domingo, 31 de maio de 2015

Quatro trabalhadores brasileiros são necessários para atingir a mesma produtividade de um norte-americano.

Folha

A distância, que vem se acentuando e está próxima da do nível dos anos 1950, reflete o baixo nível educacional no Brasil, a falta de qualificação da mão de obra, os gargalos na infraestrutura e os poucos investimentos em inovação e tecnologia no país.

Editoria de Arte/Folhapress

Fatores apontados por empresários e por quem estuda o assunto como os principais entraves para a produtividade crescer no país –e que também ajudam a explicar o desempenho fraco do PIB brasileiro nos últimos anos.

A comparação entre Brasil e EUA considera como indicador a produtividade do trabalho, uma medida de eficiência que significa quanto cada trabalhador contribui para o PIB de seu país.

O dado é do Conference Board, organização americana que reúne cerca de 1.200 empresas públicas e privadas de 60 países e pesquisadores.

Ele é importante porque mostra a força de fatores como educação e investimento em setores de ponta, que tornam mais eficiente o uso de recursos. A produtividade costuma ser menor nas empresas de trabalho intensivo.

O baixo nível educacional no Brasil é destacado pelo pesquisador Fernando Veloso, da FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), como um dos mais graves problemas para uma economia que precisa crescer e aumentar o padrão de vida da população.

"O brasileiro estuda em média sete anos, nem completa o ensino fundamental. Nos EUA, são de 12 a 13 anos, o que inclui uma etapa do ensino superior, sem mencionar a qualidade do ensino."

A média de treinamento (qualificação) que um americano recebe varia de 120 a 140 horas ao ano. No Brasil, são 30 horas por ano, destaca Hugo Braga Tadeu, professor da Fundação Dom Cabral.

A produtividade brasileira deve cair neste ano ao menor nível desde 2006 na comparação com a do americano e se aproxima do nível da década de 1950, quando o estudo se iniciou. Em 1980, um brasileiro tinha produtividade equivalente a 40% da de um americano. Hoje, ela está em 24%.

"Voltamos ao patamar dos anos 1950, mesmo com os avanços tecnológicos que ocorreram em 65 anos", afirma José Ricardo Roriz Coelho, diretor do departamento de competitividade da Fiesp.

A dificuldade de competir se acentua com a carga tributária maior, o juro alto para empréstimos, os riscos cambiais, os custos trabalhistas e os gargalos que encarecem a produção, diz o empresário.

A queda na produtividade é consequência do PIB fraco e de condições desfavoráveis, como maior inflação, que levam o setor produtivo a cancelar ou adiar investimentos.

A retração generalizada no consumo das famílias e na demanda de empresas e governos, além da piora na situação da indústria e dos serviços, foi mostrada na queda de 0,2% no PIB de janeiro a março, e a previsão é que o segundo trimestre seja pior.

MAIS DISTANTE
"O país vive uma crise de isolamento que só o distancia dos países e só se acentua", afirma o economista Cláudio Frischtak, estudioso do tema produtividade.

O isolamento se traduz não só pelo ritmo lento de avanços dentro das fábricas, como processos de inovação, diz o economista, mas também no número baixo de acordos de livre-comércio com outros países (o que dificulta o acesso a bens e serviços, inclusive os de maior tecnologia).

Outro indicador desse distanciamento é a participação de estrangeiros no mercado de trabalho. "São professores, pesquisadores, técnicos e cientistas que enfrentam dificuldades burocráticas para exercer suas atividades no país. Com isso, o conhecimento deixa de circular."

Gim Argello, mais sujo que pau de galinheiro, muda de nome para apagar os rastos

Sandra Starling: Não sei como dar um título a coisas como estas…

Pensei em intitular como um circo o que anda acontecendo no Congresso. Mas os circos merecem meu respeito e minha saudade. Um mau teatro? Deles podemos escapar: é só não ir. Se a novela é ruim, a gente desliga a televisão. Mas o que fazer com essas excelências?! Vejam só.

Ex-senador pelo PTB, Gim Argello – é aquele mesmo, apadrinhado por Dilma e Renan que seria sabatinado por seus pares para ocupar uma vaga de ministro do TCU e renunciou antes – mudou de nome parlamentar no fim de seu mandato. Se alguém tentar saber algo sobre ele, no Senado Federal, nada mais encontrará nas páginas oficiais. Teria morrido? Não! Está vivinho da silva, mas não adota mais esse apelido de guerra. Voltou a ser o cidadão Jorge Afonso Argello, seu nome de batismo. Até aí, tudo bem.

Todo mundo que usa um apelido – registrado na Justiça Eleitoral –, como Chico Vigilante ou Tiririca, ou que só usa um sobrenome, tem todo o direito de voltar a ser um cidadão comum e, como tal, readotar seu nome completo. Eu mesma só assino Sandra Starling, quando, na verdade, sou Sandra Meira Starling e, até hoje, tomo um susto ou não me reconheço quando, na fila do médico ou de algum exame laboratorial, sou chamada por Sandra Meira. Mas nunca vi ninguém mandar sumir de seu prontuário na Câmara dos Deputados ou no Senado o nome que usou como parlamentar. Pois foi isso o que o Gim fez.

No dia 26 de dezembro do ano passado, requereu em ofício ao presidente da Casa que fosse expungido de atas, projetos, relatórios, requerimentos e discursos o nome que usava ao tempo em que circulava como pajem-mor. Você, talvez, não se recorde: era aquele que, na campanha presidencial de 2010, costumava acompanhar a candidata Dilma em suas caminhadas matinais e andanças por missas nas cidades-satélite de Brasília. Deferido o ofício em janeiro por Renan Calheiros, de Gim não resta rastro algum nos registros oficiais do Senado. Talvez – quem sabe? – para não deixar evidências que lhe criem embaraços em investigações judiciais a que já está submetido. Ou evitar que possa ser mencionado na operação Lava-Jato, o que, aliás, já ocorreu. Detalhe: o agora cidadão comum Jorge Afonso foi vice-presidente da CPI da Petrobras do ano passado, aquela que nada concluiu sobre o que investigava.

Tudo isso posto, cabe perguntar: que nome dar a isso aí?!

Canalhice, minha cara...

Acordei me sentindo Sharon Stone. Vou ao banheiro feminino.

“Em nome do ‘combate ao preconceito’, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais publicou, no dia 12 de março, no Diário Oficial da União, a resolução que estabeleceu o seguinte: ‘As escolas e universidades, públicas e particulares, devem garantir o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados acordo com a identidade de gênero de cada sujeito’.
(...)
Ou seja, a partir de agora, eu e minha barba podemos frequentar os banheiros femininos de escolas e universidades. Para tal, basta que eu me “autoafirme” como um transgênero ou qualquer outra categoria sexual inventada nos últimos 10 minutos.”

Fiquei sabendo desse acinte ao bom senso e à moral através do artigo “Banheiro unissex: um atentado contra as mulheres” do jornalista Thiago Cortês, reproduzido, em parte, acima - e que me permita o Thiago, contra os homens também! 

Vejam bem: essa resolução é dirigida às “escolas e universidades, públicas e particulares”. Não há violência maior. Imaginem suas filhas e netas entrando em um banheiro na escola e dando de cara com a figura bizarra de um travesti ajeitando o pinto entre as pernas! Ou pior, como não há como impedir que oportunistas frequentem o banheiro feminino, mediante a alegação de que são pertencentes a algum desses “gêneros sexuais”, a ameaça à integridade física das mulheres fica patente!

Não vou ficar aqui falando do absurdo que é o conceito de “identidade de gênero” criado por amorais sobo o pretexto de combate aos preconceitos, porque é chover no molhado, já que até mesmo a moderna psicologia evolucionista – odiada pelos religiosos por sua natureza darwinista – diz claramente que há diferenças naturais (biológicas e psicológicas) entre homens e mulheres e ri dos acadêmicos que falam em “construção social”, como enfatizou Thiago.

Essa ditadura de costumes que esses psicóticos querem impor pela lei, violenta qualquer princípio que se queira adotar como parâmetro, seja moral, familiar, social, religioso, lógico ou científico. E a coisa é grave e exige um contra-ataque à altura, antes que seja tarde demais.

sábado, 30 de maio de 2015

Racialistas e sua imbecilidade endêmica

Comento no fim.

Escravos prosperavam comprando negros, mas eram esnobados pela elite
Globo de hoje.

BRAGA, Portugal - Quando Manoel Joaquim Ricardo morreu, em 1865, tinha 27 escravos, três casas e uma senzala. Era um dos dez homens mais ricos de Salvador. É um grande feito, ainda mais considerando que Manoel era negro e vivia em um país ainda escravocrata.

Em 1841, antes mesmo de ser alforriado, Manoel já era dono de seis escravos. Estendeu sua rede de negócios até a África. Lá, ele e seus sócios trocaram correspondência sobre seu sucesso na importação de “noz de cola” - segundo autoridades britânicas, este era um código para “escravos”. Embora o tráfico negreiro ainda não tivesse sido abolido, a opinião pública era cada vez mais resistente ao trabalho forçado dos negros.

- Mais de 600 escravos eram donos de escravos no Nordeste - revela João José Reis, professor da Universidade Federal da Bahia. - Esta prosperidade estava ligada ao tráfico negreiro. Quando havia grandes desembarques nos portos brasileiros, o preço deles diminuía e permitia a inclusão de pequenos investidores no mercado. Manoel e outros libertos compravam preferencialmente mulheres, que lhes davam crias.

Professor de História da Unifesp, André Roberto de Arruda Machado destaca que a relação entre os negros era desigual.

- Os escravos não formavam apenas um corpo. Havia uma hierarquia evidente entre os escravos nascidos aqui e aqueles que vinham da África. O primeiro grupo se recusava a fazer algumas tarefas, que deveriam ser deixadas aos estrangeiros - lembra.

Mesmo acumulando riquezas e escravos, Manoel nunca obteve reconhecimento na sociedade baiana.

- Com a hostilidade e a negação do africano liberto, perdemos a chance de ter uma elite negra - lamenta Reis. - Os africanos eram trazidos para cá em fétidos tumbeiros e não poderiam ver o Brasil como uma terra de oportunidades. Apenas procuravam se dar bem dentro do possível, e esse possível às vezes surpreende.

O texto não traz nada de novo e, por certo, não sou eu quem vai convencer os racialistas que Manoel Joaquim Ricardo não foi o único negro a possuir e traficar escravos negros no Brasil, e muito menos que Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora o tal Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares, também sequestrava mulheres e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo. O ponto não é este.

O ponto é que João José Reis, professor da Universidade Federal da Bahia, lamenta que nós “perdemos a chance de ter uma elite negra” exatamente nos moldes da “elite branca” que os próprios racialistas tanto criticam e culpam por todos os males da civilização brasileira. Ou seja, um possuidor e traficante de escravos, unicamente por ser negro, é isento da imputação de ser um criminoso, coisa que, aliás, ninguém o era à época, apenas por possuir escravos. Nem brancos nem pretos.

O que é indecente é a falta de coerência dessa gentinha vagabunda considerada a “intelequitualidade” vigente, que deturpa os fatos históricos e a lógica com a maior sem-cerimônia, até que a sua “realidade” seja atingida, satisfeita e aceita como verdades irrefutáveis.

E o pior é que tem gente que acredita. O cara é professor...

Cadê a “consternação” de Dilma com a morte dos dois brasileiros no avião abatido pela Venezuela?

Acreditar que foram encontrados precisamente 616 "panelas" de cocaína no meio dessa maçaroca é o mesmo que acreditar nos "pajaritos" de Maduro

Felipe Moura Brasil: Cadê a “consternação” de Dilma com a morte dos dois brasileiros no avião abatido pela Venezuela? Cadê a nota?

Em janeiro, Dilma Rousseff ficou “consternada e indignada” ao saber da execução do traficante brasileiro Marco Archer na Indonésia e chamou o embaixador em Jacarta para consultas.

“O recurso à pena de morte, que a sociedade mundial crescentemente condena, afeta gravemente as relações entre nossos países”, dizia a nota oficial do governo do PT.

Agora, a Indonésia é logo ali, na Venezuela, parceira do PT no Foro de São Paulo.

Os dois brasileiros mortos na queda do avião abatido pela Força Aérea venezuelana seriam os amazonenses Fernando César Silva da Graça, 29, e Klender Hideo de Paula Ida, 24.

A Guarda Nacional Bolivariana, sempre suspeita, disse ter encontrado os documentos dos dois e mais de 600 pacotes de cocaína de alta pureza no descampado onde se espatifou o Embraer, além de dólares, pesos colombianos e aparelhos de telefone por satélite.

Perguntas:

- Dilma não está “consternada e indignada”?

- Não vai questionar como a droga e os documentos ficaram intactos após o abate?

- Não vai chamar o embaixador do Brasil em Caracas para consultas?

- Não vai confortar as famílias dos amazonenses, que ainda tinham esperanças de os corpos não serem deles?

- Não vai nem tentar explicar as diferenças entre um abate e um fuzilamento?

- Não vai emitir notinha oficial?

- Que tal confessar que a eliminação de brasileiros no exterior só afeta gravemente as relações com países democráticos, não com ditaduras amigas do PT?

Antonio Fernando, poeta e ateu - um indivíduo estética e intelectualmente irrecuperável

Eu já postei um vídeo dessa lamentável figura quixotesca aqui, e hoje, por acaso, dei de cara com este outro em que, fantasiado de Paulo Coelho, verte sua inenarrável poesia, fazendo-se acompanhar por um violão executado com a maestria compatível com sua intelectualidade e beleza. Curtam.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

As salsichas e a Fifa

Entrevista com o defunto

Vídeo flagra Marin roubando medalha

Durante a premiação realizada depois da final da Copa São Paulo de Juniores de 2012, o então vice-presidente da CBF para a região Sudeste, José Maria Marin, foi flagrado embolsando uma das medalhas destinadas ao campeão Corinthians.

Junte-se aos autos!


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Uma professora que manda o aluno “tomar no cu” tem condição de ser respeitada?


É muito estranha a revolta de Rodrigo Constantino em seu post “Aluno insulta e agride professora em Minas Gerais: o retrato da falência do ensino público brasileiro” e de tantos outros - inclusive de quem postou o blog no YouTube - contra o aluno que sacaneia a professora. Como é que pode uma pessoa que deveria estar habilitada para ensinar, mandar o garoto ir “tomar no cu”, sob qualquer pretexto?

Eu até concordo com a parte do título que diz “o retrato da falência do ensino público brasileiro”, mas nem sequer mencionar os impropérios e a falta de firmeza da dita cuja que deram azo às estrepolias do moleque é distorcer o que se vê. É claro que eu não defendo as barbaridades desse pivete, mas daí a dizer que ele é o único culpado vai uma diferença enorme.

Ou o Brasil acaba com as ONGs...

Rússia põe freio nas ONGs. Enquanto isso, na Amazônia…
Francisco Vieira na Tribuna da Internet

O presidente russo Vladimir Putin assinou uma lei permitindo atribuir a ONGs estrangeiras ou internacionais o estatuto de “indesejáveis na Rússia”, caso a atividade delas seja reconhecida como prejudicial ao país.

Caso uma ONG seja classificada como “indesejável”, será proibida de abrir escritórios, divulgar materiais informativos, inclusive através da imprensa, bem como realizar projetos próprios na Rússia. Além disso, a organização terá seus ativos congelados no país.

O não cumprimento destas determinações poderá ser punido com aplicação de multas, previstas tanto para pessoas físicas, quanto jurídicas. Além disso, o responsável pela ONG que der continuidade às suas atividades apesar da proibição, poderá enfrentar condenações de até 6 anos de prisão.

Vejam estes números sobre desmatamento das florestas no mundo, em mil quilômetros quadrados, até o ano de 2005, geralmente usado como argumento para justificar o grande número de ONGs na Amazônia (mais de 100 mil):

África: Cobertura original 6.799. Hoje restam 7,8%.
Ásia: Cobertura original 15.132. Hoje restam 5,6%.
América do Norte: Cobertura original: 10.877. Hoje restam 34,4%.
América Central: Cobertura original: 1.779. Hoje restam 9,7%.
Oceania: Cobertura original 1.431. Hoje restam 22,3%.
Rússia: Cobertura original 11.759. Hoje restam 29,3%.
Europa: Cobertura original: 4.690. Hoje restam 0,3%.
América do Sul: Cobertura original 11.709. Hoje restam 54,8%.

Esses números desmascaram os cínicos que têm os pés (e interesses) na Europa e nos Estados Unidos e querem ensinar aos brasileiros como conservar as suas florestas:

Onde estavam essas ONGs quando os testes nucleares eram realizados no Saara Argelino e no Pacífico Sul. Onde estavam esses ecologistas quando os milhões de animais e plantas foram liquidados pela explosão e radiação?

Recentemente os Estados Unidos e Coréia do Norte realizaram mais uma explosão nuclear, cada um. Onde estavam esses ecologistas? Por que não procuram salvar as florestas de coníferas? Ou as matas da Califórnia, vítimas dos incêndios anuais?

Vejam se esse tipo de gente tem espaço em país sério Só mesmo aqui, na Casa Da Mãe Joana, qualquer um se torna “especialista” e “dono da razão” e tem o seu palpite publicado nos jornais como se fosse coisa séria, mesmo sendo o Brasil até hoje uma nação de economia “agropastoril.”

Seu Jorge e as favelas

“Favela não é lugar para ninguém”, diz Seu Jorge, que veio de uma delas em Belford Roxo
Rodrigo Constantino 

A esquerda caviar adora glamourizar as favelas, ou melhor, as “comunidades”. São lugares vistos como de vanguarda, onde há uma simplicidade maior, uma camaradagem espontânea, algo que nos remete ao “bom selvagem” de Rousseau, pessoas mais “puras”, enfim, pois não totalmente contaminadas pela “ganância capitalista” e a impessoalidade das cidades. Basta assistir a um programa “Esquenta!”, de Regina Casé, ou ler uma entrevista de Miguel Falabella, enaltecendo o estilo de vida mais descolado e divertido de lá, para se ter quase vontade de vender tudo e ir morar numa favela.

Na prática, não é nada disso. O que temos é um cotidiano de surras e pobreza, os “gatos” da Net feitos por “esperteza” e excesso de “malandragem”, e um clima de total insegurança, em que os pais vivem constantemente apavorados com o risco de seus filhos serem atraídos pelo tráfico de drogas, que domina quase todas as favelas cariocas. O gerente de tráfico da favela da Maré chegou a afirmar que matava um por dia, se quisesse. É esse o ambiente insalubre dos moradores dessas “comunidades”, sem falar da falta de saneamento adequado e tudo mais.

Enquanto o beautiful people dos bairros chiques elogia essa condição de vida de longe, muitos favelados (termo jamais usado por essa gente) desejam aquilo que os outros têm: consumir mais produtos modernos, viver com mais segurança, oferecer uma condição de vida melhor para seus filhos. Na resenha que escrevi de Um país chamado favela, tentei encontrar um ponto de equilíbrio entre a glamourização feita pela elite da esquerda e o preconceito destilado por muitos, sem deixar de criticar o viés esquerdista dos autores.

Mas tudo isso foi para chegar à entrevista recente que Seu Jorge concedeu à revista Rolling Stone. Ele, que veio de Belford Roxo e sabe do que está falando, ao contrário dos artistas e “intelectuais” nascidos em berço de ouro, como Chico Buarque e companhia, foi enfático ao dizer:

Favela não é lugar para ninguém. Favela não é legal. Não tem segurança, não tem saneamento, não tem hospital, não tem porra nenhuma. Favela só sofre preconceito. Eu quis sair mesmo. Eu não quis ficar enterrado na favela. Nasci lá, mas não quis ficar enterrado lá. Favela não é meu mundo, meu tudo, porra nenhuma. A favela é o abandono que o governo deixou pra gente. E hoje eu não quero tocar na favela para não me envolver com tudo que está errado lá dentro.

Sinceridade, algo que tanto falta aos nossos artistas da esquerda caviar. Ao contrário daqueles que elogiam Cuba, Venezuela e o socialismo, mas escolhem passar férias ou viver em Nova York ou Paris, Seu Jorge elogia os Estados Unidos mesmo, um “país diferenciado”, não por acaso onde escolheu viver. Quando questionado por que foi para Los Angeles, respondeu: “Tranquilidade. Eu precisava ser pai. No Brasil o Seu Jorge estava dentro de casa. Eu não conseguia levar minhas filhas para passear, ir à escola delas sem ter a aclamação do público. Nos Estados Unidos não tem isso. Lá eu tenho uma vida normal de pai, que sai, dá uma volta com o cachorro”.

Não é apenas a fama que o mantinha em casa, naturalmente. Pode ter sido o fator principal em seu caso, mas não foi o único. É o que faz muita gente, cada vez mais, temer um simples passeio no parque, ou andar de bicicleta pela orla: a violência, o risco de assalto, de levar uma bala perdida, de ser abordado por um marginal que depois é tratado como “vítima da sociedade” pelos sociólogos e poetas. Não há isso nos Estados Unidos. Aqui em Weston vemos vários ciclistas pelas ruas, e se eu perguntar se temem algum assaltante, não vão compreender minha pergunta. Posso sair de um restaurante às 23h de vidros abertos e parar em qualquer sinal sem medo. Tranquilidade, é a palavra certa, usada por Seu Jorge, que lamenta a perda de identidade do brasileiro:

Acho que a política brasileira está passando por uma crise de identidade muito grande. Não reconhecemos mais quem nos representa. É um problema muito sério, porque atinge a percepção da capacidade de o Brasil ser um país colossal, como ele merece e tem condições para ser. O mundo todo torce para o Brasil e para o brasileiro, eu percebo isso [lá fora]. Os programas sociais não são um problema, mas causam um rombo muito grande e fazem com que as pessoas não se movam para alcançar outro plano. As contas do governo também não batem. Acho que uma série de ministérios deveria ser suprimida e que precisamos de gestores mais sérios. Está cada vez mais difícil representar o Brasil fora daqui, e essa é minha função. Não saí do Brasil para me tornar um gringo – eu saí para afirmar o Brasil. Mas está difícil, porque nossas mazelas e feridas estão expostas e as pessoas não acreditam na gente. Isso interfere diretamente no meu trabalho e carreira.

Sobre aqueles que atacam o cantor por ele ter se mudado para os Estados Unidos, a típica elite da esquerda caviar que vive numa bolha, Seu Jorge solta o verbo em desabafo:

O patrulheiro que fica me enchendo o saco, dizendo “Pô, o Jorge agora mora nos Estados Unidos”, tem que se lembrar do seguinte: eu era morador de rua, um fodido e meu dinheiro eu fiz centavo por centavo sem sacanear ninguém, sem roubar ninguém. O Brasil em que eu acredito é esse que está na Avenida Paulista ralando; é o Brasil do motoboy, das mães solteiras fazendo faxina como diaristas, dos garçons, dos seguranças. Esse é o meu Brasil, eu vim daí. Agora, vem essa galerinha de Facebook e de Twitter [falar de mim]. Pô, morre e nasce de novo para poder chegar perto de mim, morou?

Morei. Entendo perfeitamente o desabafo de Seu Jorge, mesmo jamais tendo passado pelo que ele passou na infância. Isso nunca me impediu de ter sensibilidade para tentar me colocar no lugar do outro, e por isso mesmo minha revolta com essa elite hipócrita, que glamouriza o que é, para o outro, um fardo concreto. Se Seu Jorge tivesse ficado na favela até hoje, tendo que fazer parceria ou com o tráfico ou com a milícia, a esquerda caviar ia adorar, ia repetir que ele não perdeu os laços com sua essência humilde, enquanto, na prática, ele estaria prejudicando sua família e agredindo sua ética.

Em Los Angeles ele não precisa de nada disso. Pode oferecer uma qualidade de vida bem melhor para as filhas, pode dormir em paz, sair com tranquilidade, e não tem que contemporizar com bandido para fazer seus shows. E isso é condenado por aqueles que vivem no Leblon ou no Jardins, gente que vai para Paris ou Nova York todo ano, mas adora odiar os Estados Unidos, e “ama” as favelas, de preferência bem de longe, vendo-as como uma simples abstração, enquanto os favelados são apenas mascotes para alimentar sua vaidade fruto da autoimagem de abnegados e altruístas. Para esses “psicólogos sakamotianos“, Seu Jorge quer apenas o gozo da inveja alheia. Não é mole não!

Vamos desidratar cebolinhas?

Vocês já se deram conta que ao pagar R$ 2,15 por um pacotinho de três gramas de cebolinha desidratada ela sai por R$ 717,00 o quilo?

Por curiosidade, fui ao site do supermercado Zona Sul e calculei os preços de outras especiarias desidratadas vendidas em pacotinhos e comparei com os preços (máximos de hoje) das mesmas, cruas, no atacado. Deu o seguinte:

Especiarias desidratadas
Varejo
Atacado
Lucro
Preço Kg
Preço Kg
Bruto
Cebolinha
 R$ 717,00
 R$  7,00
  10.243
%
Coentro
 R$ 149,00
 R$ 12,00
   1.242
%
Cominho
 R$ 135,00
 R$ 20,00
    675
%
Gengibre
 R$ 162,00
 R$  5,40
  3.000
%
Manjericão
 R$ 295,00
 R$ 20,00
   1.475
%
Salsa
 R$ 417,00
 R$  7,00
   5.957
%
Louro
 R$ 650,00
 R$ 20,00
   3.250
%

Eu sei que há uma perda considerável de peso com a desidratação, há custos de embalagem e outras coisinhas mais - o processo de desidratação em si é simplíssimo -, mas mesmo assim, qual é o outro tipo de negócio que te dá tanta margem de lucro?

A exceção de fazer parte do governo do PT, é claro...

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Representação contra Dilma (link para íntegra)

Parte final da representação contra Dilma (íntegra aqui): 

VII – Do pedido

89. A análise do conjunto probatório indica poder terem ocorrido crimes contra as Finanças Públicas e contra a Fé Pública por parte da Presidente da República, dado que, como responsável pela Administração Superior, ciente da situação financeira, permitiu e anuiu com a realização de operações de crédito proibidas, sem resgate das anteriores, e em ano eleitoral, para pagamento de despesas do Tesouro depois não contabilizadas. Este mesmo conjunto probatório mostra, também, ter havido omissão, ao descumprir o dever de fazer cessar as ilicitudes.

90. Em suma: na condição de Chefe do Poder Executivo, de Chefe do Governo, a Presidente da República estava ciente da ausência de meios causada pela má gestão da economia, e assim, agiu com dolo, ou seja, com a vontade livre e consciente de suprir o caixa do Tesouro com empréstimos indevidos, proibidos pelas diversas normas legais acima mencionadas, criando um superávit fictício, mediante omissão de registro de despesas, agindo, com plena ciência, em consonância com os Ministros que cabem auxiliá-la na direção superior da administração.

91. Por essas razões, requer-se a V. Exa. que diante dos elementos constantes dessa Notícia Crime, ofereça, perante o Supremo Tribunal Federal inicial de Ação Penal, em face da Presidente Dilma Viana Roussef, pela prática continuada dos crimes contra as Finanças Públicas, ex vi dos artigos 359-A e 359–C do Código Penal, bem como por infração ao art. 299 do mesmo Código (crime de Falsidade Ideológica), em concurso material, seguindo-se o trâmite estabelecido na Lei n. 8.038/90.

Chicô Buarq des Pays-Bas diz que temos medo que Lula volte e confessa que já foi ladrão de carros

Chicô, le fruit de la passion de tiroir,
vulgo maracujá de gaveta
Pasmem, senhores, o preâmbulo da entrevista de Chico Buarque ao El País é o seguinte:

“Há apenas uma coisa mais difícil de encontrar do que alguém que fale mal de Chico Buarque no Brasil: uma mulher que não seja apaixonada por ele. Olhos fascinantes de uma cor estranha entre verde, azul e cinza são uma lenda nacional. Suas canções, por si só, já fazem parte da história, da herança e da identidade diária de um povo. Por isso, é um pouco intimidante se aproximar do edifício de um bairro nobre do Rio de Janeiro (...)”

Tenho a impressão que Antonio Jiménez Barca, o autor da matéria, não tem a menor noção do que seja “falar mal”, já que, por escritos seus sobre a política daqui, parece que ele está no Brasil como correspondente do El País - em 2012 era correspondente em Lisboa - e deve(ria) saber muito bem que Chico é uma das figuras públicas mais criticadas atualmente.

Alguns trechos do que disse Chico:

P. No livro [o novo dele, O Irmão Alemão], o protagonista, parecido com o senhor, rouba carros para se divertir. O senhor fazia a mesma coisa?
R. Sim. Ia com um grupo de adolescentes do bairro, eram os tempos de James Dean, rock and roll, de uma juventude um pouco rebelde. Por isso que nosso esporte era roubar carros, circular com eles pela cidade e depois deixá-los no fim do mundo. Fui para a cadeia por isso uma vez. A polícia me deu uma surra. Bom, mas isso já havia contado. Eu mesmo disse antes que descobrissem. Tive sorte porque no dia que me prenderam meus pais não estavam em casa, estavam viajando, e foi minha irmã que me buscou. Eu então era bastante..., enfim, dei muito trabalho para minha família.

(...)

P. O senhor sempre teve uma posição política clara e explícita. Se opôs à ditadura e apoiou Lula e Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores.
R. Sempre me perguntam quando há eleições. Eu tomo partido e não tenho qualquer problema em declarar isso. Sempre apoiei o PT, agora a Dilma Rousseff e antes o Lula. Apesar de não ser membro do partido, de ter minhas desavenças e de votar em outros candidatos e outros partidos em eleições locais. Mas sempre soube que o problema deste país é a miséria, a desigualdade. O PT não resolveu tudo, mas conseguiu atenuar. Isso é inegável. O PT tem melhorado as condições de vida da população mais pobre.

P. E como o senhor vê a situação atual?
R. Muito confusa, não há nenhuma maneira de saber o que vai acontecer nos próximos anos. A crise econômica é forte. É preciso tomar certas medidas impopulares. Ao mesmo tempo, a oposição é muito dura. E depois há uma onda de manifestações nas ruas que, na minha opinião, não têm um objetivo concreto ou claro. Entre aqueles que saem às ruas há de tudo, incluindo loucos pedindo um golpe militar. Outros querem acabar com o Partido dos Trabalhadores, querem enfraquecer o Governo para que, em 2018, o PT chegue desgastado nas eleições. O alvo não é a Dilma, mas o Lula; têm medo que Lula volte a se candidatar.

Pois é, a “oposição é muito dura” e nós estamos morrendo de “medo que Lula volte a se candidatar”...

Chico, vai tomar no centro para não gastar as beiradas!

Que tal boicotar as Loterias do Estado?

Em média, os nove tipos de loterias promovidas pelo governo faturam R$ 1,2 bilhão por mês - e depois neguinho ainda tem a cara de pau de dizer que o jogo é proibido. Isso dá mais ou menos R$ 14 bilhões por ano, dos quais R$ 10,2 bilhões (67,8%) são divididos entre os seguintes órgãos do governo:

Se bem que essa tabela seja meio estranha, o que resta ao apostador no fim da história são os 32,20% mesmo.
É claro que essa grana não chega ao valor que se rouba do erário público, mas não deixa de ser um valor interessante. Por isso eu pergunto: já que o povo não pode pegar os ladrões do governo do PT e seus mancomunados, pô-los na cadeia e perder as chaves, por que não boicotar as loterias? Afinal, ninguém perde nada, pelo contrário, só ganha!

A pergunta faz ainda mais sentido se levarmos em conta que a Mega-Sena passará de R$ 2,50 para R$ 3,50; a Lotofácil passará de R$ 1,50 para R$ 2,00; a Dupla-Sena passará de R$ 1,00 para R$ 2,00; a Quina, passará de R$ 1,00 para R$ 1,50, e por aí afora.

Um boicote às loterias do Estado não chega a ser uma “desobediência civil”, porque ninguém é obrigado a jogar, mas é uma forma bem significativa de se aproximar dela como mostra da insatisfação do povo com o caos reinante.

Aliás, vejam a esculhambação dessa titica de governo: a Caixa ainda não atualizou a arrecadação de 2014!

Não é piada: denúncia de nepotismo de jihadistas na fila para ser homem-bomba

“Os lutadores ganharão dinheiro, e com ele poderão comprar armas, cintos explosivos ou até sorvetes nos shoppings quando estiverem fora da batalha, na cidade.”

Fala sério! Neguinho brigando pelo direito de morrer é paranoia demais para a minha cabecinha!

Jihadistas acusam alto escalão do Estado Islâmico de fazer nepotismo em lista de suicidas

Globo/The Independent

Nepotismo e demagogia são problemas encarados em todo o mundo por diversas formas de governo e organizações, mas agora até o Estado islâmico gerou queixas. Jihadistas que querem se explodir em missões suicidas em nome da jihad estão acusando membros da liderança de facilitar a colocação do nome de parentes e amigos na lista de recrutas para atentados.

Após o jihadista britânico Abu Sammyh al-Britani (Kabir Ahmed) reclamar de que nem todos estariam conseguindo completar o martírio — ele teria se explodido no ano passado, no Iraque —, um pregador russo condenou uma suposta demagogia. Em um artigo divulgado por vários simpatizantes da jihad no Cáucaso do Norte, Kamil Abu Sultan al-Daghestani acusou lideranças sauditas no Iraque de atrapalharem o processo geral.

No texto “Corrupção no Estado Islâmico”, ele reclama após um vetarano militante checheno contar sobre conexões. Suposto chefe do batalhão de Yarmouk, na Síria, Akhmad al-Shishani (Chatayev) disse ao pregador que a lista para se explodir no país está tão grande que os jihadistas estão sendo mortos em campos de batalha antes mesmo de conseguirem ser incumbidos de missões.

As conexões pessoais seriam a única maneira de conseguir chegar ao martírio nos últimos tempos, constatou um outro jihadista ouvido pelo pregador.

“Estes sauditas já costuraram tudo. Não deixam ninguém na lista, botam os próprios parentes na frente da fila com suas conexões”, acusa al-Daghestani.

Um guia do EI em inglês descreve o martírio como uma das opções após o processo de treinamento básico ser completado. O grupo admite que há uma fila de espera, mas também recompensas.

“Os lutadores ganharão dinheiro, e com ele poderão comprar armas, cintos explosivos ou até sorvetes nos shoppings quando estiverem fora da batalha, na cidade.”

“Murritos”, mojitos e burritos de Dilma

A entrevista que Dilma deu ao jornal de esquerda mexicano “LaJornada” já foi mais que comentada pelaí, só que esqueceram de falar da(s) múmias(s) do site da Presidência da República que a transcreveram.

Dilma, por si só, já diz besteiras suficientes para encher uma enciclopédia, contando com a ajuda de mentecaptos então, a coisa vira tragédia. Leiam esse trecho:

Jornalista: Para falar um pouquinho da América Latina, Presidenta. Então, estamos num momento em que poderíamos falar até de um novo eixo político-diplomático, como disseram, falando em música, “mariachi-bossa nova”, podemos falar isso?

Presidenta: Pode. Pode falar tequila de um lado e cachaça de outro, a caipirinha. Tequila e caipirinha.

Jornalista: Está bem. Temos um novo...

Presidenta: O murritos é de vocês?

Jornalista: Não, murritos é cubano. Nós somos primos-irmãos.

Presidenta: Vocês gostavam muito de murritos.

Para começo de conversa, isso não é papo de presidente. Nem de escola de samba. Depois, uma comunista fãzoca de Cuba não saber que o drink em questão é “patrimônio etílico-cultural” cubano chega a ser de uma enternecedora burrice. Para encerrar, a beberagem não se chama “murritos”, como querem os transcritores presidenciais, e sim mojito. Com certeza eles fizeram uma mistura de burrito, prato tradicional do México - tortilla de farinha geralmente recheada com carne -, e mojito - rum branco, limão, hortelã, açúcar e gelo picado - e deu o tal de “murritos”.

Burritos eles, não?...

terça-feira, 26 de maio de 2015

Lula é confundido com ladrão por causa da gramática

Em São João da Boa Vista (SP), um ladrão resolveu assaltar uma “esfiharia” e entregou um bilhete à caixa anunciando crime.

“É um salto. Ninguém sim meche.”

Apesar da dificuldade em traduzir o escrito, a caixa entregou o dinheiro ao meliante, que fugiu a pé.

Após os peritos tomarem conhecimento do bilhete, a primeira suspeita recaiu sobre Luiz Inácio Lula da Silva - notório velhaco - pela semelhança do idioma usado no bilhete com o lulês castiço, falado quase que exclusivamente por Lula.

Para alívio do jagodes apedeuta, o verdadeiro autor do crime foi reconhecido e preso quando estava comendo um quibe em uma “quibaria” em frente.

A involução do homem


Bar vira recheio de sanduíche de crentes


Prefeito de Sertãozinho (PSDB) ganha mais que a presidente - pode isso, Arnaldo?

Zezinho
Estadão

Sem sofrer nenhum ‘panelaço’, boicotes do Legislativo ou intrigas da oposição como a presidente Dilma Rousseff, um prefeito do interior de São Paulo esboça um singelo sorriso no rosto. Isso porque um projeto de lei aprovado nesta semana pela Câmara Municipal de Sertãozinho aumentou o salário do prefeito em 7,6%. José Alberto Gimenez, mais conhecido como Zezinho (PSDB), passa a receber R$ 31 mil (antes, o salário era de R$ 28,8 mil).

E não há o que fazer, pois o reajuste acompanha a tabela do funcionalismo público. O aumento foi aprovado por unanimidade pala Câmara local. Pudera, o mesmo porcentual foi concedido aos servidores, vice-prefeito e aos secretários municipais.

Assim, o tucano Zezinho passa a ganhar mais que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e que a presidente da República, Dilma Rousseff. O fato foi encarado com naturalidade pelos parlamentares do município. O presidente da Casa, Silvio Blancacco, também do PSDB, não vê qualquer polêmica envolvendo o valor salarial do colega e dos agentes públicos.

Há 15 dias, a cidade de Sertãozinho parou. Os servidores municipais rejeitaram uma proposta salarial feita pela Prefeitura e cruzaram os braços. Apenas os casos de urgência eram atendidos na Unidade Básica de Saúde Central, as aulas nas escolas municipais e os atendimentos da Guarda Civil haviam sido suspensos por tempo indeterminado. Mas a greve durou só dois dias, pois os servidores aceitaram a contraproposta de 7,6% de reajuste.

A Ordem dos Advogados do Brasil apurou se o reajuste do salário do prefeito Zezinho era inconstitucional. De acordo com Joanilson Barbosa dos Santos, o aumento é legal, já que não ultrapassa o vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que hoje é de R$ 33,7 mil.

Já que está protegido pelo ‘guarda-chuva da lei’, Zezinho deveria seguir o exemplo do colega de partido Chico Telles, do PSDB. Diante da crise econômica, o prefeito de Dois Córregos decidiu cortar o próprio salário.

Escárnio: 17 salários, auxílios do berço ao caixão e muito mais para juízes

Que goela tem essa gente! E quanto desrespeito com o cidadão! A coisa toda é tão vergonhosa que chega-se ao ponto de mudar a lei para justificar o assalto aos cofres públicos! Depois não querem que se diga que o PT institucionalizou a rapinagem.

Folha

No último concurso para a magistratura em São Paulo, o salário inicial era de R$ 21.657. O valor pode ser só um detalhe, caso a futura Lei Orgânica da Magistratura (Loman) seja aprovada nos termos propostos pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. O anteprojeto da nova Loman prevê uma série de benefícios, ajudas de custos e prerrogativas para os magistrados que não existem na atual versão da lei, de 1979.

Para começar, os magistrados poderão receber até 17 salários por ano: os doze, o 13º, um integral para cada um dos dois períodos de férias no ano e ainda um salário extra à guisa de prêmio de produtividade a cada semestre, se o juiz julgar mais processos do que os que chegarem.

Na proposta de Lewandowski, o adicional de tempo de serviço seria de 5% a cada cinco anos até o limite de 35%. Numa emenda do ministro Luiz Fux, a gratificação por tempo de serviço seria paga a cada três anos até o limite de 60% do salário-base.

Mas salário não é tudo. Um dos capítulos da proposta da futura Loman é o das verbas indenizatórias. Todo magistrado tem direito a moradia de graça. Quando não houver imóvel à disposição, o projeto prevê o pagamento de um adicional de 20% ao salário.

Outro retoque proposto por Fux: nos casos de convocação que exijam a constituição de nova residência, o magistrado poderá receber, ao mesmo tempo, o auxílio-moradia na origem e as diárias na cidade do tribunal que o chamou.

Deslocamento de casa ao trabalho: na falta de carro oficial, também haveria uma ajuda de 5%, mesmo percentual do auxílio-alimentação. Na proposta de Gilmar Mendes, a ajuda era restrita a deslocamentos em serviço.

Se o magistrado estiver matriculado em curso de pós-graduação, a ajuda de custo prevista pode chegar a um quinto do salário, conforme proposta de Lewandowski.

Casar e ter filhos engorda o contracheque. O auxílio para plano de saúde representará 10% do ordenado para juiz e cônjuge e mais 5% para cada filho. Neste caso, o magistrado também terá direito a reembolso integral de despesas não cobertas pelo plano de saúde.

O pagamento da educação dos filhos seria assegurado pelo auxílio-creche (5%) para cada filho entre 0 e 6 anos. E o mesmo percentual para ajudar no pagamento de escolas particulares até 24 anos.

Benefícios iriam até o caixão. Quando o juiz morrer, o erário assume a conta do funeral, é uma das propostas.

Outra ideia em gestação é criar tratamento diferenciado para juízes no aeroporto. Uma das minutas prevê a concessão de passaporte diplomático para cada magistrado do país.

Um bobo por outro

Marcelo Castro, do PMDB e relator da proposta de Reforma Política na Câmara, disse que fez papel de bobo. “Três meses trabalhando arduamente e não vamos votar o relatório, que já está pronto há 20 dias. O relatório era só 99% do que ele (Eduardo Cunha) queria”, desabafou Castro.

Eduardo Cunha, na semana passada, declarou publicamente que o relatório de Castro era “confuso” e afirmou que lhe faltava “inteligência e perspicácia política”. Cunha queria ver incluído o modelo eleitoral “distritão”. Marcelo Castro o incluiu no texto, mas previu no relatório a forma de financiamento pela qual empresas podem doar apenas a partidos, e não a candidatos. Eduardo Cunha não aceitou.

Castro será substituído no plenário por Rodrigo Maia, do DEM, que já é bobo de nascença.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Maluquices etimológicas

Esse tal de Castro Lopes deve ser a inspiração do Aldo Rebelo.

Da Veja:

O latinista Castro Lopes sacode os literatos ao criar palavras que substituam galicismos

É possível que o leitor esteja lendo esta revista agora em sua cama, com a ajuda de seus nasóculos e à luz suave de um lucivelo. Os artigos escritos pelos alvissareiros misturam-se, harmoniosamente, aos preconícios que louvam as virtudes de sortidos produtos. Faz calor neste final de primavera, e decerto o nosso leitor não retira há muito tempo de sua gaveta o focale que lhe aquece o pescoço no frio. E ele provavelmente terá reparado como é grande, nos últimos tempos, o número de ludâmbulos que, vindos de outros Estados e até de outros países, se abalam a conhecer os encantos da cidade.

Não te sintas o mais ignaro dos brasileiros se, no parágrafo anterior, tropeçaste em vocábulos como “nasóculos”, “Iucivelo”, “alvissareiro”, “preconício”, “focale” e “ludâmbulos”. Consultados sobre o significado de tais palavras, dez em cada nove jornalistas desta revista que ora tens em mãos - dez em nove, repara - tropeçaram exatamente onde foste ao chão. Um, mais curioso, tratou de correr ao Caldas Aulete, mas foi inútil. Cerrou as páginas do dicionário tão no ar quanto as abrira. É que todas aquelas palavras acabam de ser criadas pelo gramático carioca Antônio de Castro Lopes, 62 anos, um latinista de nomeada que é médico por profissão e decidiu investir contra os galicismos e anglicismos que, a seu ver, contaminaram atrozmente a língua pátria. As palavras a que Castro Lopes tenta dar vida e aquelas que ele pretende suprimir estão arroladas no recém-lançado Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis, livro que serviu de tema para conversas, e piadas, trocadas entre o ex-imperador Pedro II e o Visconde de Taunay.

“Não é de desenterrar palavras mortas e sepultadas que se trata”, explica o autor no prefácio do opúsculo. “Mas de limpar, de expurgar a linguagem vernácula de vozes bárbaras, de construções contrárias à índole daquela, e de criar com bons elementos termos que no idioma português faltem para traduzir os exóticos”. Castro Lopes não tenta promover reformas apenas na língua portuguesa. Sugere muitas outras. Tem, pronta, uma fórmula para acabar com a dívida interna e externa do país, ou, pelo menos, é o que garante. Tal fórmula apóia-se numa moeda universal, o ponto alto da plataforma com a qual se lançou candidato a deputado provincial pelo Rio de Janeiro. Não se conhece nenhuma adesão de outros países à tal da moeda universal do latinista, mas o fato é que ele se elegeu deputado. Acusem-no, os que quiserem, de purista extremado, mas não o tomem por rabugento. Será um equívoco. Castro Lopes tem um surpreendente bom humor. Daria um excelente cômico se quisesse. Observe-se sua investida contra a palavra peignoir. Não cria, no caso, um neologismo. Vai buscar o vocábulo português que julga correspondente: roupão. Dirigindo-se ao “belo sexo”, Castro Lopes pergunta: “Por que empregareis o termo francês peignoir quando esse traje não serve para o fim que o nome indica?” Logo depois, lança, às damas nacionais, um apelo que revela seu talento humorístico: “Despi, portanto, eu vos suplico, o peignoir francês, e vesti o vosso roupão”.

Se daqui a 100 anos os neologismos do senhor Castro Lopes estarão vivos ou mortos, ninguém pode saber. Alguém usará a expressão “protofonia” como abertura de um ensaio, uma ópera, uma peça? Haverá crianças que peçam aos pais que façam um convescote domingo no parque, em vez de piquenique? Em duas crônicas recentes, o escritor Machado de Assis referiu-se ao trabalho de Castro Lopes com sarcasmo reprovador. O latinista não se intimida. Diz-se à boca miúda que, a cada golpe desferido por um adversário, responde com um toast solitário à cruzada pelo vernáculo - perdão, onde se leu “toast”, leia-se brinde.

Pérolas de um latinista

Como é e como fica

Abajur - Lucivelo ou lucivéu
Avalanche - Runimol
Bijuteria - Joalheira
Boulevard - Calçada
Cachecol - Focale
Chalé - Castelete
Champignons - Cogumelos
Claque - Venaplauso
Debut - Estréia
Engrenagem - Entrosagem
Feérico - Fatídico
Galochas - Anidropodoteca
Massagem - Premagem
Mise-en-scène - Encenação
Nuance - Ancenúbio
Pince-nez - Nasóculos
Piquenique - Convescote
Reclame - Preconício
Repórter - Alvissareiro
Turista - Ludâmbulo

A verdadeira tragédia negra

Escrito por Walter Williams no The Patriot Post e traduzido por Flávio Ghetti para o Mídia Sem Máscara.

Williams é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros. Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Vigaristas e pessoas com pouco entendimento desejam que acreditemos que os problemas atuais dos negros são o resultado continuado de um legado de escravidão, pobreza e discriminação racial. O fato é que a maioria das patologias sociais vistas nos bairros negros pobres é inteiramente nova na história dos negros.

Hoje a esmagadora maioria das crianças negras são criadas em famílias sob a responsabilidade de uma mãe solteira. Nos anos de 1880, três quartos das famílias negras eram biparentais. Em 1925, 85% das famílias negras, em Nova York, eram formadas por casais. Um estudo das famílias escravas no século XIX descobriu que em três quartos das famílias todas as crianças tinham o mesmo pai e a mesma mãe.

A taxa atual de ilegitimidade para crianças negras de aproximadamente 75% também é inteiramente nova. Em 1940 a ilegitimidade entre negros ficou em 14%. Cresceu para 25% em 1965, quando Daniel Patrick Moynihan escreveu “The Negro Family: The Case for National Action” e foi amplamente denunciado como um racista. Por volta de 1980, a taxa de ilegitimidade entre negros mais que dobrou para 56%, e tem crescido desde então. Tanto durante a escravidão como posteriormente na década de 1920, uma adolescente criando uma criança sem um homem presente era raro entre os negros.

Muitas das patologias atuais vistas entre muitos negros é uma consequência do estado de bem estar social (welfare state), que tem feito o comportamento auto-destrutivo menos custoso para o indivíduo. Ter uma criança sem o benefício do casamento é menos oneroso se a mãe recebe subsídios para moradia, pagamentos da assistência social e programas de alimentação. Adicionalmente, o estigma social associado à maternidade sem casamento desapareceu. Famílias lideradas por mulheres, sejam negras ou brancas, são um tíquete para a dependência e todos os seus problemas associados. Ignorado em todas as discussões é o fato de que a taxa de pobreza entre os casados negros tem estado em um dígito desde 1994.

O desemprego de jovens negros em algumas cidades é superior a 50%. Mas o desemprego do jovem negro também é novo. Em 1948 a taxa de desemprego para adolescentes negros era ligeiramente menor que a de sua contra parte branca – 9,4% comparada a 10,2%. Durante aquele mesmo período, jovens negros eram tão ativos, ou mais, na força de trabalho que os jovens brancos. Desde 1960, ambas, a taxa de participação na força de trabalho e a taxa de desemprego dos jovens negros, caíram para onde elas estão hoje. Por que? Os empregadores discriminam racialmente mais hoje que antes? Os jovens negros de antes eram mais habilidosos que os jovens brancos de então? A resposta a ambas as questões é um grande não.

A lei do salário mínimo e outras regulações trabalhistas cortam os degraus mais baixos da escada econômica. Coloque-se na posição do empregador e pergunte-se: se devo pagar U$7,25 a hora – mais benefícios obrigatórios, tais como Seguro Social e indenização de trabalhadores – compensaria eu empregar um trabalhador que é tão desafortunado que suas habilidades o capacitam a produzir apenas U$5 de valor por hora? Muitos empregadores veem esta posição como uma proposição econômica desvantajosa. Então, a lei do salário mínimo discrimina contra o emprego dos trabalhadores menos qualificados, que são quase sempre jovens, particularmente jovens negros.

A pequena quantidade de dinheiro que um adolescente pode ganhar num emprego de verão, de fim de semana ou depois da escola não é, nem de longe, tão importante quanto as outras coisas que ele ganha de uma experiência de trabalho precoce. Ele adquire habilidades e bons hábitos de trabalho, tais como ser pontual, seguir ordens e respeitar supervisores. Em adição, há o respeito próprio e o orgulho que o jovem conquista por ser financeiramente semi-independente. Todos estes ganhos das experiências de trabalho precoce são importantes para qualquer adolescente e ainda mais importante para os jovens negros. Se adolescentes negros não estão aprendendo nada que fará deles empregados mais valorizados no futuro, eles não aprenderão isto de suas péssimas escolas, suas famílias disfuncionais ou de sua vizinhança tomada pelo crime. Eles devem aprender isto no trabalho.

A maior parte dos problemas atuais de muitos negros são o resultado de políticos e organizações de direitos civis usando o governo em nome de ajudar os negros quando na verdade estão servindo a propósitos de poderosos grupos de interesse.