sábado, 31 de dezembro de 2016

Semana sabática

Desculpem a falta de postagens, mas essa semana eu me dei um tempo.

FELIZ 2017!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Em pleno caos, Pezão prorroga contrato de aluguel de jatinho para viagens a Brasília

“Pezão tem cara de idiota, pinta de idiota e se comporta como um idiota.  Depois de destinar R$ 1 milhão para bancar uma festa em sua terra (Barra do Piraí), o governador agora renova o contrato do jatinho, alegando necessidade de ir a Brasília, que tem ponte-aérea com o Rio de Janeiro, com um número enorme de vôos diários.  Conclusão: é um idiota completo. Deveria sofrer impeachment por crime de incompetência.” Carlos Newton, da Tribuna da Internet.

Do UOL

O governo do Rio de Janeiro acertou nesta quarta-feira (28) a prorrogação por um ano do serviço de táxi aéreo para o governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Com a alteração, o Estado –que está em calamidade pública por falta de recursos— gastará até R$ 1,1 milhão com o aluguel de jatinhos. O extrato da prorrogação do contrato firmado ainda em 2012 com a empresa Líder Táxi Aéreo foi publicado na quinta-feira (29) no Diário Oficial do Estado.

O governo informou que o jatinho é necessário “em casos de viagens emergenciais, para que o governador possa cumprir compromissos oficiais”. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do governo, o destino mais frequente das viagens de Pezão é Brasília, “onde o governador tem atuado para tentar solucionar a grave crise que atinge o estado”.

Procurada pelo UOL, a Líder Táxi Aéreo informou que não é política da empresa comentar contratos.

A Líder presta serviços ao governo do Rio desde 2007, ano da posse de Sergio Cabral (PMDB). O ex-governador está preso desde novembro acusado de comandar um esquema de corrupção em obras públicas executadas nos seus dois mandatos.

Em 2012, a Líder venceu uma nova licitação para voltar a prestar serviços de táxi aéreo ao governo estadual. Naquela época, Cabral ainda era governador. Ele usou a Copa do Mundo e a Olimpíada como justificativa para o aluguel de aeronaves privadas.

Esse contrato de 2012 já foi modificado por seis aditivos, incluindo o assinado nesta semana. Quando o acordo foi fechado, o governo estimava gastar R$ 3,5 milhões com o aluguel de jatinhos. Desde então, já comprometeu R$ 6 milhões com viagens em aeronaves particulares, de acordo com Portal da Transparência da Secretaria Estadual de Fazenda do Rio.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Agiotagem governamental é dose: juros do cartão da Caixa vão a 581,29% ao ano!

O Palácio do Planalto já recebeu informações do Banco Central de que os bancos públicos estão abusando na cobrança de juros no rotativo do cartão de crédito. A queixa maior do governo é com a Caixa Econômica Federal, que está cobrando juros maiores do que os bancos privados, como Bradesco e Santander.

Na avaliação de um assessor do presidente Michel Temer, isso é inadmissível, ainda que os bancos sejam livres para definir as taxas de juros.

Pelos registros do Banco Central, a Caixa está cobrando de seus clientes no cartão juros de 581,29% ao ano, quase 100 pontos percentuais acima da média do mercado, de 482,1%.

No Santander, os juros do rotativo do cartão estão em 575,62% ao ano. No Bradesco, em 559,80%.  Dos cinco maiores bancos do país, a menor taxa no cartão de crédito está no Banco do Brasil, de 464,63%, e a mais alta, no Itaú Unibanco, de 632,43%.

“A Caixa, com certeza, será chamada a explicar suas taxas”, frisa o assessor de Temer.

Pois é. Até 2003 a Constituição dizia:

Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, será regulado em lei complementar, que disporá, inclusive, sobre:
§ 3º As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.

Só que a Emenda Constitucional 40/2003, tirou todos os incisos, alíneas e parágrafos do artigo original e ficou só assim:

Art. 192. O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, em todas as partes que o compõem, abrangendo as cooperativas de crédito, será regulado por leis complementares que disporão, inclusive, sobre a participação do capital estrangeiro nas instituições que o integram.

600% de juros é roubo descarado!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Lula passa 4h 21min por dia dentro de um carro - gastou R$ 6.916,74 com combustível em dois meses

Se bobear o cara rouba até pão de mendigo!

Segundo dados do Portal da Transparência do governo, Lula gastou R$ 6.916,74 com combustível em setembro e outubro deste ano.

Os ex-presidentes têm à disposição até dois veículos, que costumam ser da categoria sedan premium ou sedan grande.

Fazendo umas continhas simples, em cada um cada um dos 61 dias dos dois meses (incluindo sábados, domingos e feriados), Lula gastou R$ 113,38 por dia.

Segundo médias de gasolina da Agência Nacional do Petróleo (ANP) no período, e considerando-se, por baixo, um consumo médio de 7 km por litro de gasolina, e um custo de R$ 3,50 por litro, dá 227 quilômetros rodados por dia.

De acordo com a CET de Sampa, a velocidade média do trânsito na cidade é de 26 km/h, incluindo periferia.

Juntando tudo, conclui-se que Lula passou uma média de 8h 43min por dia, dentro de um carro. Aliás, deixa eu ser justo: como são dois carros, ele deve ter passado “só” 4h 21min por dia (incluindo sábados, domingos e feriados).

Segundo o Instituto Lula, “Lula sempre circulou mais o Brasil, esteve em mais atividades, foi mais à periferia do que outros presidentes ou ex-presidentes”.

Ora, vão tomar nos entrefolhos. Bem no centro que é para não magoar as breubas! O cara raramente sai de casa e, quando sai, é para ir a Brasília e outras cidades. Vão mentir pro cacete!

Lula e Dilma foram os maiores beneficiários dos R$ 145 milhões em propinas para alterar MPs

O que a reportagem esqueceu de dizer é que as Medidas Provisórias são atos que dizem respeito ao executivo. No caso, Lula, Dilma e seus ministros. Sem eles, elas não existiriam. Os parlamentares e ex-congressistas apontados como “vendedores” pela matéria não passaram de meros coadjuvantes.

Empresas pagaram R$ 145 milhões em propinas para alterar Medidas Provisórias

Correio Braziliense

Já está comprovado que ao menos seis empresas são suspeitas de pagar ou oferecer R$ 145 milhões em propinas entre 2005 e 2015 para 11 parlamentares a fim de criarem ou modificarem 25 projetos de leis e medidas provisórias, de acordo com levantamento do Correio. Foram analisados papéis das operações Zelotes e Lava-Jato, que se baseiam em depoimentos, colaborações premiadas, mensagens de e-mails, anotações em agendas e transferências bancárias, contidos em sentenças, relatórios da Polícia Federal e denúncias do Ministério Público.

Parte da legislação supostamente “comprada” não foi identificada totalmente, com o nome do pagador, do “vendedor” do valor e ou mesmo da norma exata que seria negociada. A maioria das regras em discussão se refere a impostos e a isenções fiscais, assunto estratégico no mundo das finanças.

As empresas apontadas como “compradoras” de leis no Congresso são as construtoras Odebrecht e OAS, a siderúrgica Gerdau, o banco BTG Pactual e as montadoras de automóveis Caoa Hyundai e MMC Mitsubishi. Esta última teve dois executivos condenados pela Justiça por corrupção ativa acusados da “compra” da MP 471.

À exceção da Odebrecht, que admitiu ter cometido crimes, todas as empresas têm negado participação nos esquemas. O BTG Pactual lidera a lista com R$ 45 milhões, seguido pela Odebrecht, com R$ 27 milhões. Um grupo de lobistas, geralmente contratados por montadoras não totalmente identificadas neste episódio, é suspeito de encaminhar outros R$ 45 milhões para modificar uma medida provisória no Congresso.

Os parlamentares e ex-congressistas apontados como “vendedores” são os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Ciro Nogueira (PP-PI), os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Duarte Nogueira (PSDB-SP), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os ex-senadores Gim Argello (ex-PTB-DF) e Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e o ex-deputado Carlinhos Almeida (PT-SP).


sábado, 24 de dezembro de 2016

Feliz Natal!

A todos os amigos e colaboradores.

Isso é o que eu chamo de falta de senso do ridículo

Mas foi o que eu vi no Facebook de uma comunista...

O que significa o “Politicamente Correto”?

Adolfo Sachsida

Seus defensores argumentam que o politicamente correto é uma forma de tornar menos conflituosa a convivência em sociedade. Por exemplo, não faz sentido ofender as pessoas usando termos inapropriados de linguagem. Contudo, não ofender pessoas é apenas uma regra de boa educação que nada tem a ver com o politicamente correto.

A rigor, o politicamente correto é uma forma de se limitar o debate e a livre circulação de ideias em uma sociedade. Pior do que isso, o politicamente correto busca a implementação de uma agenda progressista numa sociedade que, de outra maneira, não aceitaria tal agenda. Abaixo listo alguns exemplos:

1) Um terrorista do Estado Islâmico mata 12 pessoas fazendo uso de um caminhão para atropelá-las. A manchete da Folha de São Paulo foi: “Caminhão atinge mercado de Natal em Berlim e mata pelo menos 12 pessoas“. Quem lê a manchete tem a impressão de que um caminhão desgovernado matou acidentalmente 12 pessoas. Isso ocorre pois o politicamente correto impede que se de destaque ao fato de que mais um ataque terrorista foi levado a cabo por um seguidor do islã.

2) Experimente dizer que a política de cotas raciais é ineficiente ou injusta. Ou ainda experimente dizer de que nem tudo que se atribui a discriminação contra a mulher não é exatamente discriminação. Ou tente dizer que a taxa de homicídios específica de determinado grupo social não representa, por si só, indícios de perseguição àquele grupo. Você será imediatamente taxado de racista, fascista, homofóbico, misógino, e coisas bem piores. Isso ocorre pois o politicamente correto impede a discussão aberta e franca de termos que são sensíveis a minorias barulhentas e bem organizadas.

3) Na sua opinião qual a maior dificuldade para uma criança ser adotada? Você foi bombardeado com tantas informações erradas que provavelmente responderá dizendo algo do tipo “As pessoas só querem adotar crianças brancas e novas, uma criança negra com mais de 10 anos ninguém quer adotar”. ERRADO! Esse simplesmente não é o problema. A rigor existem muito mais pessoas querendo adotar crianças brancas e novas do que crianças negras e de mais idade. CONTUDO, o número de pessoas querendo adotar crianças negras de mais idade É MAIOR do que o número de crianças negras disponíveis para adoção. No que se refere a adoção existem três problemas reais: a) poucas pessoas aceitam adotar crianças deficientes ou doentes; b) a maioria das pessoas quer adotar apenas uma única criança, dessa maneira crianças com muitos irmãos tem dificuldade de serem adotadas; e c) a gigantesca demora na burocracia referente a adoção da criança. São esses três pontos que deveriam estar sendo atacados para resolver o problema referente a adoção. Mas o politicamente correto gasta um tempo gigantesco querendo discutir um ponto que simplesmente não é a restrição real desse terrível problema social.

4) Vários grupos pressionam para que o governo combata a violência contra a mulher, justificam inclusive a criação de um tipo criminal chamado de “Feminicídio” para alertar que a violência é perpetuada por homens contra mulheres. Bom, vamos aos dados: a taxa de homicídios entre mulheres é de 4 a cada 100 mil habitantes, para os homens esse taxa é de 50. Em resumo, a taxa de homicídios entre homens é 12 vezes maior do que a taxa de homicídios entre mulheres. O real problema é a violência absurda que assola o Brasil, aqui homens e mulheres são covardemente assassinados todos os anos. Esse é o problema real a ser combatido.

5) Experimente ir numa aula de direito penal e dizer que prender bandidos diminui a criminalidade. Você será olhado de lado e dirão que você é mais um radical de direita fascista. Contudo, TODOS os estudos econométricos que conheço mostram que prender bandidos é uma das mais eficientes maneiras de se combater o crime. Mas sempre haverá um professor, um jornalista, um intelectual, ou um estudante para dizer “Eu prefiro construir escolas a construir presídios”… como se isso fosse o ponto do debate! Óbvio que todos preferem construir escolas a cadeias, mas existem situações que nos obrigam a construir cadeias (a alternativa seria a aplicação de uma pena física ao infrator, será que é isso que os defensores do politicamente correto querem?). Para os defensores do politicamente correto prender bandidos não resolve o problema, para eles o problema é estrutural. Logo prender seria inócuo para combater o crime. Mas se prender não resolve qual é a sugestão, devemos não prender? Eles irão argumentar que a solução está na educação, numa melhor distribuição de oportunidades, de mais consciência social, etc. OK, todos concordamos com isso. Mas o fato é que prender bandidos não impede nada disso. Mas confrontados com essa lógica implacável eles nunca respondem.

6) Cristãos são perseguidos e assassinados ao redor do mundo, mas a imprensa em vez de noticiar isso prefere se preocupar com um provável crescimento da islamofobia. Ora como se não fosse natural temer aqueles que prometem nos exterminar se assim tiverem a chance, como é o caso de vários grupos radicais islâmicos. O crescimento da islamofobia se deve não ao preconceito, mas ao simples fato de que diversos grupos radicais islâmicos tem realizado ataques terroristas. Mas o politicamente correto impede que isso seja sequer discutido nos grandes meios de comunicação.

7) A esmagadora maioria da população é contra o aborto. Então o que faz o politicamente correto? Muda o nome de aborto para “direito de escolha”. Como se uma escolha já não houvesse sido feita quando o casal decidiu ter sexo sem proteção (o estupro é exceção a essa regra).

8) Quantas pessoas você já viu defenderem o porte de arma na grande mídia? São 60 mil homicídios por ano no Brasil, um fracasso incrível de nossas políticas de segurança pública, mas mesmo assim tirando o heroico Bene Barbosa é muito difícil ver pessoas defendendo o direito ao porte de armas com acesso a grandes veículos de comunicação. Isso ocorre pois o politicamente correto já estabeleceu que apenas radicais de direita defendem o direito do cidadão comum ter acesso a armas de fogo.

9) Diga que você apoia o Trump, pronto você virou ultra radical conservador. Diga que você apoia o Brexit, pronto você é um xenófobo imbecil. O politicamente correto é assim, ele bloqueia qualquer discussão honesta e a substitui por rótulos. Os que defendem as pautas do politicamente correto são taxados de pessoas boas, sofisticadas, inteligentes, moderadas, etc. Já os que não defendem tal pauta são radicais, ultra conservadores, xenófobos, intolerantes, golpistas, e outras coisas ruins.

10) No Brasil a esmagadora maioria das crianças não sabe ler e nem escrever, e são incapazes de fazer contas simples. Mas defenda que as aulas de sociologia, filosofia, e artes sejam trocadas por aulas de português e matemática e você automaticamente vira um canalha que quer criar um exército industrial de reserva, um radical que não quer que as crianças aprendam, e que sejam escravas do sistema.

11) Os índios brasileiros estão na miséria e cheios de áreas reservadas a eles. Sugira que não resolveremos o problema indígena dando mais terras aos índios e você será rotulado de um branco que não aceita que os índios são felizes passando frio e fome.

O grande problema do politicamente correto é que ao impedir o livre trânsito de ideias, e o livre debate, políticas públicas passam a ser direcionadas para corrigir problemas que não necessariamente são os mais importantes para aquela sociedade. Em resumo, desperdiçam-se recursos públicos em políticas que nem de perto são as mais necessárias. Pior, em muitos casos o politicamente correto cria problemas que sequer existiam na sociedade. Por exemplo, o Brasil é um exemplo no que se refere a miscigenação. Não digo que não exista preconceito, mas o fato é que a política de cotas raciais pode perfeitamente estar criando atritos raciais que antes eram inexistentes. Mas, se alguém sugerir isso será imediatamente taxado de imbecil ou coisa pior. Contudo, o livro de Thomas Sowell (Ação Afirmativa ao Redor do Mundo) mostra que após a implementação de cotas o atrito entre grupos distintos costuma aumentar em todas as sociedade que implementaram ações afirmativas.

Chamar terrorista de terrorista, bandido de bandido, e aborto de aborto é uma regra simples de qualquer debate honesto. Ao se proibir o uso de termos bem definidos, o politicamente correto confunde e bagunça completamente o debate. Deixo aqui um vídeo que ilustra meu ponto: nele um negro gordo e homossexual conversa com alguns estudantes que seguem a cartilha do politicamente correto. Quando o negro sai o entrevistador pede aos jovens para descreverem a pessoa que saiu. O resultado é assustador! Os alunos simplesmente NÃO CONSEGUEM dizer que conversavam com uma pessoa negra, gorda e homossexual.

Entendeu a dimensão do problema? A cartilha do politicamente correto impede a correta descrição do mundo real. As pessoas passam a ser incapazes de descrever situações simples do seu cotidiano. No lugar de descrever situações o politicamente correto estabelece apenas rótulos. O politicamente correto não debate, ele rotula. Se você é incapaz de sequer descrever uma situação de seu cotidiano como você será capaz de entender problemas mais complexos? O politicamente correto é a ditadura do pensamento único, e geralmente errado.


Para Dilma não basta ser picareta: seus advogados também têm que ser picaretas

Globo

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff usou fotos das eleições de 2010 como prova de que uma gráfica prestou serviços para a campanha presidencial de 2014. A acusação é de peritos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atuam na força-tarefa montada pela Corte no processo que pede a cassação da chapa composta por Dilma e pelo atual presidente Michel Temer. O grupo analisou documentos apresentados pelas empresas Focal, Gráfica VTPB e Red Seg.

Os técnicos concluíram que os controles contábeis e administrativos das empresas “não foram capazes de comprovar a execução e a entrega, em sua integralidade, dos produtos e serviços contratados”. Em setembro, a defesa de Dilma contestou essas conclusões e apresentou parecer técnico divergente, com mais de 8 mil folhas, afirmando que as gráficas existem e que elas produziram material para a campanha eleitoral. Os peritos do TSE, agora, contestaram os argumentos de Dilma e afirmam que o laudo apresentado pela ex-presidente usa fotos das eleições de quatro anos antes para comprovar os serviços da gráfica Focal em 2014.

O caso da Focal, que recebeu quase R$ 24 milhões da chapa, é o que gera mais divergências entre Dilma e os peritos do TSE. A empresa foi responsável pela logística dos eventos relacionados a campanha Dilma-Temer em todo Brasil e efetuou serviços gráficos para a chapa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) concluiu que a empresa não comprovou a prestação dos serviços e produtos contratados, indicando “desvio de finalidade” dos gastos para fins divergentes da campanha, revelando “simulação na prestação de serviços com o objetivo de justificar o recebimento de recursos”.

Para rebater as conclusões dos peritos, a defesa da Dilma anexou ao laudo divergente fotografia “onde aparece a produção da empresa em 2014, confeccionando o material da campanha eleitoral Dilma-Temer, assim como as instalações da antiga sede da empresa, atualmente desocupada”.

As imagens levantaram suspeitas dos peritos do tribunal, que concluíram: “As fotos de bandeiras com os dizeres ‘A vez e a voz das mulheres’, ao contrário do que afirma o Parecer Técnico Contábil Divergente, não se referem às eleições de 2014, mas às eleições de 2010”. A perícia contratada por Dilma também colocou, segundo os técnicos, fotos da produção das bandeiras de campanha usadas em 2010: “As fotos da produção das bandeiras de campanha que possuem parte da Bandeira Nacional impressa, ao contrário do que se afirma no Parecer Técnico Contábil Divergente, não se referem às eleições de 2014, mas às eleições de 2010”.

Também foram encaminhadas fotos de material publicitário de outros candidatos, para comprovar a suposta produção das gráficas para as eleições de 2014. “Contudo, ao contrário do que se afirma, não se referem às eleições de 2014, mas, também, às eleições de 2010”, afirma o parecer do TSE. Os peritos do Tribunal também contestam outras fotos apresentadas por Dilma para comprovar a realização de eventos organizados pela Focal. São os casos de eventos no Rio e em Minas Gerais, em que não há “qualquer identificação da empresa que tenha promovido o evento e sua vinculação com a Focal”.

A defesa de Dilma também contestou as conclusões do TSE sobre outras duas gráficas, o que foi rebatido pelos peritos da Corte. Com relação à Red Seg, os advogados da ex-presidente justificam a prestação dos serviços afirmando que houve um compartilhamento da produção do material com outra gráfica. Os peritos do TSE, no entanto, afirmam que “não há evidência da existência de acordo comercial entre ambas”: “ambas não tinham sequer funcionários registrados em 2013 e 2014, segundo pesquisa Rais dos respectivos exercícios, além da ausência de evidências da execução dos serviços”. A Rais é um relatório solicitado às empresas anualmente pelo Ministério do Trabalho com informações sobre os funcionários das firmas.

Procurado pelo GLOBO, o advogado de Dilma, Flávio Caetano, classificou a acusação dos peritos do TSE como “absurda”:

— A perícia não analisou os 37 volumes com 8.293 documentos juntados pela defesa de Dilma, contendo a cópia de cada um dos materiais gráficos contratados e produzidos. Serão feitos quesitos complementares para que os peritos esclareçam suas divergências em relação à farta documentação produzida.

A ação contra a chapa Dilma-Temer foi proposta logo após as eleições de 2014 pelo PSDB com o argumento de que teria havido abuso de poder econômico na campanha. A defesa da ex-presidente nega irregularidades. A defesa de Temer argumenta que a arrecadação era independente. Após a perícia, o Ministério Público Eleitoral conclui que “há fortes traços de fraude e desvio de recursos que foram repassados às empresas contratadas pelo Comitê Eleitoral”. O PSDB concordou com o resultado encontrado e a defesa de Temer sustenta que não houve identidade de arrecadação e gastos entre o PT e o PMDB.


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Os disparates se sucedem: agora tem cotas para viciados em Brasília

Dependentes químicos agora têm direito a 1% das vagas nos órgãos públicos do Governo do Distrito Federal, de acordo com a Lei 5.757/2016, publicada nesta quinta-feira (22/12) no Diário Oficial do Distrito Federal. A lei prevê a criação do Programa de Estratégias para a inserção dessas pessoas no mercado. Segundo a norma, que já está valendo, a única exceção são os contratos de segurança de estabelecimentos financeiros.

Garanta o seu emprego acrescentando no seu currículo: sou viciado, homossexual, negro e, de vez em quando, acordo mulher.


Impostômetro: falta pouco para os R$ 2 trilhões


Cesar Benjamin explica como Lula e Dirceu manipularam o sonho do PT

A entrevista está sendo publicada por partes na Tribuna da Internet. Esta segunda parte é bem interessante e mostra exatamente que Lula e Dirceu nada mais queriam além de poder e dinheiro.

Parêntesis - apenas como esclarecimento, saibam quem é Cesar Benjamin:

Militante do movimento estudantil secundarista em 1968, passa à clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano. Junta-se, então, à luta armada contra o regime militar, ligando-se ao MR-8. Preso em meados de 1971, aos 17 anos, sofre tortura em interrogatórios. Em consequência, sofreu perda unilateral da audição. É expulso do país no final de 1976, exilando-se na Suécia.

César Benjamin voltou ao Brasil em 1978. Com a Lei da Anistia, pôde retomar a atividade política, sendo um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores.

Coordena a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 1989, quando Lula é derrotado por Fernando Collor.

Em 1995, César Benjamin deixa o PT por divergências de opinião, que já se vinham avolumando desde 1989. No final dos anos 1990, funda a Editora Contraponto.

Em 2004, filia-se ao recém criado Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) - constituído por dissidentes do Partido dos Trabalhadores -, pelo qual será candidato a vice-presidente da República nas eleições de 2006, na chapa da senadora Heloisa Helena. Ainda no fim de 2006, em desacordo com decisões internas do partido, desfilia-se do PSOL.

Em 20 de dezembro de 2016, foi anunciado como futuro secretário de Educação, Esporte e Lazer, da cidade do Rio de Janeiro, na gestão Marcelo Crivella.

Na segunda parte da entrevista de Zuenir Ventura com o editor e jornalista Cesar Benjamim, feita em 2007 para o livro “1968: o que fizeram de nós”, o futuro secretário de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro fala sobre a criação do PT e manipulação do partido por Lula e José Dirceu para chegar ao poder, ao transformarem a legenda dos trabalhadores numa máquina eleitoral poderosa, mas inofensiva ao esquema de poder existente no país.

ZUENIR VENTURA – Quando você saiu do PT e por quê?
CESAR BENJAMIM – Fui expulso do Brasil em 76 e voltei em 78, antes da anistia, animado com o avanço do movimento pela redemocratização e o ressurgimento do movimento operário. Ajudei a fundar o PT e militei nele, intensamente, até 95. Saí quando comecei a ver coisas muito estranhas. Na verdade, foi um processo que culminou em 94, mas começou em 89. Você deve se lembrar como foi aquela campanha. Aliás, não foi uma campanha, mas um movimento no Brasil inteiro: primeira eleição presidencial depois de décadas! O Lula começou com 2,5%. Não tínhamos nada, mas éramos milhares, cheios de garra. O povo foi entendendo isso. Me lembro de uma noite ali no Catete, em frente a uma loja de televisores, uma pequena multidão de umas 50 pessoas vendo o horário eleitoral, e eu no meio. Eu participava da coordenação do programa de governo da campanha, e naquela noite o nosso programa de TV estava especialmente bem-feito, transmitindo muita autenticidade. Senti uma eletricidade percorrendo as pessoas, uma emoção, um silêncio profundo, emotivo e respeitoso. Cheguei em casa e disse para a minha mulher: “Nós vamos ganhar a eleição”. E ela: “Você está louco”. Praticamente ganhamos, pois saímos de 2,5% e chegamos a 49%. Paradoxalmente, foi no fim dessa campanha que me acendeu a luz amarela com o Lula.

Como assim?
Na reta final, houve o episódio da grosseira manipulação do debate Lula versus Collor na Globo. No dia seguinte, fizemos uma manifestação de protesto na porta da emissora, uns oito mil militantes. A edição do debate foi numa sexta à noite; a manifestação foi no sábado; no domingo foi a eleição. Collor venceu por pequena margem, e a edição do debate foi decisiva para esse resultado. Nos dias seguintes, fui para São Paulo. Lá, logo depois dessa seqüência de eventos, encontrei o Lula, que me disse: “Cesinha, sabe quem me ligou anteontem?” Como eu não sabia, ele completou: “O Alberico, da Globo.” Justamente quem tinha feito a montagem do debate, conforme os jornais haviam noticiado. Fiquei calado e o Lula prosseguiu: “Jantei com eles ontem. Derrubamos três litros de uísque”. Aquilo doeu. Enquanto colocávamos oito mil militantes na porta da Globo, a nossa maior liderança jantava e bebia com a direção da emissora. Ele se justificou: “Não vou brigar com a Globo, não é, Cesinha?” Ali me acendeu uma luz amarela: algo estava muito errado. O Brizola estava se expondo publicamente, contestando a Globo e defendendo o Lula, enquanto o Lula jantava com a direção da Globo, escondido. Hoje compreendo que, naquele momento, o Brizola começou a ser destruído definitivamente, e o Lula, demonstrando uma espinha muito flexível, começou a desbloquear sua carreira política. Eu não exigiria que ele hostilizasse a Globo, poderia fazer qualquer coisa, mas não derrubar três litros de uísque com eles naqueles dias. Isso me pareceu falta de dignidade pessoal.

Você tem uma explicação para isso?
Hoje eu compreendo o que aconteceu. A partir de 89, o Lula passou a ter uma difícil equação política para resolver. Queria ser presidente, e para isso precisava ter um partido político suficientemente forte para sustentar essa pretensão. Mas esse partido não podia ser aquele que havíamos construído, um partido vivo e militante. Com aquele PT, ele seria sempre vetado pela elite do país, como foi em 89. Se queria chegar à presidência, demonstrando-se confiável, precisava transformar o partido em outra coisa. O Zé Dirceu ganhou importância porque se tornou o grande operador dessa transformação. O Lula não é um operador. A dobradinha que se formou atendia aos dois: ao Lula, porque a destruição do PT militante pavimentaria o seu caminho à presidência, já na condição de um candidato dos de cima, o que ele sempre quis ser; e ao Zé Dirceu, pois, se tudo desse certo, ele seria o sucessor natural do Lula. Houve uma combinação de interesses. Isso exigia um processo de desmontagem do PT, de transformação do partido numa máquina eleitoral poderosa, mas inofensiva. Foi nessa operação que os dois se lançaram, conjuntamente. Mas a luta política é algo vivo. Em 93 o PT fez um congresso e a nossa chapa ganhou, contra a Articulação. Foi então que eles se deram conta – isso é uma interpretação minha – de que o projeto não podia ficar ao sabor do debate de idéias, sempre sujeito a tantas incertezas. Eles teriam que ter algo mais poderoso do que o convencimento. Introduziram no PT uma arma nova: dinheiro. Quem, numa disputa ou numa guerra, introduz uma arma nova, desconhecida, adquire uma superioridade monumental sobre o adversário. É por isso que os chamados “operadores” ganharam importância: nessa época, Delúbio Soares, por exemplo, era o obscuro representante da CUT no FAT, que é uma enorme fonte de dinheiro. Nenhum de nós pôde perceber, em tempo real, a dimensão da mudança que estava acontecendo, até porque tudo se passava nas sombras. O fato é que a Articulação começou a manejar recursos crescentes. Isso absorveu muitas prefeituras do PT – Santo André, Ribeirão Preto, muitas outras. Os esquemas foram se multiplicando. Marx tem uma frase em que ele fala no “poder dissolvente” do dinheiro. Onde o dinheiro domina, as qualidades se dissolvem. Lula e Zé Dirceu foram dissolvendo o PT em um banho de dinheiro, cooptando todos os que podiam cooptar. Patrocinaram uma seleção negativa, que favorecia os piores.

Você não pensou em denunciar ao Lula?
Quando comecei a ver gente lombrosiana ganhando cada vez mais importância, procurei o Lula e ele disse para eu não me meter. Foi quando decidi debater na direção nacional o que estava acontecendo: era muito grave! Mas, naquele momento, ninguém mais se propunha a enfrentar o Lula e o Zé Dirceu.

Você tinha provas?
Àquela altura, isso não era mais novidade. Na medida em que os esquemas se tornam grandes e influentes, deixam sinais, seus efeitos são percebidos, mesmo por quem não tem provas materiais. As notícias começam a circular nos corredores. Decidi então que o gesto que me restava, em nome de 16 anos de militância no PT e em nome da história da esquerda, era fazer um alerta na instância máxima do partido, o Encontro Nacional. Lá, em Vitória, comecei a tratar do assunto da tribuna, de onde eu avistava o plenário e a mesa. Quando comecei a falar, vi o Zé Dirceu se levantar, ficar de costas para a mesa e de frente para o plenário. Enquanto eu falava, ele fazia sinais para a turma de Santo André. De repente, meu pronunciamento foi interrompido de maneira violentíssima. Vieram para me espancar, diante de todo mundo. O meu discurso foi interrompido e instaurou-se o caos. Depois, alguns me contaram por que eles agiram com tanta violência: acharam que eu ia abrir os esquemas. Não ia, simplesmente porque não os conhecia. Mas, como levantei o assunto, eles se apavoraram e partiram para a porrada. Ali foi meu último momento no PT. Como não consegui da direção nacional nenhum debate, escrevi uma carta de desfiliação e saí do partido. Eu nunca me profissionalizei na política, sempre trabalhei como qualquer cidadão e vivi do meu trabalho. Isso garantiu minha autonomia diante da máquina burocrática. Muitos não tiveram essa possibilidade.


Vacina para idosos é um risco

Um dos possíveis efeitos secundários da vacina H1N1 é a síndrome de Guillain-Barré, a síndrome que matou e incapacitou centenas da Americanos na campanha de vacinação H1N1. Em 1979 com 500 casos confirmados desta síndrome, a vacina foi retirada do mercado 10 dias depois após vacinarem 48 milhões de pessoas, tendo feito mais vitimas que o próprio vírus H1N1. Esta síndrome ataca diretamente o sistema nervoso causando problemas de respiração, paralisia e até a morte.

Foi revelado que as vacinas ainda podem conter um outro perigo. Em muitas vacinas produzidas no final dos anos 80 e início dos anos 90 foram utilizados produtos bovinos obtidos em países onde a BSE - encefalite bovina espongiforme (doença da vaca louca) - era um risco substancial. Nos EUA, a FDA repetidamente pede que as indústrias farmacêuticas não utilizassem produtos de gado criado em países onde a vaca louca seja um problema.

“Não há ensaios controlados” Chocantemente, na própria bula admite que Flulaval nunca foi submetida a ensaios clínicos científicos: “Não houve estudos controlados que demonstrem adequadamente uma diminuição na doença influenza após a vacinação com Flulaval”, afirma o folheto informativo em minúsculo texto (que ninguém lê).

Ela também diz: “A segurança e a eficácia de Flulaval não foram estabelecidas em mulheres grávidas, lactantes ou crianças “E ainda em todos os lugares , há uma farmácia Walgreens, CVS ou Wal-Mart promovendo vacinas contra a gripe para as mulheres grávidas. A mesma inserção que admite essa vacina nunca foi provada ser segura em crianças ou mulheres grávidas também admite abertamente que ela contém produtos químicos neurotóxicos.

Como essas notícias bombásticas que aparecem com frequência na internet quase sempre são tremendas cascatas, eu fiquei de pé atrás e saí à caça do tal Flulaval. Como não encontrei bula em português, fui ao site da GSK, uma empresa americana de pesquisas e desenvolvimento de produtos inovadores em Farmacêutica, Vacinas e Saúde do Consumidor, e lá, entre outras coisas, encontrei o seguinte:

“If Guillain-Barré syndrome has occurred within 6 weeks of receipt of a prior influenza vaccine, the decision to give FluLaval should be based on careful consideration of the potential benefits and risks.”

Traduzindo:

“Se a síndrome de Guillain-Barré tiver ocorrido dentro de 6 semanas do recebimento da vacina contra influenza anterior, a decisão de administrar FluLaval deve ser baseada em uma consideração cuidadosa dos benefícios e riscos potenciais.”

Ou seja, se você escapou da morte no ano passado, consulte seu médico porque ainda há uma chance de tentar o suicídio de novo. Não há coisa mais estúpida!

O charlatão aqui, um idoso não-vacinado que não pega uma gripe desde 1985, recomenda: alimente-se bem, hidrate-se mais ainda, nunca acredite em milagres e muito menos em algum elixir que você não tenha pleno conhecimento da fórmula e de como foi feito.

O Ministério da Saúde em PDF, explica direitinho o que é a tal síndrome de Guillain-Barré.


Sponholz X 4





A Igreja Católica continua na Idade das Trevas

O milagre de São Januário, que se repete há 627 anos em uma catedral de Nápoles, na Itália, este ano não aconteceu. O sangue do santo, que é armazenado dentro de um frasco histórico, não se liquidificou, de acordo com os jornais locais “La Stampa” e “Corriere Della Serra”.

São Januário foi um bispo de Nápoles que foi martirizado por volta do ano 305 durante uma perseguição. Seu sangue é mantido em uma ampola de vidro e é aberto em três datas por ano: 19 de setembro, 16 de dezembro e o sábado antes do primeiro domingo de maio. Ele é registrado regularmente desde 1389.

A falha do milagre é uma previsão de tragédias. Ela é ligada a momentos adversos da cidade: a chegada de uma epidemia de cólera em 1973; o terremoto na região de Irpinia, em 1980; o começo da Segunda Guerra Mundial, em 1939; o ida da Itália à Guerra em 1940; e a ocupação do país pelos nazistas, em 1943.

Em 2015, o milagre se repetiu todas as vezes, inclusive quando o Papa Francisco visitou a capela em março, data em que geralmente o sangue não é aberto.

É inacreditável que ainda haja gente que acredite nessas besteiras e mais inacreditável ainda que a igreja as incentive.


A piada do dia é dos advogados de Lula


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Já foi tarde, Evaristo Arns

Dom Evaristo Arns: o que a veja não disse

Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal

Na Veja desta semana (21/12/2016) a revista dedica algumas páginas à morte do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. A matéria, cujo título é “Adeus ao Gigante”, resume a trajetória deste homem que, apesar de tudo, foi uma figura marcante na história contemporânea do Brasil. A reportagem, assinada por Pedro Dias Leite, tenta ser neutra, mas não parece, e o vocabulário empregado não difere muito da mídia “progressista”. Feita a introdução, vamos ao que de fato interessa.

Dom Evaristo Arns foi um religioso muito próximo de Dom Hélder Câmara, o “arcebispo vermelho”, e do frei Leonardo Boff, católicos da Teologia da Libertação, doutrina que une o cristianismo ao marxismo. Ademais, de acordo com a própria Veja, além de denunciar as torturas e desaparecimentos que realmente ocorriam naquele momento, Dom Evaristo Arns “Apoiou o movimento grevista no ABC (e seu principal líder, Luiz Inácio Lula da Silva)”. Com isso, o texto também alude ao fato de que “Se fosse hoje, dom Paulo provavelmente teria no papa Francisco, também ele um franciscano, um aliado”. Afinal de contas, no período de maior atuação de Dom Evaristo, o papa era um polonês que conheceu de perto as mazelas causadas pelo comunismo e pelas ideias chamadas “progressistas”, quer dizer, o papa era João Paulo II.

Mas afinal, o que é que a Veja não disse?

Se a matéria a qual me refiro abordou temas como tortura, censura, violência, repressão, etc., mas sempre com suas críticas – legítimas, vale dizer – voltadas a ditadura militar, deveria também explorar o outro lado da moeda, mas não o fez. O porquê eu não sei…

A Veja cita um discurso feito pelo cardeal no dia 31 de outubro de 1975 no qual ele diz: “Ninguém toca impunemente no homem, que nasceu do coração de Deus para ser fonte de amor. Não matarás. Quem mata entrega a si próprio nas mãos do Senhor da história e não será apenas maldito na memória dos homens, mas também no julgamento de Deus.” Até aí tudo bem, já que este é um discurso que se espera de um cristão, porém, existe uma contradição nisso tudo.

Não haveria problema algum no discurso se o cardeal não tivesse, em 1969, ajudado dominicanos comunistas que entraram para a ALN (Ação Libertadora Nacional), um grupo terrorista chefiado por Carlos Marighella. (Se o leitor acredita que Marighella não foi um terrorista, recomendo o texto que trata sobre o livro Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito pelo líder da ALN). Curioso é que no mesmo ano do discurso, um panfleto escrito por militantes da ALN declarava: “Todos nós somos guerrilheiros, terroristas e assaltantes e não homens que dependem de votos de outros revolucionários ou de quem quer que seja para se desempenharem do dever de fazer a revolução.”  Um pouco disso pode ser encontrado no livro e no filme Batismo de Sangue que, embora tenha sido escrito por alguém não insuspeito como Frei Betto, dá uma dimensão do envolvimento dos religiosos dominicanos na luta armada e em ações extremistas. Se Dom Evaristo foi a favor dos direitos humanos, de uma forma ou de outra também foi a favor do terrorismo.

No discurso citado acima o cardeal defende a vida, relembra o quinto mandamento cristão, entretanto, defendeu guerrilheiros que, em suma, a partir de 1967, iniciaram seus assaltos a bancos, sequestros, entre outras ações criminosas. O próprio autor do Manual do Guerrilheiro Urbano, isto é, Marighella, logo no início de seu texto, aponta que um dos objetivos essenciais do guerrilheiro urbano é “A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.” Também aponta que “todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos àqueles dedicados à repressão.”



E tem mais. Marighella, um comunista obcecado e que aos olhos de muitos apaixonados é visto como alguém que lutava pela democracia, assinala que “matar um espião norte-americano, um agente da ditadura” deve ser uma ação realizada por um atirador “operando absolutamente secreto e a sangue-frio.” Enfim, dentre tantas instruções bizarras, Marighella afirma que “o terrorismo é uma arma que o revolucionário não pode abandonar.” Dentre os quatro sequestros de diplomatas realizados no Brasil, a ALN tomou parte na ação de dois. Foram eles: o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick e do alemão Ehrefried Von Holleben.

Nas palavras de Stédile – o comandante do “exército” do PT, ou seja, do MST -, “Arns impulsionou o surgimento dos movimentos populares rurais que surgiram no país nas últimas décadas.” Ele complementa: “A maioria dos movimentos do campo que hoje existem – MST, MAB [Movimento dos Atingidos por Barragens], Movimento dos Pequenos Agricultores, Comissão Pastoral da Terra, Cimi [Conselho Indigenista Missionário] -, nascemos orientados por vossa sabedoria, que pregava: Deus só ajuda quem se organiza.” Sabemos que Stédile não é alguém muito simpático a democracia. E não para por aí, mas creio que por ora seja o suficiente.

Durante um longo tempo Dom Evaristo celebrou missas nos dias de finados e que tinham como homenageados aqueles que foram mortos sob a repressão dos militares. Resta saber se o religioso também rezou missas por aqueles que foram assassinados pelos guerrilheiros comunistas em seus “justiçamentos” – nome dado às execuções – ou pelos que foram afetados por suas explosões.

Mesmo assim não acho ético comemorar a morte de alguém. Não que eu seja defenda o politicamente correto, no entanto, creio que não seja necessário – como fizeram alguns católicos mais conservadores – comemorar a morte do cardeal. Conforme já apontou Rodrigo Constantino em vídeo, embora não devamos “canonizá-lo” pelo seu engajamento político à esquerda, como a grande mídia fez, celebrar sua morte é algo descabido. Quando Fidel Castro faleceu, por exemplo, preferi comemorar a possível libertação futura do povo cubano em vez de focar no cadáver de seu algoz.

E por falar em Fidel Castro, como se não bastasse tudo que citei acima, vale dizer que Dom Evaristo Arns chegou foi um admirador declarado do ditador cubano. Em uma carta enviada pelo cardeal a Fidel Castro e posteriormente publicada no jornal cubano Granma, Dom Evaristo Arns escreveu:

“Queridíssimo Fidel,

Paz e bem

Aproveito a viagem de Frei Betto para lhe enviar um abraço e saudar o povo cubano pela ocasião desde 30º aniversário da Revolução. […] A Fé cristã descobre nas conquistas da Revolução os sinais do Reino de Deus que se manifesta em nossos corações e nas estruturas que permitem fazer da convivência política uma obra de amor. […] Infelizmente ainda não se deram as condições favoráveis para que se efetue o nosso encontro. Tenho-o presente diariamente em minhas orações e peço ao pai que lhe conceda sempre a graça de conduzir os destinos da pátria. […] Receba meu fraternal abraço nos festejos pelo XXX Aniversário da Revolução cubana e os votos de um ano novo promissor para o seu país.

Fraternalmente,
Paulo Evaristo Cardeal Arns.”

Perceba que a carta foi escrita em 1988, isto é, quando Fidel Castro somava trinta anos no poder. Democracia? Em 1988 já era tempo de o cardeal perceber que os comunistas cubanos que mandavam na ilha há três décadas não estavam nem um pouco preocupados com democracia. Aliás, era essa a “democracia” que defendiam os dominicanos guerrilheiros os quais Dom Evaristo Arns defendeu com tanta veemência.

A Veja também poderia ter levado em consideração esse outro lado daquele que chamou de “gigante”, não é mesmo?

Viva la Revolución! Descansa en paz, cardenal!


Instituto Moreira Salles também foi bloqueado no Facebook

Pois é. Esta indecentíssima fotografia anunciando a exposição do fotógrafo Otto Stupakoff foi o motivo do bloqueio porque, segundo a corriola do Zuckerberg, “não segue os padrões da comunidade do Facebook”.

Eu levei um gancho, pela enésima vez, provavelmente por ter chamado viados de viados. Já estou acostumado.

Eu gostaria de saber quais são os tais “padrões da comunidade do Facebook” que censura as formas mais puras de arte, mas dá a maior força a uma pornográfica defesa das minorias, que, via de regra, são representadas por doentes mentais liberados para nos xingar sem direito a réplicas.

Quiuspariu! Estou de saco cheio dessa gente politicamente correta! Eles eram muito mais divertidos quando eram apenas esquerdopatas desesperados.


Sponholz




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Foda-se o Facebook




Continuem pagando dízimos, seus otários, que o Macedo os gasta em templos de 450 milhões isentos de impostos

Como disse Nelson Rodrigues, “houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas”.


Isso é um acinte, um escárnio, uma afronta ao Estado e, principalmente, ao povo em geral - não só os que pagam dízimos - que, queira ou não, paga também para sustentar todas as religiões e crenças, beneficiárias que são dessa aberração que é a isenção total de impostos.

Esse templo da Universal (Cenáculo de Curitiba), que vai ser inaugurado em outubro de 2017, custou R$ 450 milhões (128 milhões de euros) só para ser construído pela construtora portuguesa Teixeira Duarte, mais os R$ 32 milhões pagos por Macedo, em 2010, pelo terreno que pertencia à antiga fábrica do Matte Leão.

Não há mais o que dizer sobre esses crápulas evangélicos. O tudo de ruim que são já foi dito e repisado, mas parece que, paradoxalmente, quanto mais aumentam as fortunas desonestas e a canalhice desses “pastores” mais aumenta o número de idiotas a segui-los.

São tão safados que, apesar de protestantes, ignoram solenemente que Lutero, que era um monge agostiniano, separou-se do catolicismo por discordar das indulgências que compravam o perdão de deus, entre outras coisas. No entanto, isso é o que mais fazem os macedos da vida. São tão safados que se dizem evangélicos, mas, por conveniência, agora deram de ignorar solenemente os evangelhos, dando preferência ao Velho Testamento, onde os “castigos de deus” ocorrem em abundância.

Observação: Só a troco de informação, cenáculo vem do latim coenaculum e significa “cômodo em que era servida a ceia” e, no caso específico, refere-se ao local onde se realizou a Santa Ceia. Um lugar tão simples virou ostentação de um nababo ladrão...


O homem certo no lugar certo: Renan comparece à Festa dos Canalhas em Maceió

Época

O presidente do Senado, Renan Calheiros, compareceu, no sábado (17), à Festa dos Canalhas, confraternização tradicional realizada no final de todos os anos em Maceió. Organizada pelo médico José Wanderley Neto, que também é tesoureiro do PMDB, costuma reunir políticos, empresários e jornalistas alagoanos de renome.

No ano passado, o quórum da confraternização foi baixo. É que Wanderley foi alvo da Operação Catilinárias (etapa da Lava Jato), deflagrada pela Polícia Federal e que investigava irregularidades no PMDB do estado.

Sponholz


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Continua dando mole, dona Angela Merkel...

Não há outra solução para o mundo senão exterminar essa raça de animais antes que eles exterminem os humanos.

Politicamente corretos querem Boas Festas no lugar do Feliz Natal (eu quero que eles... deixa pra lá)

Estado Islâmico quer combater o Natal... adivinhem quem o precedeu nessa estratégia?

Adolfo Sachsida

Em primeiro lugar deixo aqui registrado meus sentimentos a toda população alemã vítima de mais um ataque terrorista covarde.

“A diretora do portal SITE Intelligence Group, que monitora as atividades dos extremistas na internet, Rita Katz, informou que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) havia dado “instruções” para a realização de ataques terroristas em feiras de Natal europeias, de forma semelhante ao incidente ocorrido nesta segunda-feira em Berlim”.  

Como podem notar o Estado Islâmico quer apavorar nossa sociedade impedindo-nos de comemorar o Natal. Essa é mais uma das estratégias covardes desse grupo que não se importa em matar mulheres e crianças. Desnecessário também dizer que esse é mais um ataque terrorista realizado por um grupo islâmico.

Mas o Estado Islâmico não é o primeiro a combater o Natal em nossa sociedade. Há muitos anos um grupo começou a cruzada contra o Natal dentro de nossa própria sociedade. Para eles era errado dizer FELIZ NATAL. Afinal, isso soaria ofensivo a outras religiões que não seguissem a crença crista. Sim, meus amigos. Vocês já desconfiaram e estão certos: muito antes do Estado Islâmico, o Natal já era vítima do politicamente correto.

Os adeptos do politicamente correto argumentavam que deveríamos trocar o tradicional Feliz Natal pelo termo neutro Boas Festas. Boa parte da população demorou para entender essa mudança sutil. Grandes empresas embarcaram nessa onda. Os intelectuais aplaudiram, argumentavam que isso facilitaria a assimilação de outros grupos dentro de nossa sociedade. O resultado esta aí para quem quiser ver: abrir mão de nossas tradições não irá fazer com que grupos radicais do islã nos vejam com olhos amistosos.

O mundo ocidental é baseado na filosofia grega, no direito romano, e na moral judaico-cristã. Abrir mao de nossos princípios, dos fundamentos de nossa sociedade, na crença de que isso facilitará a assimilação de outros grupos é um erro. Os fundamentos de nossa sociedade são fortes e inclusivos o suficiente para permitir a assimilação de novos grupos que venham para respeitar nossas tradições. Nossa sociedade possibilita inclusive que esses novos grupos, desde que não preguem nossa destruição ou que atentem contra nossos fundamentos, mantenham suas próprias tradições.

A civilização ocidental é o que existe de mais avançado e inclusivo em nosso planeta. Mas manter nossa liberdade não é isento de custos ou de sacrifícios, e abrir mao de nossas tradições em nada irá nos ajudar a enfrentar os desafios que nos ameacam.


A que ponto chegamos: militar recebe diploma do ITA vestido de mulher.

Talles de Oliveira Faria, no sábado, durante a cerimônia da sua formatura no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos (SP), resolveu protestar contra o que chamou de “violência psicológica” e homofobia que ocorre na instituição. “É um ambiente terrorista. Vários alunos querem sair porque não aguentam a pressão psicológica”, explicou.

A biba, que teria pedido para se formar usando farda feminina, chega de capa roxa para, logo depois, arrancar a vestimenta e aparece esfuziante, de vestido vermelho e salto alto. Mas parece que a viadagem passou batida pelos superiores, porque ele ainda como aluno, poderia usar um traje civil na formatura, segundo as normas da Aeronáutica.

Juro que não entendi a atitude passiva dos militares. Longe de ser um protesto, isso é um desrespeito à instituição. Ninguém tem o direito de questionar a preferência sexual de ninguém, desde que essa preferência não extrapole os limites do ridículo através da exposição pública de trejeitos, afetações, histrionices e das estúpidas reivindicações de privilégios.

Assistam ao vídeo:
video

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Ainda sobre Gandhi

Em 26 de março de 2015 eu publiquei uma postagem aqui - “Mentirinhas sobre Gandhi” - que dizia o seguinte:

O cara que cai nas graças do pessoal politicamente correto passa a desfrutar da condição de mito. É o caso de Gandhi, cujas mentirinhas enaltecendo suas qualidades já se confundem com sua história verdadeira. Esta é mais uma delas. Como é engraçadinha, resolvi publicar.

Gandhi x Peters:

Quando Gandhi estudava Direito na Universidade de Londres, havia um professor, cujo sobrenome era Peters, que sentia animosidade por Gandhi, e porque Gandhi nunca abaixou a cabeça para ele, suas discussões eram bem comuns.

Um dia, o Sr. Peters estava almoçando no refeitório da universidade e Gandhi veio com sua bandeja e sentou-se próximo ao professor.

O professor, em sua arrogância, disse: “Sr. Gandhi, você não entende... Um porco e um pássaro não sentam juntos para comer”, ao que Gandhi respondeu: “Não precisa se preocupar, professor, voarei daqui”, saiu e sentou-se em outra mesa.

O Sr. Peters, verde de raiva, decide vingar-se no próximo teste, porém Gandhi responde brilhantemente a todas as perguntas.

Então, o Sr. Peters lhe fez a seguinte pergunta, “Sr. Gandhi, se você caminha pela rua e encontra um pacote, e dentro há um saco de sabedoria e outro com bastante dinheiro; qual deles você vai pegar?”

Sem hesitar, Gandhi respondeu: “O que tem dinheiro, é claro!”

O Sr. Peters, sorrindo, disse: “Eu, em seu lugar, teria pego o da sabedoria, não acha?”

“Cada um pega o que não tem”, respondeu Gandhi com indiferença.

O Sr. Peters, já histérico, escreve na folha de prova a palavra “idiota” e entrega a Gandhi. Gandhi pega a folha de exame e se senta.

Alguns minutos depois, Gandhi vai até o professor e diz, “Sr. Peters, você assinou a folha, mas não me deu a nota”.


domingo, 18 de dezembro de 2016

Tá difíssio...

Faço questão de reproduzir e perguntar se há alguma condição de debater com esse tipo de coisa:

Fabio Rosa Farelo
vc pode ser cego. surdo e debio mental pra defender essa faccao. analize o que é o Brasil hoje e o Brasil de FHC. que fazia imprestimos milhonarios no FMI e alem de vender e privatizar as empresas nacionais. e esse governo é da mesma laia.. vai estudar. hestoria pois na historia do Brasil vc nao sabe nada ..AMEBA

Isto, sem tirar nem por, foi um cara que me “criticou” no site do Paraná Pesquisas a respeito de uma opinião minha  na qual eu associei o nível zero de escolaridade (pelos escritos) e de inteligência a todos que criticavam a Lava-Jato.

Às vezes eu sei que perco meu tempo, mas, quando não fico puto da vida, eu me divirto.


Desmitificando: Gandhi era racista e obrigava meninas a dormir na cama com ele

Por Mayukh Sen

Em agosto de 2013, um pouco antes do 65º Dia da Independência da Índia, a Outlook India, uma das revistas de maior circulação do país, publicou os resultados de uma pesquisa conduzida entre seus leitores. Quem, depois do “Mahatma”, era o maior indiano que já viveu? O Mahatma no centro dessa pergunta puxa-saco era, claro, Mohandas Karamchand Gandhi.

Não é surpresa ver a Outlook colocando sua suposição como uma verdade. Gandhi se tornou o barômetro óbvio da grandeza indiana, se não da grandeza em geral. Afinal de contas, quem não gosta do Gandhi? Ele ficou conhecido como esse idoso frágil e nobre, com uma alma pura, moral e piedosa. Ele foi o cara que introduziu a gramática de resistência não violenta na Índia, um país que ele ajudou a escapar do comando imperial britânico. Ele fez greves de fome valentes até que um nacionalista hindu o matou, efetivamente o tornando um mártir.

Meu avô por parte de mãe foi para a cadeia com Gandhi em 1933; então, cresci sabendo que o mito estava remendado com meias-verdades. Meu avô levou as lições que aprendeu na cadeia para começar um ashram nas entranhas da Bengala Ocidental. Como consequência, me criaram com uma compreensão íntima de Gandhi que oscilava entre laudatória e crítica. Minha família o adorava, apesar de nunca acreditar na ideia de que ele orquestrou sozinho o movimento de independência da Índia. O fanatismo de Gandhi nunca era mencionado em nossa casa. Nas décadas seguintes ao assassinato dele, em 1948, a imagem de Gandhi foi construída cuidadosamente, limpa de todos os detalhes sujos, e assim fica fácil esquecer sua retórica racista, sua alergia veemente à sexualidade feminina e sua pouca vontade em ajudar a libertar a casta dalit, ou os “intocáveis”.

Gandhi morou na África do Sul por mais de duas décadas, de 1893 a 1914, trabalhando como advogado e lutando pelos direitos dos indianos – e só dos indianos. Como ele expressava abertamente, os sul-africanos negros praticamente não eram humanos para ele. Gandhi se referia a eles usando a expressão depreciativa kaffir. Ele lamentava que os indianos fossem considerados “um pouco melhores que os selvagens ou os nativos da África”. Em 1903, ele declarou que a “raça branca na África do Sul deveria ser a raça predominante”. Quando foi mandado para a cadeia em 1908, ele detestou o fato de que os indianos eram colocados com os prisioneiros negros, não os brancos. Alguns ativistas sul-africanos têm colocado essa parte da história de Gandhi sob os holofotes novamente, assim como um livro publicado em setembro passado por dois acadêmicos sul-africanos, embora isso sequer tenha gerado arranhões na consciência cultural ocidental além dos círculos concêntricos do Tumblr.

Por volta da mesma época, Gandhi começou a cultivar a misoginia que carregaria para o resto da vida. Durante seus anos na África do Sul, uma vez ele respondeu ao abuso sexual de duas de suas seguidoras as obrigando a cortar os cabelos para ter certeza de que elas não atrairiam mais atenção sexual. (Michael Connellan, escrevendo para o Guardian, explicou cuidadosamente que Gandhi achava que as mulheres entregavam sua humanidade no minuto em que eram estupradas.) Ele acreditava que os homens não podiam controlar seus instintos predatórios e que as mulheres eram responsáveis – e estavam completamente à mercê – desses impulsos. Suas visões sobre a sexualidade feminina eram similarmente deploráveis; segundo Rita Banerji, autora de Sex and Power, Gandhi achava que menstruação era “a manifestação da distorção da alma da mulher por sua sexualidade”. Ele também acreditava que contraceptivos eram um sinal de devassidão.

Ele confrontou essa incapacidade de controlar a libido masculina quando decidiu ser celibatário (sem discutir isso com a esposa) na Índia, usando mulheres – inclusive meninas menores de idade, como sua sobrinha-neta – para testar sua paciência sexual. Ele dormia nu com elas na cama sem as tocar, se certificando de não ficar excitado – as mulheres eram adereços de seu celibato.

“É fácil esquecer a retórica racista de Gandhi, sua alergia veemente à sexualidade feminina e sua pouca vontade em ajudar a libertar a casta dalit, ou os 'intocáveis'.”

Kasturba, a esposa de Gandhi, era seu maior saco de pancadas. “Simplesmente não consigo olhar para o rosto de Ba”, ele disse uma vez sobre ela depois de Kasturba ter cuidado dele quando Gandhi ficou doente. “A expressão geralmente é como a da cara de uma vaca mansa, e ela me dá a mesma sensação que as vacas geralmente dão: de que de seu jeito idiota, ela está dizendo alguma coisa.” Alguém poderia dar a desculpa de que as vacas são sagradas no hinduísmo – ou seja, chamar a esposa de vaca seria um elogio velado. Ou, talvez, ele só quisesse acabar com esse aborrecimento marital. Quando Kasturba teve pneumonia, Gandhi não deixou que ela recebesse penicilina, mesmo quando os médicos disseram que isso a poderia curar: ele insistiu que o novo medicamento era uma substância estranha que o corpo dela rejeitaria. Ela morreu da doença em 1944. Alguns anos depois, talvez percebendo seu erro, ele voluntariamente tomou quinino para tratar a própria malária. Ele sobreviveu.

Há o impulso ocidental de ver Gandhi como o discreto aniquilador das castas, uma caracterização que é categoricamente falsa. Ele via a emancipação dos dalits como um objetivo inalcançável e achava que eles não mereciam um eleitorado separado. Ele insistia que os dalits continuassem complacentes, esperando por uma virada que a história nunca proporcionou. Os dalits continuam sofrendo com os preconceitos emaranhados ao tecido cultural da Índia.

A história, como Arundhati Roy escreveu no ano passado no ensaio seminal “The Doctor and the Saint”, tem sido incrivelmente gentil com Gandhi. Isso deu espaço para apresentar seus preconceitos como meras imperfeições, pequenas marcas em mãos limpas. Apologistas vão insistir que Gandhi era apenas humano. Eles vão tentar metamorfosear os preconceitos dele em algo positivo, provas de que ele era como nós. Outro tipo de deserção histórica: o argumento de que iluminar os preconceitos de Gandhi demonstra como os americanos nutrem um fascínio doentio pelos problemas da Índia, como se os escritores ocidentais estivessem obcecados em concatenar problemas sociais para o subcontinente do nada.

Essa é a ginástica mental que fazemos quando estamos ansiosos em criar uma mitologia. As características péssimas que Gandhi exibia persistem na sociedade indiana hoje – ataques virulentos aos negros, um desrespeito blasé para com o corpo das mulheres, uma miopia cuidadosa diante do tratamento aos dalits. E não é coincidência que essas mesmas características da retórica da Gandhi tenham sido riscadas de seu legado.

Mas como você responde a uma alcunha ridícula como “o maior indiano”? Esse é um peso colossal para colocar sobre qualquer um: dizer que ele é a pessoa a se saudar num país com bilhões de pessoas. Criar um falso ídolo envolve muito esquecimento. É fácil babar sobre um homem que nunca existiu de verdade.


Este artigo apareceu originalmente no Broadly.