à primeira vista, em 1854, de Kardec pelo “fenômeno” das mesas girantes, bastante difundido à época, como objeto de curiosidade e divertimento, em especial nos salões nobres e burgueses europeus, e virou habitué de tais convescotes. Por delírio ou esperteza (ou ambos), Kardec resolveu que aquilo era obra de espíritos, tal como a psicografia, que também havia conhecido recentemente e elaborou o Livro dos Espíritos, uma baboseira inacreditável e contraditória em si mesma, já que Kardec desce o pau na Ciência quando lhe convém e apela para ela da mesma maneira, na maior cara de pau.

E esse foi, para mim, o grande erro de Kardec: se ele tivesse se limitado a afirmar suas bobagens sem tentar explicá-las através da razão, batendo de frente com a Ciência e com a Lógica, o kardecismo (ou espiritismo) passaria impune como apenas um questão de fé e não compraria uma briga impossível de ser vencida.

Milton, nesse sentido, faz também uma análise minuciosa do aspecto doutrinário do kardecismo através das obras de Kardec, apontando suas inúmeras impossibilidades e absurdos, para, no final, relatar e comentar um processo contra os espíritas, mais precisamente os responsáveis pela divulgação e venda de fotos supostamente mediúnicas. Farsa provada, deu cana para três. Ficou barato.

Se meu interesse por alguma coisa serve como parâmetro, eu digo que um sintoma particular de que um livro é interessante é a minha velocidade de leitura - no “Inferno” do Dan Brown eu demorei duas semanas para ler cem páginas, e desisti -, eu li as 311 páginas de “A Farsa dos Espíritas” de um fôlego só, em quatro horas. Como eu disse antes o livro é específico e eu gosto do tema, mas mesmo para quem gosta menos do assunto, é uma leitura perfeitamente palatável.

*O mais importante eu esqueci, mas faço questão de colocar nesse adendo: Milton Valdameri frisa muito bem na introdução que o livro não trata da existência de espíritos, de comunicações deles com os vivos, de encarnações ou de Deus, portanto, o tema é puramente a parte documental - o que foi escrito e o que deixou de ser, em relação ao kardecismo. E sou testemunha disso pelo privilégio que tive de ler o livro antes da maioria dos mortais.

Mas, já que nem tudo são flores, há três coisas que, embora não comprometam significativamente a obra, precisam ser registradas.

A primeira são os erros de digitação. Não, não são erros gramaticais, mas em muitos trechos há a falta ou excesso de caracteres, típicos da pressa.

A segunda é o excesso de referências a sites, o que polui o texto desnecessariamente, dados que podem perfeitamente ser mencionados nos pés das páginas ou no final dos capítulos.

E o terceiro é um certo exagero na documentação que, ao mesmo tempo que dá credibilidade à obra, pode ser um motivo para o desinteresse do leitor que não é muito afeito ao tema. Quanto a isso, eu lembro do livro do Jô Soares, “Xangô de Baker Street”, que eu deixei de lado por causa do começo, cheio de referências documentais - onde o Jô chegou ao requinte desnecessário de dar o número de pedras gastas para o calçamento de uma rua do Rio de Janeiro antigo -, até que uma amiga me recomendasse ler da página tal para frente.

No mais, meus parabéns ao Milton Valdameri pela pesquisa refinada e pela obra em si.

Ricardo Froes

P.S.: Milton, você fica devendo uma continuação com dois assuntos que eu acho que fazem parte: um é a, vamos dizer, mecânica do espiritismo, ou seja, como, quando e por quê se dão as “incorporações” dos espíritas, e o outro é sobre como o espiritismo chegou ao Brasil e por que ele sumiu da França.

Abração

Encarnações

“Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!”
 Vinicius de Morais

E mesmo assim eu ainda teria dúvidas. Tem tanto cartório por aí que reconhece firma até de folha em branco... Até porque esse tal de Deus teria que me dar uma prova de vida, ou de existência, sei lá. Um telefonema, um Skipe...

Mas, sério, alguém conhece algum espírito que não seja de porco? Um espírito mesmo, que conversa, dá conselhos, cura, escreve através das mãos dos vivos, fala que conhece os parentes mortos do seu interlocutor? Morro de curiosidade para encontrar uma pessoa que possa me narrar como é essa convivência com o além.

E as suas vidas anteriores? Alguém sabe se foi Cleópatra ou Marco Antônio? Aliás, sobre o mito injusto de que ninguém foi um joão-ninguém em vidas anteriores, que todos os “médiuns” que nos informam sobre isso tratam de dourar a nossa pílula dizendo que fomos reis e rainhas, na única vez que eu me submeti a uma “espírita” que lidava com isso, ela revelou que eu fui um reles mercador em Veneza - ela deve ter lido Shakespeare na véspera -, que na minha última encarnação antes dessa que vos escreve eu vim como um capataz de uma fazenda na África do Sul que maltratava horrores os escravos e, por isso, foi assassinado por eles, e que na próxima eu serei - pasmem - um candidato negro à presidência dos Estados Unidos que morrerá, também assassinado, em plena campanha. É mole?

Quiuspariu! Que passado e que futuro! Como diz o outro, eu devo ter picado salsinha na Tábua dos Dez Mandamentos, sapateado no Santo Sepulcro, feito confete com os pergaminhos do Mar Morto e tomado caipirinha no Santo Graal, para ter que pagar tanta penitência!

Visto isso, eu peço a todos que não me contrariem para que eu possa, pelo menos nessa vida, ter um resto feliz e uma morte decente, um infarto ou um câncer, quem sabe?

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ideias

Escrevi isso em 2009, no blog antigo do Constantino. Ainda vale.

As nossas idéias serão sempre nossas e o que vem da doutrinação são as idéias dos outros, que você segue ou não. Valores como a tradição e a moral aliados à razão, são suficientes para que qualquer indivíduo possa desenvolver uma ideologia própria que, não raro, pode encontrar grande afinidade com alguma outra que use os mesmos princípios.

Essa comunhão de idéias geralmente é confundida pelos doutrinários de esquerda que atribuem valores ideológicos a simples palavras de ordem sem fundamentação. São estritamente dogmáticos e obcecados pela destruição da tradição, da moral e da razão, para fazer valer metas como a criação e universalização do homem-síntese, a bestialização da raça humana.

Essa gente, que normalmente se disfarçava em ecologistas, defensores dos direitos humanos ou cidadãos politicamente corretos, hoje já anda rasgando as fantasias e mostrando a cara aqui no Brasil, com representantes, se dignos para eles mesmos, indignos para muitos de representar até uma penitenciária. Esses meliantes perderam a vergonha em se expor, mesmo acusados e condenados pelos mais variados crimes, a maioria “justificados” por supostas ideologias partidárias onde os fins justificam os meios. Aliás, saquear, seqüestrar, matar, nunca foram problemas para essa quadrilha, tanto que muitos já foram premiados pelos seus crimes, sendo que até hoje nenhuma família de militar morto ou ferido durante a farra das guerrilhas teve os mesmos privilégios. Tem até um “guerrilheiro” que recebe 19 mil reais por mês de indenização por ter ocupado o perigoso posto de editor da revista Desfile.

O problema é que as vaquinhas de presépio cada vez mais dizem amém à ordem unida em troco de uma boquinha no Estado. O Estado inteiro, incluindo as estatais, estão tomados por boquistas, petistas e artistas (lato sensu) tentando enganar o povo, mas destacando que tudo que fazem é para o bem coletivo, inclusive roubar. Tudo em nome da doutrina hoje já quase esquecida em detrimento da cara-de-pau do crime impune às claras.

"Cabelogate" e im(p)unidade

Fernando Rodrigues, colunista da Folha, disse hoje que o Brasil não ficou “mais nem menos torto” depois do episódio do “cabelogate” do Renan Calheiros simplesmente porque “a FAB publicou os dados na internet e qualquer pessoa pode investigar”. E concluiu dizendo que “a frequência atual com que políticos são apanhados em situação irregular tem ligação direta com a maior sofisticação das ferramentas de controle e com o fato de o Brasil ser hoje mais transparente.”

Lá isso é argumento? Quer dizer que se esses canalhas forem caras de pau o suficiente - como os são - para fazer tudo que lhes dá na telha - como o fazem -, simplesmente pelo fato de serem monitorados - mas não punidos -, não contribui para “entortar” cada vez mais o Brasil? Será que não está na cara que quanto mais crimes forem cometidos por essa corja do poder e não punidos devidamente, contribui para a degradação da moral do povo?

Gente como Renan deveria estar trancafiada a sete chaves para o resto da vida. Um criminoso contumaz como ele é o maior exemplo de que o crime aqui no Brasil compensa. Quantas e quantas vezes esse sujeito já foi pego sem que nenhuma punição lhe fosse aplicada? Só em viagens escandalosas em aviões da FAB neste ano foram duas. Quer dizer: o cara erra, é flagrado, paga a “passagem” como se os aviões da Força Aérea fossem táxis aéreos e tudo fica por isso mesmo.

Depois tem gente que reclama que eu adjetivo demais as pessoas, mas como é que eu posso me referir ao Renan a não ser chamando-o de canalha? Como é que eu posso me referir à Justiça sem chamá-la de vagabunda e venal? Como é que eu posso me referir ao povo de Alagoas a não ser chamando-os de burros? Como é que eu posso me referir aos brasileiros em geral a não ser chamando-os de completos idiotas?

Um "belo" retrato do Brasil do PT

“Cinquenta mil brasileiros são assassinados por ano, outros cinquenta mil morrem no trânsito e outros 515 mil estão presos; a droga compromete a vida, a capacidade de trabalho e o futuro de centenas de milhares de nossos jovens; metade da população não tem acesso a água e esgoto; e a economia se desindustrializa. Quanto ao potencial científico e tecnológico estamos cada dia mais para trás em relação ao resto do mundo; as avenidas estão atravancadas; a educação apresenta um retrato vergonhoso e uma brutal desigualdade; os hospitais públicos estão caóticos; e a natureza está sendo degradada. No país, temos 13 milhões de adultos que não diferenciam as letras e outros 40 milhões sem capacidade de leitura; a produção não dispõe de logística eficiente para sua distribuição; e cinquenta milhões de brasileiros vivem graças à (felizmente) ajuda do programa Bolsa Família. Apesar disso, em vez de propostas dos presidenciáveis para 2015, estamos preocupados se os estádios da Copa ficarão prontos em 2014.”

Avisos Paroquiais em Portugal

Tirado de um post do Anhangüera, no Blog do Giulio Sanmartini, e devidamente transposto para texto, já que o tal PPS é um saco!

·   São avisos fixados nas portas de igrejas de Portugal, todos reais, escritos com muito boa vontade e muito má redação. 
  • Para todos os que tenham filhos e não o saibam, temos na paróquia uma área especial para crianças.
  • Quinta feira que vem, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. Todas as senhoras que desejem formar parte das mães, devem dirigir-se ao escritório do pároco.
  • As reuniões do grupo de recuperação da auto-confiança são nas sextas-feiras, às oito da noite. Por favor, entrem pela porta traseira.
  • Na sexta feira às sete, os meninos do Oratório farão uma representação da obra “Hamlet”  de Shakespeare, no salão da igreja. Toda a comunidade está convidada para tomar parte nesta tragédia.
  • Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam os seus maridos!
  • Assunto da catequese de hoje: “Jesus caminha sobre as águas”. Assunto da catequese de amanhã: “Em busca de Jesus”
  • O coro dos maiores de sessenta anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a paróquia. 
  • Lembrem em suas orações de todos os desesperados e cansados da nossa paróquia.
  • O mês de novembro finalizará com uma missa cantada por todos os defuntos da paróquia. 
  • O torneio de basquete das paróquias vai continuar com o jogo da próxima quarta-feira. Venham nos aplaudir, vamos tentar derrotar o Cristo Rei! 
  • O preço do curso sobre “Oração e jejum” inclui as comidas.
  • Por favor, coloquem suas esmolas no envelope, junto com os defuntos que desejem que sejam lembrados.
  • Na próxima terça-feira à noite haverá uma feijoada no salão paroquial. A seguir, terá lugar um concerto.
  • Lembrem-se que quinta-feira começará a catequese para meninos e meninas de ambos sexos. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Não entendi nada: por que será que o tal de Paulo Ghiraldelli ganhou tanto espaço assim (inclusive o meu)?

Juro que pensei que o cara fosse importante, mas se até os próprios petralhas, como Luis Nassif, o abominam, se o sujeito não passa de um palhaço sem graça que se acha filósofo, se quer transformar a filosofia em picadeiro, se é detestado pelos próprios alunos, se é um tarado sexual, se é um amoral, se a baixaria é o método de divulgação do seu “trabalho”, a troco de que um Rodrigo Constantino, um Felipe Moura Brasil ou um Olavo de Carvalho lhes dão tanta trela?

Como eu disse no post em que documento o furor anal de Ghiraldelli, eu não publiquei a matéria toda porque queria saber mais sobre a peça e saí à cata de qualquer coisa relevante. Resultado: zero.

O que eu fico mais triste é que esses caras que a gente abraça como “nossos” adoram ficar batendo palmas pra louco dançar e não se tocam que estão enchendo a bola de vagabundos como esse tal filósofo. Pombas!, eles não precisam disso! E nem eu, que caí feito um patinho, pensando que Ghiraldelli era alguma coisa.

Da próxima vez eu prometo que investigo antes de dar milho a bode.

Dilma, Lula, ministros, senadores, deputados e demais políticos: quanto paga a Odebrecht pelo silêncio de vocês?

Aliás, paga, não, repassa o nosso dinheiro, já que a empresa esvazia os cofres do BNDES e agora também o do FGTS, antes, abarrotados pelos nossos impostos. E desde quando o governo do PT e os políticos precisam de intermediários para roubar? Será o efeito Joaquim Barbosa?

Faz 11 anos que essa vergonheira é mais que escancarada e, diga-se de passagem, não dá para livrar a cara de ninguém do meio político, do mais apaixonado situacionista ao mais ferrenho oposicionista.

Do Claudio Humberto:

O governo federal continua sendo uma mãe para o grupo Odebrecht, como o foi para o ex-bilionário Eike Batista. O banco público BNDES anunciou “aporte” de R$ 1 bilhão na Odebrecht TransPort menos de um mês depois de essa empresa ganhar a concessão para operar o aeroporto do Galeão, no Rio. Na prática, investimentos no aeroporto, cuja gestão foi privatizada, serão bancados com dinheiro público.

Apesar do valor importante investido da Odebrecht TransPort, o BNDESPar fica com apenas com 10,61% de suas ações.

O governo ainda fez o fundo de investimento do FGTS aplicar R$ 428,5 milhões para manter sua participação de 30% na Odebrecht TransPort.

A TransPort foi “reestruturada”, mas a Odebrecht mantém seu controle com 59,39% das ações. A participação governamental é de 40,61%.

O BNDES realizou no Brasil o negócio dos sonhos de empresários amigos: negócios florescem e o banco estatal paga a conta.

“No socialismo, quem fica rico são os políticos e os burocratas: ou votando gordos benefícios para si mesmos ou praticando a corrupção”

“No capitalismo, quem fica rico são os capitalistas. Mas, para isso, eles precisam empreender, produzir e servir ao público, oferecendo bens e serviços que o consumidor queira comprar. No socialismo, quem fica rico são os políticos e os burocratas. Mas a riqueza deles só é possível por duas vias: ou votando gordos benefícios para si mesmos ou praticando a corrupção.”

“O Brasil não é um país socialista no sentido clássico (no qual não há propriedade privada dos meios de produção nem liberdade para empreender), mas também está longe de ser um país capitalista clássico. Embora por aqui o direito de propriedade privada e a liberdade de empreender existam, o tamanho do Estado, os controles estatais e as intervenções do governo na vida privada são tão grandes que é ilógico falar em 'capitalismo neoliberal'.”

José Pio Martins, na íntegra em Os burocratas ricos 

Paulo Ghiraldelli, filósofo da extrema esquerda, afirma que o ânus sempre se adaptou muito bem à penetração e que só muito mais tarde o homem descobriu a vagina

Simplesmente inacreditável! E olha que eu leio besteiras desses esquerdopatas há décadas, mas o que esse tal de Ghiraldelli diz supera todas as outras somadas!

A matéria foi tirada do site “Obico do tentilhão” e não está completamente reproduzida porque eu quero ver com os meus próprios olhos quais os outros atentados ao bom senso são cometidos por esse demente.

Paulo Ghiraldelli: doutor e livre-docente pela USP, professor da UFRJ, filósofo da extrema esquerda sai dizendo o que realmente pensa

Vejam o que está no rol de besteiras ditas pelo nosso professor:

- Ghiraldelli afirmou que por longas eras os seres humanos primitivos foram praticantes apenas do sexo anal. A descoberta do sexo “tradicional” foi tardia. Ao longo desse processo seres humanos eram entregues pela cegonha.


- Paulo também afirmou recentemente que todo homem tem o desejo de praticar sexo oral com outro homem.

- Uma defesa da pederastia - sob a acusação da demanda por punição sobre ela ser coisa da “direita fascista”.

- Estudantes invadiram sua aula, o acusam, e ele faz vídeo alegando ser super defensor das minorias (a menos que essas minorias discordem dele) - típico da mentalidade histérica da esquerda.

- Ghiraldelli é um praticante do chamado “flood” (diversas postagens imbecis seguidas) em diversos grupos pelo Facebook (prints pululam pela rede) - ou seja, é um praticante contumaz de bobagens via Facebook.

Multidões

Quem me conhece bem sabe que desde a mais tenra idade sou avesso a grandes eventos, comemorações festivas, enfim, tudo que reúna mais de meia dúzia de pessoas. Fiz duas concessões das quais me arrependo amargamente, ambas no Maracanã.

A primeira, em 1969 fui ver um Brasil e Paraguai com um amigo e chegamos atrasados em função dos engarrafamentos, mas mesmo assim entramos. Entrar pelo meio da arquibancada, nem pensar, tudo entupido. Subimos e conseguimos um “lugar” em pé - na ponta dos pés, melhor dizendo - lá na última fila. Desconfortavelmente acomodados vendo o Maraca entupido, mas mesmo assim não parava de chegar gente e eu, na ponta dos pés, cada vez mais espremido.

E o Brasil entra em campo. Poderia ter sido a última coisa que vi na vida: levei um empurrão e rolei lá de cima, passando sobre as cabeças das pessoas que iam me empurrando cada vez mais para baixo, até que, a poucos degraus da amurada de ferro onde terminava a arquibancada, uma alma caridosa, um negão 3x4, me segurou e arrumou um jeito para que eu sentasse (não foi no colo dele, juro!), e de lá não saí até o jogo acabar. O público oficial desse jogo foi de 183 mil pessoas.

Apesar do susto e das diversas escoriações, não satisfeito, resolvi ver um Vasco e Santos, também no Maraca, ainda em 1969. Não havia muita gente: 65 mil pessoas, oficialmente. Acontece que Pelé, antes de entrar em campo, estava com 999 gols na carreira e, um gênio qualquer da turma que foi comigo sugeriu que sentássemos atrás do gol do Santos, onde havia lugar de sobra porque todos foram para trás do gol do Vasco ver o tal gol 1.000.

Acaba o primeiro tempo e apenas um gol, do Vasco. Como Pelé não estivesse jogando xongas, visivelmente nervoso, o tal gênio sugeriu que ficássemos no mesmo lugar, no segundo tempo, embora metade da gente da arquibancada tivesse migrado para lá. A coisa apertou, mas ainda estava suportável.

Começa o segundo tempo e sai um gol do Santos, mas não de Pelé. 1 a 1 e o jogo chato pra dedéu, até que no finzinho do jogo o negão cai na área do Vasco: pênalti! Quiuspariu! Os “arquibaldos” todos resolveram se espremer ali, onde eu estava. Até que o pênalti fosse batido demorou uma eternidade e deu tempo de todo mundo que estava na arquibancada chegar até atrás do gol. Que sufoco! Eu estava tão espremido que fiquei praticamente suspenso, mal tocando os pés no chão e com uma falta de ar danada. E Pelé fez o gol. Budabariu treis veiz! Se já estava um sufoco com todo mundo parado, imaginem com todo mundo pulando... Só sei que nessa brincadeira um amigo meu aterrissou em falso e quebrou o pé, enquanto outro levou com a ponta de um mastro de bandeira nas fuças que lhe rasgou a bochecha. Milagrosamente eu saí ileso dessa, para nunca mais.

Mas, pombas!, eu ia falar do réveillon em Copacabana! Fica pra depois.

Entrevista (hangout é o cacete!) de Marco Antônio Villa a Lobão

Basta botar os pés no Brasil que o gringo se esculhamba

Índice Big Mac de valorização
Ainda outro dia um americano - ou coisa que o valha -, devidamente acariocado, de havaianas, short e camiseta, estava querendo enganar a caixa de um supermercado, que só atendia compras até 15 volumes, que 22 eram 15. Como eu estava imediatamente atrás, sugeri que a moça “despachasse a mala”, irredutível em sua matemática bem brasileira, para que não atrasasse mais ainda o atendimento aos demais da fila, e ela assim o fez.

E é assim que não só as pessoas assimilam a esculhambação brasileira, mas também as grandes marcas como a Outback, Burger King, Mac Donald’s e outras tantas. Qualquer pessoa que conheça a qualidade da comida e do atendimento dessas casas nos Estados Unidos e que entra em alguma das filiais daqui fica horrorizado. E tem um detalhe: os preços praticados aqui são astronômicos. No Brasil o “indice Big Mac” é o quinto mais valorizado do mundo, ou seja, a U$ 5,28 , com uma sobrevalorização em relação ao dólar de 16%, só fica atrás de Noruega, Suécia, Suiça e da Venezuela (nessa última o preço alto deve ser devido à taxa de risco...).

As fábricas de veículos, a mesma coisa: a defasagem entre as carroças que produzem aqui e os originais é de, no mínimo, dez anos. Pudera, em um país onde quem decide - tardiamente - se os air bags e os freios ABS devem ou não ser equipamentos de linha é o ministro da Fazenda, só se pode esperar daí para pior.

Haja Procon...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Eu não canso de me espantar

Ontem li essa matéria e fiquei fascinado. Uma sonda lançada no espaço há dez anos, que está desligada há mais de dois anos e meio, captando apenas 4% da radiação do Sol que chega à Terra, mas viaja a 57 mil quilômetros por hora, vai ser religada para entrar na órbita de um cometa, para depois lançar uma segunda sonda que ficará “ancorada” nele. Tudo isso a 673 milhões de quilômetros da Terra, o que significa que qualquer dado enviado à sonda ou recebido dela demora 37 minutos e 25 segundos para chegar ao seu destino.

Rosetta e o Sol
 Imagine dormir durante mais de dois anos e meio e acordar no frio e escuro do espaço, a 673 milhões de quilômetros da Terra. Situação nada agradável para uma pessoa, mas ideal para a sonda Rosetta. Lançada em 2004 pela Agência Espacial Europeia (ESA), ela será retirada de uma longa hibernação na manhã do próximo dia 20 de janeiro para começar a cumprir sua ambiciosa e inédita missão principal: entrar na órbita de um cometa, o Churyumov-Gerasimenko, e acompanhá-lo em sua viagem em torno do Sol, além de liberar uma segunda sonda, batizada Philae, para pousar na superfície do objeto em novembro de 2014.

Se tudo der certo, Rosetta fornecerá aos cientistas a chave para decifrar os mistérios da formação do Sistema Solar, há mais de 4,6 bilhões de anos, e talvez até da origem da vida na Terra. Isso porque cometas como o Churyumov-Gerasimenko são verdadeiros fósseis deste processo. Aglomerados de gelo, poeira, gases e rochas, eles preservam informações sobre a composição e características da imensa nuvem de material que deu origem ao Sol e aos planetas e também pode ter sido a fonte de boa parte de água e moléculas orgânicas que aqui se acumularam bilhões de anos atrás, criando as condições para o surgimento dos primeiros organismos vivos. Daí também o nome das duas sondas, referências diretas a como ficou conhecida a pedra e à ilha do Rio Nilo onde ela foi encontrada em 1799 e que permitiu aos historiadores decifrar os hieroglifos do Egito Antigo.

O longo sono da Rosetta foi necessário devido às peculiaridades de sua missão. Diferentemente de outras sondas do tipo enviados ao espaço distante, como as americanas Voyager 1 e 2, alimentadas por baterias nucleares, a europeia obtém sua energia de dois enormes painéis solares, com 14 metros de comprimento e área de 32 metros quadrados cada. O problema é que, a tamanha distância do Sol, eles recebem apenas 4% da radiação que chega à Terra, gerando só 400 watts de eletricidade, ou o bastante para acender quatro lâmpadas de 100 W.

Além disso, desde seu encontro com o asteroide gigante Lutetia, em julho de 2010, Rosetta ficou sozinha, sem ter para o que apontar seus instrumentos e câmeras. Assim, e para economizar o consumo de energia e combustível e preservar seus equipamentos, em junho de 2011 a sonda foi quase toda desligada, com exceção do próprio sistema de geração de eletricidade, os receptores de rádio e o relógio de seu computador principal, cujo alarme vai despertá-la às 8h de 20 de janeiro, no horário de Brasília.

Para entrar na órbita do Churyumov-Gerasimenko, Rosetta também teve que percorrer um longo caminho nos últimos dez anos, já que nenhum foguete existente teria potência suficiente para levá-la diretamente ao cometa. A viagem então incluiu três voos rasantes pela Terra, em 2005, 2007 e 2009, e um por Marte, em 2007. Conhecidas como estilingues gravitacionais, estas manobras deram à sonda a velocidade e trajetória para interceptar a órbita do Churyumov-Gerasimenko.

Com tamanho de três por cinco quilômetros de diâmetro, o cometa é do tipo chamado de curto período. Descoberto em 1969, ele completa uma volta em torno do Sol a cada 6,45 anos, com uma aproximação máxima (periélio) de 186 milhões de quilômetros, pouco mais que a distância média da Terra à nossa estrela, e afastando-se para um afélio (ponto mais distante) de quase 850 milhões de quilômetros, além de Júpiter.

No momento, Rosetta viaja a uma velocidade de cerca de 57 mil quilômetros por hora, aproximando-se do Churyumov-Gerasimenko a uma taxa de 800 metros por segundo. Já totalmente desperta, a partir de janeiro do ano que vem ela começará a realizar uma série de manobras para diminuir a velocidade relativa ao cometa para 25 metros por segundo, até chegar a apenas 100 mil quilômetros dele em maio de 2014. Então, serão mais 90 dias de delicadas manobras que levarão a sonda a reduzir ainda mais esta velocidade para dois metros por segundo até que, em agosto, a sonda entre em órbita em torno do núcleo do Churyumov-Gerasimenko, a uma distância de cerca de 25 quilômetros.

A partir de então, Rosetta dará início à parte científica de sua missão principal. Além de estudar o cometa com seus 11 instrumentos, a sonda vai mapear sua superfície em busca de potenciais locais de pouso para a Philae. Uma vez selecionado o melhor ponto, em novembro de 2014 a segunda sonda será liberada, aproximando-se do núcleo do Churyumov-Gerasimenko a uma velocidade de menos de 3,6 quilômetros por hora. Com outros dez instrumentos agrupados em um pequeno caixote com massa de cerca de 100 quilos, Philae lançará uma espécie de arpão para se ancorar na superfície do cometa e assim evitar que escape de sua fraca gravidade. Prevista para durar até dezembro de 2015, a missão Rosetta-Philae tem um custo total estimado em 1 bilhão de euros (cerca de R$ 3,25 bilhões).

José Antônio Conceição: Minhas diferenças com Ricardo Rangel Froes

Lamento, Zé, mas seu artigo me passou despercebido na época, não sei por quê. Peço desculpas, um ano atrasadas, e publico agora, já que eu tenho a impressão que nada mudou, nem mesmo a  azêmola do Leão Lelé, que continua enchendo o saco dos outros, através dos espaços reservados a comentários nos mais diversos veículos da internet, com seu discursinho único, eterno, imbecil, oco e chato. Só você mesmo para chamá-lo de “presidenciável”...

Ricardo Froes, segundo o Luiz Felipe (Loriaga Leão), um presidenciável careca que emite opiniões diretamente lá no Observador Político diariamente é um dos debatedores que mais implica comigo e com as opiniões que emito dentro dos temas lançados para discussão na plataforma, uma rede social com tendencias de catar votos para o PSDB. Ocasionalmente ele concorda comigo como fêz recentemente no apagar das luzes de 2011 nesta discussão que pode ser visitada aqui, sobre a influência dos programas dos partidos políticos no povo, no eleitor e na atuação dos políticos da nossa contemporaneidade brasileira.

As diferenças que tenho com Ricardo Froes são explicáveis em poucas linhas.

Inicialmente, me coloco como esquerdista e Ricardo Froes se declara de direita. O que isso significa? Significa duas coisas completamente diferentes quando observadas pelo meu ponto de vista em confronto com o do Ricardo, também com o do Jáder Ribeiro e muitos outros direitistas que não conseguem atinar com o desejo dos esquerdistas, mesmo os mais brandos como eu. Não é a ideia em si que bate de frente, mas os resultados da implantação da ideia.

Direita, para os esquerdistas é um conglomerado de idéias que privilegia determinadas posições e atitudes de Estado com as quais os esquerdistas não concordam. Discorrerei a respeito mais à frente.

Esquerda, para os direitistas são idéias ultrapassadas que não deram certo quando implantadas por causa da derrocada dos países que adotaram o socialismo ou o comunismo como lema e foram derrotados pelo capitalismo. Discorrerei também sobre isso.

Será então, que existem pontos comuns nesta aparente dicotomia na maneira de pensar e de se posicionar de direitistas e esquerdistas? Existem sim. Ambos querem seriedade no trato com a coisa pública, ambos querem a aplicação da justiça de forma correta, não discriminatória nem tendenciosa, ambos sonham com as instituições funcionando dentro daquilo que determina a lei e com o Estado atuando de maneira honesta, cumprindo seus deveres constitucionais e garantindo os direitos.

Onde residem as diferenças então? Numa análise bastante isenta da questão que se coloca, a diferença principal está no beneficiário. Na seleção e na indicação daqueles que, na heterogeneidade da nossa sociedade, irão se beneficiar da implantação daquilo que ambos desejam.

Direitistas desejam implantar as Leis e o estado de direito que cuide de tudo que acima citei, de uma maneira tal, que a classe que já possui bens e privilégios continuem usufruindo daquilo que já possui e tenha a condição de aumentar sem muito esforço os bens e os privilégios que facilitam sua vida no propósito de adquirir mais bens, mais status e melhoramentos constantes em sua escalada social rumo ao topo.

Já o esquerdista, quer a implantação das mesmas coisas, porém, coibindo o crescimento econômico de um ser humano por meio da utilização (compra) do trabalho de outro(s) ser(es) humano(s) utilizando o recurso legal de pagar menos do que vale aquele esforço (trabalho) e apoderar-se da diferença somando-a ao seu patrimônio. O esquerdista deseja que as oportunidades sejam iguais para todos e quando alguma “capacidade superior” ou esperteza de algum ser humano o colocar em condições de usufruir melhor que o outro dos frutos do trabalho, o Estado entre, com regulamentação e corrija a distorção. O esquerdista também não concorda com a mágica de "criar dinheiro" a partir do nada por meio de juros escorchantes e estratosféricos cobrados no financiamento aos menos favorecidos.

A “capacidade superior” citada pode existir já no ato do nascimento ou, ocorrer durante a vida devido diversos fatores, principalmente aos acessos diferenciados à Educação e à cultura e a outros bens, de acordo com a classe a que se pertence.

No meu entendimento, e na minha luta, não é uma questão de redistribuir a riqueza gerada igualitariamente entre todos, todavia, cuidar para que esta distribuição não gere as distancias astronômicas que se verificam entre o miserável e o bilionário em dólares e outros bens. Que haja a distância e que exista a premiação dos mais capazes, sem que isso signifique que para cada dólar do bilionário aplicado no capital produtivo ou especulativo, falte um prato de comida simples e barata para alguém em algum lugar do mundo.

É aí, justamente neste quesito, que o pensamento de direitistas e esquerdistas entra em choque: sobre como regular as atitudes do Estado e dos legisladores, para direcionar estas atitudes e Leis a favor de quem, definindo qual camada do povo irá se beneficiar do resultado da implantação de determinado tipo de Estado, se todo o povo ou apenas uma parcela dele.

Esta é a diferença fundamental entre direitistas e esquerdistas. Diferença que alastra-se para dentro dos partidos, gera discussões imensas e inócuas sobre as maneiras de governar, gera duas novas classes dentro das classes. Pobres de direita e de esquerda, classe média idem, abastados sempre de direita por causa do medo de serem imediatamente “despossuidos” de seus bens, se os “comedores de criancinhas” alcançarem o poder e legislarem corretamente em benefício de todos.


Feliz 2012 prá você também Ricardo. Feliz 2012 a todos debatedores do OP, inclusive os que se ausentaram.

Barbara Gancia, a grande dama(?) do jornalismo social...

“Ingênuo, iludido e sem noção do entorno! Sujeito que tem um blog na ‘Veja’ tem OBRIGAÇÃO de gerar repercussão, ora! Estranho seria sair na rua e NÃO ser reconhecido, ô, cabeça de pera! Qualquer baiacu com uma semana de blog na ‘Veja’ recebe algo como 30 e-mails/dia. Qual a novidade de assinar coluna em uma publicação de grande circulação e tomar carona na fama? É por isso que está todo mundo rindo de você, seu banana nanica. Vá escrever seus textos no ‘Diário de Pinheiros’ pra ver se você será reconhecido em Miami. Sujeito está deslumbrado com o poder da publicação e não percebe a confusão que está fazendo. Alô, Rei do Camarote 2! Olá, espécie de Bozó de Olivetti Lettera debaixo do braço! Xá de ser burraldo! Não é você, é a ‘Veja’, stupid!”

Vocês já devem ter lido no Blog do Constantino, mas eu não resisti à tentação de repetir aqui o que escreveu a jornalista Barbara Gancia sobre ele. Vale registrar que a jornalista mantém colunas mensais sobre animais domésticos, golfe e comportamento nas revistas RSVP e Vogue RG.

Comportamento?! Eu, perto dela sou um lord, porra! Fino pra caralho!

Ancelmo Gois, hoje, em dois tempos

“Diferentemente do que saiu aqui, terça passada, o maestro Roberto Minczuk não é mais o diretor artístico do Teatro Municipal do Rio. Ele deixou o cargo em 2011.”

“Por que será que Chico Buarque, que tem uma bela história em defesa das liberdades públicas, aos 69 anos tropeça defendendo biografias só autorizadas?”

A primeira nota desmente uma outra, irresponsável, atribuindo ao "diretor artístico Roberto Minczuk" a responsabilidade sobre uma suposta festa de Natal dos funcionários do Teatro Municipal do Rio, que teria sido organizada por ele, para 300 convidados, onde apareceram apenas seis.

A segunda é uma brincadeira que fala sobre “Os 10 grandes enigmas do universo”, entre os quais cita o de Chico, aproveitando para classificá-lo de defensor das “liberdades públicas”. Eu só gostaria que ele explicasse o é que um fã ardoroso do regime cubano pode ter em comum com alguma coisa que se relacione a liberdades.

Taí o retrato do Ancelmo: irresponsável, mentiroso e sem a menor capacidade de avaliação do que quer que seja, única e exclusivamente pela obnubilação característica de todo comunista.

Um pouquinho de etimologia

Tira-gosto de “De onde vêm as palavras”, elaborado por Deonísio da Silva (Editora Lexikon, com apoio editorial da Unisul e da Oficina das Palavras).

1. L.A.R.APIUS, por exemplo, era como assinava um juiz ladrão as sentenças que vendia na Antiga Roma.
2. Foi al-Kharizm o matemático que inventou os algarismos.
3.E al-Faráb o persa que guardava antigos manuscritos.
4. O general Crasso cometeu o primeiro erro crasso.
5.Charles Boycott inventou o boicote.
6. O alemão Ferdinand von Zeppelin deixou seu nome no zepelim.
7. Um militar chamado Filipe ensejou a palavra filipeta.
8. Tripalium designava instrumento de tortura, de três paus.
9. Alumnus, aluno, e alere, alimentar, são palavras do mesmo étimo.
10. Salário veio de salarium, pagamento feito em sal.
11. Alvará veio do árabe al-baraat, e quer dizer quitação.
12. Tragédia procede de trágos, bode, em grego, porque nos rituais a deuses pagãos sacrificavam-se bodes.
13. Você embarca em navios, ônibus, trens, metrôs, aviões, carros, mas a barca do étimo permaneceu.

14. O grego haîma, sangue, aparece em hemorragia, hematoma, hemácia, mas você faz exame de sangue! 

Ah, o Natal...

Ah!, os netos... Viraram minha casa de pernas para o ar ontem. Quando saíram, a sala parecia ter sido alvo de algum homem-bomba! Felizmente, foram só brinquedos. Eles são uns espoletas, mas são educados.

E são só dois. Estou imaginando como vai ser o ano que vem, quando serão quatro...

Ia me esquecendo do Fred, o yorkshire, meu bebezão de um ano que adora crianças e principalmente bagunça. E não pensem que ele é aquele tipo de york de dois quilos que anda em bolsas de madame: Fred pesa 12 quilos.

Gozado, eu deveria estar acostumado, afinal, tive quatro filhos, mas, talvez pelo tempo passado em calma - minha mais nova está com 26 - tenha perdido o pique: ontem cansei.