segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A incoerência de um jornalista de esquerda

Carlos Newton: Joaquim Barbosa erra ao não acreditar na cassação de Dilma

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, disse duras verdades, mas também falou muita bobagem neste sábado, ao participar do 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&FBovespa.

Barbosa falou claro e disse não acreditar na possibilidade de o TCU recusar as contas do governo, para declarar configurado o crime de responsabilidade e abrir caminho ao impeachment pelo Congresso.

Só o futuro próximo nos dirá se Barbosa acertou na avaliação do TCU.  Mas pode-se dizer, com toda certeza, que o ministro aposentado errou feio ao ironizar o poder do Tribunal Superior Eleitoral.

Barbosa simplesmente esculhambou o TSE, ao dizer que o tribunal já cassou governadores de estados pequenos, mas tem dúvidas se o tribunal tiraria do cargo um governador de São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais. “Um presidente da República? Acho muito difícil”, ironizou.

E agora a incoerência de Carlos Newton:

O TSE tem hoje sete integrantes, dos quais apenas três são petistas – o presidente Dias Toffoli e as ministras Maria Thereza Moura e Luciana Lóssio. Os outros quatro, que detêm a maioria, já demonstraram semana passada que podem cassar a presidente Dilma, pois a investigação contra a campanha eleitoral dela já foi até autorizada, por 4 votos a um. Votaram a favor os ministros Gilmar Mendes, João Otávio Noronha. Luiz Fux e Henrique Neves. Apenas a ministra Maria Thereza Moura votou contra, enquanto Luciana Lóssio pediu vistas e o  presidente Dias Toffoli esté fechado em copas, esperando para ver o que acontece.

Ou seja, Carlos acha normal que o TSE tenha “apenas” três petistas entre os sete integrantes.

Então eu gostaria de saber quantos “são” de outros partidos. Gostaria de saber também, na opinião do jornalista, caso houvesse três que “são” do PSDB ou do DEM, se ele acharia que “seriam apenas três”. Gostaria que Carlos me dissesse se acha normal e corriqueiro um tribunal eleitoral ter juízes que “são” deste ou daquele partido, quando a função deles exige primordialmente o apartidarismo, uma manifesta imparcialidade, ou, vá lá que seja, tendências não tão escancaradamente partidárias.

Faz tempo que eu não leio um absurdo tão grande. O jornalista critica, mas denuncia exatamente o subsídio em que Barbosa se baseia para dizer cobras e lagartos sobre TSE.

Essa esquerda bigode é dose: tá nas bocas, mas sempre por fora!

Aviso aos navegantes

Esse Blogger está dando piti e, entre travadas e faniquitos, recusa-se a publicar meus vídeos. Não se assustem se travar de vez.

Sandices de Sader

“Os dois processos mais avançados na região - Bolívia e Equador - são vítimas, simultaneamente, de movimentos opositores da ultra esquerda aliada com a direita.”
Emir Sader, usando toda a sua astúcia ao descobrir simultaneamente que os dois países citados estão próximos da perfeição e que liberais e conservadores se aliaram a maoístas e stalinistas contra essas importantíssimas nações.

Parada Gay reúne 800 mil em Madureira, segundo a PM - sobraram dois em Ipanema

O tema foi “Madureira - Terra do Samba e da Diversidade. Somos muitos e estamos aqui”, e bota muito nisso: 800 mil deles - incluindo os simpatizantes -, é gente pra dedéu! Dá quase a manifestação de 16 de agosto no Brasil inteiro e onze vezes mais que os 73 mil do mortadelaço do PT no dia 20.

Fora o gigantismo, a coisa toda foi a lesma lerda de sempre: como incentivo à pederastia, distribuíram 150 mil preservativos.

Ah!, e segundo Juju Maravilha, com uma elaborada fantasia de Carmem Miranda, e Negriny Venture, fantasiada de onça, “preconceito é uma coisa cafona. Já era. As paradas contribuem para dar visibilidade para a gente. Somos iguais a todo mundo.” Portanto, claro fica que elas são iguaizinhas a mim, que alterno minhas roupas de onça e de Carmem Miranda quando vou às compras...

Aliás, enquanto a parada gay rolava em Madureira eu estava tranquilo em minha praia família em frente à Montenegro, acompanhado de uma amiga e da minha filha, até que chegou um par deles, aboletando-se ao meu lado. Eram dois rapazes de barba, físico malhado, que deram pinta assim que começaram a passar protetor solar um no outro. Foi um tal de tanto esfrega aqui e ali que começou a incomodar as pessoas em volta.

Até aí eu fui, meio que já aborrecido, mas quieto. O problema é que logo depois da esfregação rolou um chupão cinematográfico: aí não deu para segurar e eu comecei a esbravejar que praia cheia não é lugar de exageros afetivos para que eles me ouvissem. Ouvir, ouviram todos ao meu redor, inclusive eles que, para minha sorte, eram de paz e não esboçaram reação, a não ser parar com a chupação. Diga-se de passagem eu fui politicamente correto e fiz uma força danada para não mencionar o homossexalismo do “casal”, até porque se a cena fosse entre um homem e uma mulher seria apenas um pouco menos grotesca, mas igualmente deplorável.

É claro que minha filha e minha amiga ficaram danadas da vida comigo e me obrigaram a levantar acampamento, até porque já era hora de sair. E fui, mas não sem antes tirar uma foto dos moçoilos que causaram indignação em muita gente, inclusive dos ambulantes que, embasbacados na imagem, não me deixam mentir.

sábado, 29 de agosto de 2015

Vergonha! TV Globo fecha cortinas para esconder o boneco 171 do Lula

O Bom Dia SP foi ao ar assim...
Mas deveria ter vindo assim.
Deu em O Dia

A presença do boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Ponte Estaiada, em São Paulo, fez com que a TV Globo transmitisse, na manhã desta sexta-feira, seu jornal “Bom Dia São Paulo” de cortinas fechadas. O local serve como cenário do telejornal.

O boneco, conhecido como “Lula Inflado”, surgiu pela primeira vez nos protestos do dia 16 de agosto, em Brasília, e desde então estava passando por reparos. O objeto tem 12 metros de altura e, além da roupa de presidiário, possui uma placa no peito com os números “13” e “171”. A figura foi criada pelo Movimento Brasil, um dos grupos que têm organizado protestos contra a presidente Dilma Rousseff, e custou R$ 12 mil.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Importante! PCdoB agora quer saber a vida sexual dos seus filiados

Quiuspariu!, não faltava nada mais imbecil do que um partido político querer saber se você é viado, sapatão, travesti ou transformado, como se isso tivesse alguma importância ideológica ou moral.

Moral, sim, porque a preferência sexual é - ou deveria ser - particular, não determinante de comportamento social e muito menos politicamente importante. Imoral é a conduta desses partidecos vagabundos de esquerda que, na ânsia de recuperar o terreno perdido em virtude da própria incompetência, agora andam apelando para qualquer coisa, não importando o quanto de canalhice seja usado para tal.

O Partido Comunista do Brasil é, hoje, a agremiação política mais antiga do país, com 93 anos de atuação (1922-2015), e está, independente (sic) da idade, na vanguarda dos principais e mais importantes debates da sociedade. A prova disso foi a decisão do partido de alterar a sua ficha de filiação, que passa a incluir informações relacionadas à comunidade LGBT.

Na nova ficha, apresentada nesta semana, os filiados poderão identificar o nome social, a orientação sexual e a identidade de gênero. A partir de agora, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (que formam a sigla LGBT) serão reconhecidos no ato de filiação e, com isso, o partido poderá acompanhar a presença da comunidade LGBT entre os militantes.

Consultas feitas pelo partido na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelaram que nenhuma outra agremiação faz referência a essas questões nas fichas registradas, o que torna o PCdoB pioneiro nesta iniciativa de inclusão do segmento. Embora a alteração só tenha ocorrido em 2015, os debates sobre a necessidade de dar visibilidade aos LGBTs já fazem parte da agenda do partido desde muito antes.

O processo de discussões internas sobre visibilidade LGBT resultou na incorporação desta pauta nos debates para a elaboração do Novo Programa Socialista, de 2009. Ao ser aprovado, o documento incluiu nas resoluções a necessidade de se travar o combate à homofobia e à opressão e discriminação que desrespeitem a liberdade religiosa e a livre orientação sexual.

Dilmantra

“A única área que eu acho que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de… Na área… Eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece na área agrícola.”

Dicas de um ex-panicado

Já que o pânico-depressão do Boechat viralizou, eu aproveito para publicar o último capítulo do livrinho que escrevi em 2009 sobre a minha convivência de 25 anos com a Síndrome do Pânico. São algumas dicas, mas frisando bem que elas foram baseadas exclusivamente na minha experiência e nas minhas conclusões.

“Isso é algo que não desejo nem para meu pior inimigo”.

“De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer.”

“Tenho tanto medo... Toda vez que me preparo para sair, tenho aquela desagradável sensação no estômago e me aterrorizo pensando que vou ter outra crise de pânico.”

Resolvi juntar alguns pontos interessantes sobre o MEU pânico em forma de dicas. Faço questão de frisar bem que é a MINHA experiência pessoal de panicado essencialmente ansioso, sem um pingo de depressão, mas a maioria das observações podem ser úteis a todos os que penam com essa titica.

Para começar eu peço licença para entrar numa área meio perigosa de definições e causas, mas como eu já me considero um pós-graduado na matéria – nem que seja pelo tempo de sofrimento, eu me permito transmitir o que eu li e ouvi de mais coerente, o parágrafo abaixo:

“O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.”

Exatamente por isso, os tratamentos analíticos e comportamentais só podem aliviar a ansiedade e, mesmo assim não satisfatoriamente. A yoga ou exercícios diversos podem fazer o mesmo efeito - ou até melhor - que as psicoterapias, só que nada disso vai resolver um problema bioquímico.

“Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma “coisa terrível”. A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo e as principais manifestações incluem:
Contração / tensão muscular, rijeza
Palpitações (o coração dispara)
Tontura, atordoamento, náusea
Dificuldade de respirar (boca seca)
Calafrios ou ondas de calor, sudorese
Sensação de “estar sonhando” ou distorções de percepção da realidade
Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
Confusão, pensamento rápido
Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
Medo de morrer
Vertigens ou sensação de debilidade.”

Tudo isso ao mesmo tempo é dose! Quem já sentiu, sabe.

Agora as minhas observações:

Não lutar contra um ataque de pânico: é inútil. O máximo que se pode fazer é, se estiver dirigindo, por exemplo, parar o carro e esperar passar. Pare tudo que estiver fazendo e não relaxe nem goze: é impossível.

O ataque de pânico não mata.

Os ataques só dão sinais em cima da hora, um minuto antes ou menos. No meu caso era uma batida meio “em falso” do coração.

Nada adianta tentar controlar a respiração, contar de um a cem ou dar cambalhotas. Ainda outro dia eu vi na TV uma mulher se dizendo especialista em pânico e recomendando que se faça doze respirações lentas ao surgir uma crise. Só pode ser piada. Se alguém conseguir pelo menos respirar, mesmo que mal, já é um adianto. Ninguém consegue pensar em absolutamente nada nessas horas.

Os ataques variam entre cinco e dez minutos. Não é uma regra, mas é mais ou menos por aí. Também não adianta olhar para o relógio, ninguém enxerga nada nessas condições.

A primeira providência que qualquer um deve tomar depois da primeira crise é consultar um psiquiatra, de preferência que tenha profundo conhecimento sobre as drogas (medicamentos). Não há outro caminho. Se não houver tratamento adequado, muitos e muitos outros ataques virão.

Hoje já há drogas bastante eficientes para tratar o pânico que, praticamente, não apresentam efeitos colaterais, a não ser um ligeiro soninho no começo do tratamento.

Nunca se auto-medicar. Nem que um suposto “curado” diga que determinado medicamento é infalível. Quem tem que dizer isso é o médico que, se for bom mesmo, saberá avaliar qual a droga mais indicada para o caso de cada um.

É fundamental que o médico inspire confiança ao paciente, mas jamais acreditar naqueles que dizem “isso é mole de curar” é essencial. Não é mole não! Eu já fui a alguns desses. São os mais ignorantes sobre o assunto.

É essencial prestar muita atenção em si mesmo. Ao passar informações detalhadas sobre si próprio ao seu médico é garantia de pelo menos 50% de sucesso no tratamento. Prestar atenção nos mínimos detalhes que pareçam estranhos, mesmo que, para o panicado pareçam irrelevantes, é essencial para um melhor diagnóstico.

Não acreditar em ervas milagrosas, chás, homeopatia ou demais tratamentos “alternativos”. Todos os panicados já fizeram tudo isso e nada deu certo.

Não ligar para palpites, opiniões, críticas ou sugestões de amigos, parentes ou conhecidos. Quem está com o seu na reta é quem tem pânico e, quem nunca teve, não pode avaliar a dimensão do problema. Mandar à mer#$%da, com todas as letras, quem fizer pouco do problema é uma boa válvula de escape.

Quem tem pânico sem tratamento é um eterno ansioso e, eu garanto que, duas doses de qualquer bebida alcoólica alivia essa ansiedade – isso é até cientificamente provado -, mas, o maior problema é ficar só nas duas doses. Portanto, se alguém é chegado em um goró, como eu, que tome muito cuidado: a sensação de alívio é diretamente proporcional ao perigo de virar um alcólatra por conta disso. E mais: é bom lembrar que a ressaca é crise certa e que o fígado é um só. O álcool não é tratamento. Tanto pode funcionar como um paliativo eficiente ou como um inimigo mortal. É bom não arriscar. A história de “não ter ressaca – manter-se bêbado” é piada de mau gosto.

Um ligeiro colírio: não compensa o sofrimento, mas a sensação logo depois de se passar por um ataque de pânico é quase a de um orgasmo.

Dilma, a deficiente que é medalha de ouro em falta de educação

Antes do início oficial da cerimônia de comemoração dos 10 anos do programa Bolsa Atleta e recepção aos atletas dos jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, que foram os maiores medalhistas da competição, a presidente Dilma Rousseff foi impedida de passar por um funcionário do Cerimonial do Palácio do Planalto e se irritou.

O episódio ocorreu quando Dilma e os atletas se dirigiam do Salão Leste, onde a presidente os recebeu e os cumprimentou, para o Salão Nobre, local da cerimônia. Próximo à rampa do grande salão, o caminho afunilou e o funcionário se postou na frente de Dilma, abrindo os braços para que ela parasse, dando a oportunidade de os atletas cadeirantes e demais esportistas seguissem o caminho. Visivelmente contrariada, Dilma reclamou com ele.

Imagino a delicadeza da reclamação...

De qualquer maneira houve mancada do cerimonial, mas uma pessoa normal reagiria até com bom humor e, se fosse o caso, passaria uma carraspana depois, em particular. E não me venham dizer que um presidente não é uma pessoa normal, embora, no caso, Dilma seja anormal, mas por outros motivos, não exclusivamente por ocupar a presidência.

Lhama de Franja ameaça Brasil com seu exército de cocaleiros

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O surto de Ricardo Boechat - Acontece nas melhores famílias

Embora eu não seja um fã incondicional do Boechat, eu lhe desejo melhoras. Ninguém merece uma coisa dessas. E falo da cadeira especial reservada a mim por ter padecido por 25 anos com Síndrome (ou, como chamam agora, Transtorno) do Pânico. Só não concordo com a inclusão do mal na categoria das depressões, classificação primitiva de um mal que só foi considerado grave pela psiquiatria por volta de 1985, quando eu já era sua vítima há sete anos. No meu caso, embora tenha sofrido o diabo, nunca estive desencorajado, nunca tive perda de interesse em nada e nem perturbações do pensamento, características básicas da depressão. Pode ser até que isto seja uma questão apenas de semântica, mas a verdade é que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Não tenho a menor dúvida que Boechat acerta na mosca ao dizer que o que ele sentiu “é um desequilíbrio da química cerebral, algo tão físico quanto uma fratura óssea, ou um tumor maligno”. Depois de 25 anos, voltar a ter uma vida 90% normal há dez anos com um remedinho específico que nem contraindicações tem é, para mim - um sujeito totalmente cético e avesso a remédios -, a prova mais cabal do que Boechat afirmou.

Mas leiam o depoimento do Boechat.

Acho que devo uma explicação às centenas de pessoas que me escreveram nos últimos dias perguntando o que eu tinha e desejando minha pronta recuperação.

Pois bem, queridos amigos, o que eu tive foi um surto depressivo agudo. Minutos antes de começar o programa de rádio da quarta-feira retrasada eu simplesmente sofri um colapso, um apagão aqui no estúdio. Nada na minha cabeça fazia sentido. Nenhum texto era compreensível. Os pensamentos não fechavam e uma pressão insuportável dava a nítida sensação de que o peito ia explodir. Fiquei completamente desnorteado e achei melhor me refugiar no meu camarim e esperar socorro médico. Quando finalmente minha doce Veruska me levou ao doutor e eu descrevi o que estava sentindo ele foi categórico em dizer que era depressão. Que o estado de pânico, a balbúrdia mental, a insegurança e tudo mais eram sintomas clássicos do surto depressivo.

Quem cai num quadro desses perde qualquer condição de continuar ativo, de pensar as coisas mais simples. A pessoa morre ficando viva.

E eu fiquei impressionado nestes dias com a quantidade de gente que sofre do mesmo problema. Quando contei a alguns ouvintes que me ligaram o que estava acontecendo, muitos disseram já ter passado por isso, ou conhecer alguém que ainda passa ou já passou.

O Barão me mostrou um vídeo produzido pela ONU indicando que esse fenômeno é global. Uma amiga minha citou números da Organização Mundial da Saúde afirmando que a depressão é a doença que mais cresce no mundo. E o Bruno Venditti me mandou um texto muito bom do pregador Élder Holland sobre o assunto.

Tanto o vídeo da ONU quanto esse texto deixam claro que é importante não esconder a doença, não esconder a depressão. Não tratá-la na clandestinidade. É importante aceitá-la para combatê-la - e todo o silêncio, do próprio doente ou de quem está à sua volta, dificulta a recuperação. Essa necessidade de não fazer segredo, além da sinceridade que faço questão de manter na relação com os ouvintes, é a razão deste depoimento pessoal.

O texto que eu li fala do “transtorno depressivo maior” lembrando que isso não significa apenas um dia ruim, ou um contratempo, ou momentos de desânimo ou ansiedade, que são coisas que todos temos normalmente.

A depressão é muito mais que isso e muito mais séria. É uma aflição tão severa que restringe a capacidade de uma pessoa funcionar plenamente, um abismo mental tão profundo que ninguém pode achar que vai se safar apenas endireitando os ombros ou pensando coisas positivas.

Não, minha gente, essa escuridão da mente e do estado de espírito é mais do que um simples desânimo. É um desequilíbrio da química cerebral, algo tão físico quanto uma fratura óssea, ou um tumor maligno. É um fenômeno que atinge todo mundo: quem perde um ente querido, mães jovens com depressão pós-parto, estudantes ansiosos, militares veteranos, idosos de uma maneira geral e pais preocupados com o sustento da família.

A depressão não escolhe vítimas por seu grau de instrução ou situação econômica. Castiga sem piedade e da mesma forma pobres e ricos, anônimos e famosos.

Os médicos que estão me tratando disseram que eu estiquei a corda demais, que fiz mais coisas do que deveria fazer e em menos tempo do que seria razoável. Eu fui além dos limites que minha saúde permitia e ignorei todos os sinais físicos e avisos domésticos. Quantas vezes a minha doce Veruska me disse: "Você vai pifar! Você vai pifar!"...

O texto que eu li ensina que para prevenir a doença da depressão é preciso estar atento aos indicadores de estresse em sua própria vida. Assim como fazemos com nosso carro, é fundamental observar a temperatura do nosso motor interno, os limites de nossa velocidade, ou o nível de combustível que temos no tanque. Quando ocorre a “depressão por exaustão”, que foi o meu caso, é preciso fazer os ajustes necessários. A fadiga é o inimigo comum e recuperar forças passa a ser uma questão de sobrevivência.

A experiência mostra que, se não reservarmos um tempo para nos sentirmos bem, sem dúvida depois teremos que dispender tempo passando mal. E foi o que aconteceu. Mas a cura existe. Às vezes requer tratamentos demorados. Mas, como está no texto que eu li, "mentes despedaçadas também podem ser curadas, assim como corações partidos".

Eu sei que quem liga o rádio numa estação de notícias quer receber informações de interesse geral, quer saber da política, da economia, dos acidentes, do engarrafamento nosso de cada dia.

Então peço desculpas por não entregar nada disso a vocês neste papo inicial no dia de minha volta. Nada de impeachment, de renúncia, de Cunha, de Renan, de inflação, do ajuste fiscal e de tantas outras coisas que só têm feito infernizar nossas vidas mas que são as manchetes do momento.

Não falei neste bate papo nem mesmo das abobrinhas de que eu gosto tanto e que nos ajudam a cumprir a jornada diária sofrendo menos.

Este papo de hoje é sobre depressão. Um mal que afeta milhões de pessoas, milhares delas no Brasil, um mal sobre o qual é preciso estar informado e não fazer segredo.

Como eu agora me descobri fazendo parte dessa população doente, pensei muito nas noites sem dormir dos últimos dias e tomei a decisão de dividir essa experiência com vocês. Se com isso eu conseguir ajudar algum ouvinte a prevenir a depressão ou a curá-la, já me dou por satisfeito.

E toca o barco

Presidente da CUT (aquele que pega em armas para defender Dilma) é membro do Conselho do BNDES

O Conselho de Administração do BNDES é formado por:

I -  dez membros nomeados pelo Presidente da República, com mandato de três anos, dentre eles o Presidente do Conselho, sendo quatro indicados, respectivamente, pelos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão; do Trabalho e Emprego; da Fazenda; e das Relações Exteriores, e os demais indicados pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;

II - um representante dos empregados do BNDES, em conjunto com um suplente, que o substituirá nos casos de ausência, impedimento e vacância, escolhidos dentre os empregados ativos, pelo voto direto de seus pares, com mandato de 3 anos, sendo permitida uma  reeleição, na forma da legislação aplicável; e

III - o Presidente do BNDES, que exercerá a Vice-Presidência do Conselho.
Atualmente, compõem o Conselho de Administração do BNDES: 
  • Ivan João Guimarães Ramalho (presidente)
  • Luciano Galvão Coutinho (vice-presidente)
  • José Aldo Rebelo Figueiredo (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • José Eduardo Martins Cardozo (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • Nelson Henrique Barbosa Filho (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão)
  • Vagner Freitas de Moraes (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • Joaquim Vieira Ferreira Levy (Ministério da Fazenda)
  • José Constantino de Bastos Junior (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • William George Lopes Saab (representante dos empregados titular) e Carlos Alberto de Souza (suplente)
  • vago (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • Mauro Luiz Iecker Vieira (Ministério das Relações Exteriores)
  • vago (Ministério do Trabalho)


Detalhe: “O representante dos empregados do BNDES no Conselho de Administração deverá ser eleito, em conjunto com um suplente, dentre os empregados ativos, pelo voto direto, secreto e facultativo de seus pares (art. 11, inciso II, do Estatuto Social do BNDES) e, assim como os demais membros do C.A., salvo impedimento legal, fará jus a honorários mensais correspondentes a dez por cento da remuneração média mensal dos Diretores do Banco (art. 11, § 9º, do Estatuto Social do BNDES).”

Mas, acontece o seguinte: O Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou que o BNDES divulgue, em seu site, todos os salários de seus diretores e demais funcionários com gratificações. A informação foi divulgada em 14 de maio pelo Ministério Público Federal, autor da ação contra o banco, só que o banco recorreu, argumentando que “a Lei de Acesso à Informação, embora aplicável às empresas estatais, expressamente ressalva a situação das empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica”.

Portanto, fiquei sem saber quanto sai o pixulé do canalhinha.

Só faltava essa! TSE analisa o registro de um tal “Partido Nacional Corinthiano” (PCN)

Deu na Folha

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começa a examinar esta semana o pedido de registro do PNC (Partido Nacional Corinthiano). A Justiça Eleitoral vai avaliar se o grupo político cumpriu as exigências legais para obter o registro, como o número de assinaturas de apoiamento necessário, cerca de 500 mil. O partido, no entanto, não deve conseguir disputar as eleições municipais de 2016, porque a legislação exige que uma legenda esteja registrada até um ano antes da disputa, o que teria que ocorrer até setembro. Atualmente, o país tem 32 partidos registrados.

Em sua página na internet, o PNC afirma que “não se encaixa em uma definição prévia de partido de centro, de direita ou de esquerda, pois não segue os ‘ismos’ de ideologias que não deram certo ao longo da nossa República, como o socialismo, o neoliberalismo, o comunismo, o evangelismo, etc. A política é algo que não pode ser colocado em prática por meio de conceitos teóricos”.

O grupo afirma que começou o processo de criação em 2014 e que o crescimento está acelerado, alcançando em pouco tempo todos os Estados da Região Norte do Brasil, com destaque para o trabalho feito no Estado do Amazonas, Acre, Amapá e Roraima. Segundo integrantes do PNC, há diretórios registrados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Eles justificam que o PNC se forma para “construir uma nova forma de organização social, esportiva e democrática, inspirada no respeito à dignidade humana, na liberdade e na igualdade de oportunidades”.

“Perseguimos os mesmo objetivos lançados como alicerce do movimento denominado ‘democracia corinthiana’ implantada no Sport Club Corinthians Paulista por lideranças como Sócrates, Casagrande, Wladimir, dentre outros no início da década de 80, portanto há mais de 30 anos atrás”, afirma o presidente do partido em formação, Juan Antonio Moreno Grangeiro.

Bolivarianismo em estado puro: Indio cocaleiro manda capacho de plantão amarrar seu sapato.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Só para lembrar...


Vídeo: membro da elite critica governo petralha

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Dilmantra

“Li um livro muito interessante sobre fofoca: Sapiens, Uma Breve História da Humanidade. E uma das coisas que ele diz, sabe qual é? Que nós humanos criamos vínculos sociais. E uma das coisas que mais unia era fofoca. Uma coisa que nos distingue, que chimpanzé não faz. Orangotango não faz. Fazemos nós só.”

O nascente do PSOL não é Ipanema e nem o poente é Leblon, Reinaldo

Gay do PSOL fazendo charme
“Aliás, a turminha do Lesbianismo de Libertação de Babilônia [a novela politica e canhestramente assapatada] tem aquele inequívoco sotaque PSOL, que é a esquerda hoje mais influente ali pelas cercanias de Leblon, Copacabana e Ipanema. São os conscientes daquela zona cinzenta entre o jornalismo e o entretenimento que exercitam o socialismo com cobertura de frente para o mar.”
Reinaldo Azevedo

Vou combinar um “tour chopístico” pelos botecos de Ipanema com o Reinaldo e mostrar pra ele que o PSOL não se cria por aqui não. Viado e sapatão ele vai ver aos montes, mas essa turminha da esquerda imbecil só aparece em vésperas de eleição, querendo sair bem na foto e ser notada.

Aliás, os viados e sapatões daqui têm outros interesses que não os políticos: estão mais para Sodoma do que para Babilônia, se é que me entendem...

Juíza manda soltar atropelador: O criminoso é o Detran...

“Note-se que, a despeito das recentes alterações da legislação de transito brasileira, a resposta penal para os delitos cometidos na direção de veículo automotor, mesmo sob a influência de álcool ou outras substancias entorpecentes, não corresponde à possível gravidade dos resultados alcançados pela ação do condutor. De outro lado, a opção legislativa adotada pelo Código de Processo Penal em vigor foi de impedimento de estabelecimento de prisão cautelar na hipótese de delitos culposos, independentemente da gravidade e consequências do crime no caso concreto. Desta forma, descabe prisão preventiva no caso em exame.”
Renata Gil de Alcântara Videira, juíza da 40ª Vara Criminal, em trecho da decisão que concedeu liberdade provisória a Ivo Nascimento de Campos Pitanguy

E não é que apareceu mesmo alguém para me contrariar? Aliás, esse negócio de manter gente rica e famosa na cadeia é fava contada e, parodiando o grande filósofo contemporâneo Galvão Bueno, “eu sabia!”...

Como eu antecipei aqui mesmo, a polícia indiciou Ivo por homicídio doloso (com intenção) e, como “eu sabia”, a juíza aceitou o entendimento do Ministério Público de que não existiam nos autos provas de que o motorista assumira o risco de causar a morte da vítima, transformando a acusação para homicídio culposo (sem intenção). Como, segundo o Código de Processo Penal, não pode haver prisão cautelar no caso de delitos culposos, Ivo saiu do xilindró pagando R$ 100 mil de fiança e sendo obrigado a cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas, estão a suspensão da habilitação, o comparecimento mensal à Justiça para prestar contas de suas atividades e o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, o empresário terá que entregar seus passaportes (ele tem dupla nacionalidade), não poderá se ausentar da comarca onde está seu processo, está proibido de frequentar bares e terá que ficar em casa à noite.

Pagar cem pilas é mole para a família; ter que embriagar-se em casa é que deve ser deprimente...

Mas leiam outro trecho da decisão da juíza, e por que ela é absurda:

“No caso em análise, conforme bem salientado pelo Ministério Público, o comportamento prévio do denunciado e a mais grave consequência do delito, a morte da vítima, não caracterizam aceitação prévia por parte do acusado do nefasto resultado. Consta dos autos o histórico do Detran referente ao réu, ostentando 13 infrações por direção sob influência de álcool, o que poderia, caso houvesse a adequada e tempestiva resposta administrativa, ter poupado a vítima, a sociedade e o próprio réu de eventos com drásticos resultados.”

Ou seja, a juíza atribuiu a culpa (no sentido não jurídico) pelo atropelamento ao Detran, que não cassou a habilitação de Ivo quando devia, o que vale dizer que ela supõe que o atropelador só estava dirigindo embriagado porque estava habilitado, como se um bêbado contumaz se importasse com esse detalhe e como se a simples apreensão de uma carteira fosse uma punição que o levasse ao arrependimento, transformando o cidadão em um exemplo de conduta. A verdade é que folha corrida do criminoso foi solene e convenientemente ignorada por Renata Gil ao classificar o atropelamento como crime culposo.

E estes são os nossos lamentáveis juízes...

Caminhando em Havana - Fechem o vídeo com cuidado senão a cidade toda desaba

O filme é longo e chato, mas deixa a impressão de que se alguém bater uma porta com mais força em qualquer lugar de Havana a cidade inteira desaba.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cotas raciais só servem para causar encrenca

O “negão” Mathias Abramovic
Pois é. O “afrodescendente” Mathias Abramovic que, em 2013, havia sido aprovado por cota racial na primeira fase do concurso do Itamaraty, mas acabou sendo reprovado na segunda, voltou à carga e, quase dois anos depois, seu nome está novamente entre os candidatos que se declararam pretos ou pardos aprovados na primeira fase do mesmo concurso. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União.

O branquela de olhos verdes é morador da Zona Sul do Rio, ex-aluno do Colégio Santo Agostinho do Leblon, um dos mais tradicionais e caros do Rio, e também é formado em Medicina pela Uerj. Em defesa da sua opção pelas cotas raciais, Mathias disse:

“Desde bem pequeno, minha família, minha mãe, meu pai sempre frisaram nossa origem multiétnica. Minha mãe, especificamente, sempre falava que a gente tem negro, índio... Ela mesma é nordestina, vinda do interior do Piauí. Veio para cá quando criança com o resto da família. Meu pai também tem origens variadas. Uma bisavó por parte do meu pai é negra. Por parte da minha mãe, tenho avós pardos - disse. - Meu sobrenome não deixa esconder que tem uma origem judaica também. Então, eu sou de repente uma concentração de minorias. Negro com ascendência negra, indígena, nordestina e judaica.”

Quem não gostou nada da ideia foi o abominável diretor da ONG Educafro, Frei David Santos, que acompanha a situação desde 2013 e disse que hoje mesmo a entidade vai pedir uma audiência com a procuradora da República e declarou:

“Vou fazer essa audiência de qualquer jeito. Se o Itamaraty não aceita ter como postura um serviço público responsável e insiste em deixar que qualquer branco passe por cotas, vamos ter que abrir um processo por improbidade administrativa.”

Ora, seu David, quem pariu “Mathias”, que o embale, como você vem fazendo há tanto tempo, embalando seu racialismo nojento e burro, que em vez de agregar, separa as “raças” cada vez mais. Além disso, você está farto de saber que há uma lei que define a autodeclaração como critério de inscrição às vagas reservadas, portanto, não se faça de trouxa.

Nada disso impede de se ter a certeza que Mathias Abramovic tem uns parafusos frouxos, além de ser um chato de galochas com uma grande dose de mau caratismo. Afinal, o processo seletivo deste ano oferece 24 vagas para 5.271 candidatos na ampla concorrência e 6 vagas para 671 candidatos afrodescendentes - 1 para 220 contra 1 para 112, o dobro de chances. E como ele não passou da primeira vez que bancou o espertinho, desejo ardentemente que o fato se repita agora, e ad eternum, tantas vezes quantas ele se candidatar desta maneira, já que nem a reprovação foi suficiente para ele tomar vergonha nas fuças.

Lista de Janot: as acusações que pesam sobre cada um dos investigados - repeteco

Publiquei aqui, em 7 de março, a lista de Rodrigo Janot com os 47 políticos supostamente envolvidos no petrolão - o que levou Teori Zavascki a autorizar a abertura de inquérito e retirada do segredo de Justiça de todos os procedimentos da investigação - e as respectivas acusações que pesam contra eles. Parece que à exceção de Cunha, Collor e Renan a coisa empacou. Então vamos relembrar:

Ciro Nogueira (PP-PI), senador
Segundo depoimento do doleiro Alberto Youssef, um dos principais articuladores do esquema, o senador seria beneficiário do pagamento de propina ao PP. Segundo Paulo Roberto Costa, Nogueira assumiu liderança “informal” da legenda após a morte de José Janene e era ele quem determinava como seriam feitos os repasses ao PP.
Por meio da assessoria de imprensa, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, informou que só irá se posicionar quando tomar conhecimento oficial dos autos do processo. Ele disse estar “tranquilo” e afirmou que confia no trabalho da Justiça.

Benedito de Lira (PP-AL), senador
Paulo Roberto Costa afirmou que repassou R$ 1 milhão, por intermédio de Youssef, para a campanha ao Senado de 2010 de Benedito de Lira. O valor teria saído da cota do PP e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.
O senador Benedito de Lira (PP) disse ter ficado “surpreso” com a decisão, que não sabe o conteúdo das denúncias contra e que está “tranquilo”.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara
Youssef afirmou que teria pago despesas de campanha de Arthur Lira em 2010. Ele também disse que soube que um assessor do deputado recebeu R$ 100 mil em espécie, mas que ele teria sido detido com o dinheiro no Aeroporto de Congonhas. De acordo com o doleiro, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.


Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deputado e ex-ministro
Youssef disse em depoimento que Ribeiro se beneficiou do pagamento mensal de propina ao PP. Ele assumiu o lugar de Mário Negromonte no Ministério das Cidades. De acordo com o doleiro, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
Ex-ministro e deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) disse estar “tranquilo”, e ressaltou que só se pronunciará quando tiver conhecimento sobre o teor dos documentos.

Simão Sessim (PP-RJ), deputado
Deputado federal teria recebido doação de R$ 200 mil para sua campanha. O repasse teria sido intemediado por Alberto Youssef. Sessim também recebia repasses periódicos do esquema, segundo depoimento de Costa e Youssef. De acordo com o doleiro, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
Em nota, o deputado Simão Sessim (PP) disse ter ficado “surpreso” com a decisão do ministro Teori Zavascki. “Constituirei um advogado para acompanhar o processo, com a consciência tranquila, de um homem público que, ao longo dos seus mais de 40 anos de vida pública, nunca teve o seu nome envolvido com irregularidades de qualquer tipo.”

Nelson Meurer (PP-PR), deputado
Youssef afirmou em depoimento que o deputado recebeu R$ 4 milhões para financiamento de campanha em 2010. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais.


João Pizzolatti (PP-SC), ex-deputado
Deputado federal teria recebido, em 2010, R$ 5,5 milhões para financiamento de campanha e R$ 560 mil para pagamento de seu advogado. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais.
Responsável pela defesa do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), Michel Saliba disse que na próxima segunda-feira (9) deverá ter acesso aos autos do processo do cliente.

Pedro Corrêa (PP-PE), ex-deputado
Segundo Paulo Roberto Costa, o ex-deputado, condenado no processo do mensalão, recebeu, de uma só vez, R$ 5,3 milhões em propina pelo esquema de corrupção na Petrobras. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais.
O ex-deputado Pedro Corrêa cumpre sentença no presídio de Canhotinho (PE) por ter sido condenado no processo do Mensalão. O advogado dele, Marcelo Leal, disse que ainda não conversou com o cliente sobre o assunto e, portanto, não tem como se manifestar.

Mario Negromonte (PP-BA), ex deputado e ex-ministro
Segundo Youssef, após a morte de José Janene, o líder do esquema passou a ser o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte. Com a entrada do ex-ministro, de acordo com o doleiro, a cúpula do partido se enfraqueceu. Paulo Roberto Costa também disse que repassou R$ 5,5 milhões ao ex-ministro.

Luiz Argôlo (PP-BA), ex-deputado e atualmente filiado ao SD
Oliveira Filho também afirmou que, a mando de Youssef, entregou R$ 10 mil ao ex-deputado Luiz Argôlo. Atualmente, Argôlo é filiado ao Solidariedade.

Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS)
Paulo Roberto Costa afirmou que em 2009 ou 2010 os deputados solicitaram a participação da empresa Fidens em licitações da Petrobras. O ex-diretor afirmou que recebeu dos parlamentares R$ 200 mil depois que a empresa ganhou uma licitação da estatal. De acordo com o doleiro, Faria recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
Em nota, o deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG) disse contestar “veementemente” as “insinuações” de que ele teria participa do esquema investigado na Lava Jato. “Esclarece nunca ter recebido valores ilícitos de quem quer que seja e que sempre pautou sua longa e imaculada vida pública por princípios e limites éticos e somente irá se manifestar, após conhecimento dos pretensos fatos alegados.”
Em nota, o deputado José Otávio Germano (PP) disse ter ficado “surpreendido” com a decisão. “Rechaço e lamento, de forma veemente, a inclusão de meu nome no rol de parlamentares relacionados a esta investigação, mas asseguro à sociedade brasileira, e em especial aos cidadãos gaúchos, que não tenho absolutamente nada a ver com quaisquer ilícitos relativos a Petrobras.”

Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado
Paulo Roberto Costa afirmou que em 2010 se reuniu com o Eduardo da Fonte e com o senador Sérgio Guerra, então presidente do PSDB e falecido em 2014, para discutir como barrar a instalação de uma CPI para investigar contratos da Petrobras. De acordo com Costa,  ficou decidido o pagamento de R$ 10 milhões a Guerra para barrar a CPI. De acordo com Youssef, o deputado recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” do PP no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
A assessoria do deputado Eduardo da Fonte (PP) informou que o parlamentar só se pronunciará após ter acesso ao conteúdo dos processos.

Pedro Henry (PP-MT), ex-deputado
Segundo as investigações, Henry, juntamente com José Janene e Pedro Correa, teria realizado manobra política para que Paulo Roberto Costa ocupasse a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Henry teria liderado movimento para promover o trancamento de pauta do Congresso para pressionar o governo federal a nomear Costa.

Roberto Britto (PP-BA), Gladson Cameli (PP-AC), Roberto Balestra (PP-GO), Sandes Júnior (PP-GO), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafíco (PP-PA), Jerônimo Goergen (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Renato Molling (PP-RS), Missionário José Olímpio (PP-SP) e Lázaro Botelho (PP-TO) - deputados; e Vilson Covatti (PP-RS), Aline Correa (PP-SP), José Linhares (PP-CE), Carlos Magno (PP-RO), Roberto Teixeira (PP-PE), João Leão (PP-BA) - ex-deputados
De acordo com o doleiro, os parlamentares e ex-parlamentares faziam parte do grupo de menor expressão dentro do PP, que recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da “cota” da legenda no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
O deputado Sandes Júnior (PP-GO) disse, em nota, estar “surpreso” e “estarrecido” com a decisão do ministro Teori Zavascki. “Repudio qualquer ato de corrupção. [...] Não conheço nem mesmo tenho qualquer contato com o doleiro Alberto Youssef muito menos com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa”, disse.
O advogado do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), Michel Saliba, disse não ter tido acesso aos autos do processo do STF, pois ainda não houve a digitalização dos documentos. “Não sabemos do que se trata e, como advogado, é muito difícil fazer uma afirmação agora.”
Na Espanha, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) negou envolvimento no esquema investigado na Lava Jato e disse estar “surpreso” com a decisão. Afirmou ainda que a divulgação da decisão repercutiu negativamente na família dele e que retornará ao Brasil.
O deputado Vilson Covatti (PP-RS) afirmou estar “surpreso, com indignação e revoltado” com a decisão do ministro Teori Zavascki. “Nunca tive nenhuma reunião e nenhum envolvimento e nunca recebi um centavo de ninguém”, afirmou.
O deputado Renato Molling (PP-RS) afirmou que nunca recebeu nenhuma quantia ilegal, mas não garante que as quantias que foram fornecidas para financiamento da campanha política, pelo PP, foram por meios totalmente legais. Ele se diz “tranquilo” em relação às investigações, pois afirma que não está envolvido em nada relacionado ao esquema de corrupção na Petrobras.
O ex-deputado Carlos Magno (PP-RO) disse desconhecer os envolvidos na Operação Lava Jato e estar “surpreso” com a decisão. Segundo ele, as doações recebidas pelo diretório estadual da legenda são legais e declaradas à Justiça.

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Aníbal Gomes (PMDB-CE), deputado
Paulo Roberto Costa afirmou que recebeu apoio político dos dois parlamentares para se manter no cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras, em troca de ajuda para o PMDB. Costa também afirmou que tem conhecimento de que valores envolvidos em contratos da Transpetro eram “canalizados” para Renan Calheiros.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, por meio de nota, que dará “todas as explicações à luz do dia” e que prestará “as informações que a Justiça desejar”. “Minhas relações junto ao poder público nunca ultrapassaram os limites institucionais. Jamais mandei, credenciei ou autorizei o deputado Aníbal Gomes, ou qualquer outro, a falar em meu nome, em qualquer lugar. O próprio deputado já negou tal imputação em duas oportunidades.”

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual presidente da Câmara
De acordo com Youssef, Paulo Roberto Costa intermediou contrato de aluguel de um navio plataforma da Samsung junto a Petrobras. Para viabilizar o contrato, o doleiro afirmou que o executivo Júlio Camargo pagou propina a integrantes do PMDB, “notadamente Eduardo Cunha”. Ele não soube precisar o valor.
A assessoria de imprensa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que o parlamentar vai esperar a formalização do conteúdo do inquérito para se pronunciar sobre o assunto.

Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro e atualmente senador e Roseana Sarney (PMDB-MA), ex-governadora
Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação que mandou entregar R$ 2 milhões a Roseana Sarney para a campanha ao governo do Maranhão em 2010, a pedido do então ministro de Minas e Energia e atual senador Edison Lobão.
A defesa do senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB) informou que não vai se manifestar porque ainda não tem conhecimento do que há contra o parlamentar.
A ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) disse ter ficado “perplexa” com a decisão e negou ter ligação com qualquer assunto relacionado às investigações da Operação Lava Jato que envolvem a Petrobras.

Valdir Raupp (PMDB-RO), senador
Alberto Youssef afirmou em delação que operacionalizou o pagamento de R$ 500 mil para a campanha ao Senado de 2010 de Raupp. O valor teria, segundo o doleiro, teria saído da cota do PP e seria decorrente de sobrepreços em contratos da Petrobras.
Por meio de nota, o senador Valdir Raupp informou que “aguarda com serenidade  a divulgação dos motivos que levaram seu nome a figurar na referida lista”. “Com tranquilidade e respeito às leis, acompanhará às diligências, absolutamente seguro de que, ao final, as provas conduzirão à verdade dos fatos”, diz a nota.

Romero Jucá (PMDB-RR), senador
Segundo Youssef, o senador, ao lado de Renan Calheiros, Valdir Raupp e Edison Lobão, teria dado apoio a Paulo Roberto Costa para mantê-lo no posto de diretor de Abastecimento da Petrobras. A partir do apoio dos peemedebistas, o partido passou a receber propina no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
A assessoria do senador Romero Jucá (PMDB) informou que o parlamentar só se pronunciará após ter acesso ao conteúdo dos processos.

Humberto Costa (PT-PE), senador
Paulo Roberto Costa disse em depoimento que foi procurado por um intermediário para arrecadar doações para a campanha do líder do PT no Senado. Os valores ultrapassariam R$ 1 milhão e teriam sido repassados por empresas investigadas na Lava Jato.
Em nota, o senador e ex-ministro Humberto Costa (PT-PE) disse que soube da decisão com “surpresa” e “indignação”. O parlamentar afirmou ainda não ter conhecimento de quaisquer fatos que possam ser atribuídos a ele e ressaltou “a lisura de sua conduta e de sua vida pública”. Na nota, Costa disse que há quatro meses deixou à disposição do STF, do Ministério Público e do Senado os sigilos bancário, fiscal e telefônico. “Aberto o inquérito pelo STF, e diante da injusta exposição a que ficará submetido, espero celeridade do processo e confio no seu consequente arquivamento.”

Gleisi Hofmann (PT-PR), senadora
De acordo com Paulo Roberto Costa, houve pagamento indevido de R$ 1 milhão para a senadora, por meio do Youssef, a pedido do então ministro Paulo Bernardo, para “auxílio” na campanha de Gleisi ao Senado em 2010.
A senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse ter ficado “triste”, mas “tranquila” com a decisão. “A investigação é oportunidade de esclarecimento dos fatos e espero que seja a forma de acabar com o julgamento antecipado. Não conheço e jamais mantive contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador
Paulo Roberto Costa afirmou que autorizou o pagamento de R$ 2 milhões para a campanha ao Senado de 2010 de Farias. Os valores, segundo Costa, teriam origem ilícita e foram desviados da Petrobras.

José Mentor (PT-SP), deputado
Em sua delação, Youssef afirmou que, no início de 2014, pagou R$ 380 mil ao deputado José Mentor. O valor, de acordo com o doleiro, seria de oriundo de operações fictícias.

Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-deputado e Vander Loubet (PT-MS), deputado
Paulo Roberto Costa afirmou que em 2009 ou 2010, participou de reuniões para discutir repasses para a campanha de 2010 de Vaccareza.  Youssef também afirmou que, a pedido de Costa, entregou “por três ou quatro vezes” dinheiro a Vaccarezza, sendo que cada entrega era de cerca de R$ 150 mil. O doleiro também afirmou ter repassado valores a Loubet.
O deputado Vander Loubet (PT-MS) disse ser inocente e garantiu não ter relação com os fatos investigados na Operação Lava Jato. O parlamentar afirmou também que não irá se pronunciar com mais detalhes por não ter tido acesso aos autos do processo no STF. Ele ressaltou estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

Antônio Anastasia (PSDB-MG)
O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como “Careca”, revelou à Polícia Federal (PF) que, em 2010, entregou, a mando de Youssef, R$ 1 milhão nas mãos de Anastasia na época em que o tucano disputava o governo mineiro. Atualmente, Anastasia é senador por Minas Gerais.
A assessoria do senador Antônio Anastasia (PSDB) informou que ele não comentará o assunto enquanto o seu advogado, Maurício Campos, não tomar conhecimento do teor do processo.

Fernando Collor (PTB-AL)
Alberto Youssef disse em depoimento que o senador e ex-presidente da República recebeu cerca de R$ 3 milhões em propina em um negócio da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.

Operadores João Vaccari Neto e Fernando Baiano
De acordo com os depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o lobista Fernando Baiano atuavam como operadores do esquema.

O PT divulgou nota na qual afirmou que apoia as investigações e que todas as doações que o partido recebeu são legais. “O partido reafirma ainda sua convicção, manifestada publicamente em seguidas reuniões do Diretório Nacional, de que todos os acusados devem ter direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal”, diz a nota.


Memorial Jango: o bom senso prevaleceu

Já vi projeto feio, mas esse.. Quiuspariu!
O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, declarou nula a cessão de um terreno no Eixo Monumental para a construção do Memorial da Liberdade e Democracia, dedicado ao presidente João Goulart. É o último projeto desenhado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Rollemberg atropelou um abaixo-assinado de 45 senadores que corre pelo Senado Federal contra a ‘segunda cassação’ de João Goulart.

Ou seja, Rollemberg teve o bom senso de melar os absurdos da homenagem a um banana e do projeto, mais um - o último - horrendo absurdo estético saído da cabeça, no mínimo estranha, do “mestre”.

“Homenagem” a Dilma na festa do Peão de Barretos, domingo passado

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