sábado, 21 de outubro de 2017

Notícia que vai abalar o mundo! Suprema Corte dos EUA decidiu que tomate é vegetal, embora seja fruta

Como se pode ver, lá como cá a justiça é a lesma lerda. Aliás, perdão: lesma lerda é aqui, lá é lesma rápida...

Por João Ozorio de Melo

Embora tomates sejam frutas, em caso tributário, em 1893 Suprema Corte dos EUA definiu que eles são vegetais.

Com doses de maldade, um artigo indica que os ministros são “alérgicos” a matemática, o que não recomenda apostas em um dos casos da pauta. Outro, que são avessos a estatísticas e podem se basear em dados falsos quando fazem levantamentos por conta própria. E outro mais, que a lógica dos ministros algumas vezes é surpreendente.

Para comprovar que as decisões da corte às vezes contrariam o que se pensa que é a lógica, o jornal The Washington Post desenterrou uma decisão do século XIX. Em 1893, a Suprema Corte decidiu que tomate é um vegetal, e não uma fruta, como ensinam a Botânica e os professores na escola.

Naquela época, havia uma diferença significativa entre vegetais e frutas, não por causa da botânica, mas por causa da “receita federal”. O governo tributava a importação de vegetais em 10%, mas não tributava a importação de frutas. Assim, o governo quis coletar impostos da atacadista de Manhattan John Nix & Co, que importava tomate em grandes quantidades.

Em 1887, John Nix e sócios (familiares) moveram uma ação contra o então diretor da Alfândega no porto de Nova York, Edward Hedden, procurando “recuperar impostos pagos sob protestos” e parar de pagá-los. Seis anos mais tarde, o processo chegou à Suprema Corte (caso Nix v. Hedden).

Em sua defesa, os autores da ação citaram três dicionários (Webster’s, Worcester’s e Imperial) e apresentaram duas testemunhas especializadas, para provar que tomate é uma fruta. Os ministros não contestaram a botânica, mas decidiram que tomate é um vegetal assim mesmo. Existia uma lógica por trás da vegetalidade do tomate :

“Botanicamente falando, tomates são frutos de uma parreira, tais como pepinos, abóboras, feijão e ervilhas. Mas na linguagem comum das pessoas, sejam vendedores ou consumidores dos mantimentos, todos esses são vegetais, que crescem nas hortas e que, quer sejam cozidos ou crus, como batatas, cenouras, pastinacas, nabos, beterrabas, couve-flor, repolho, aipo e alface, são todos servidos no jantar ou depois da sopa com peixe ou carnes, o que constitui a parte principal da refeição e não como sobremesa como é o caso das frutas”.

“Tomates, tal como nozes, podem ser classificado como sementes [o fruto da planta], mas não no comércio e na linguagem popular. (...) Como um artigo de alimentação em nossas mesas, sejam assados ou cozidos ou formando a base da sopa, eles são usados como vegetais, maduros ou verdes. Esse é seu principal uso”.

Essa foi uma tese que, apesar de surpreendente por contrariar a botânica e os dicionários, coincidiu com a lógica popular. Dizia-se na época, a propósito da discussão na Justiça, que se tomate fosse uma fruta, estaria na feira e nos mercados entre as outras frutas, não entre os vegetais, como sempre está.

A decisão teve algumas repercussões na sociedade. Com base na decisão da corte, a alfândega, a Liga das Nações e o Departamento de Agricultura dos EUA classificaram o tomate como vegetal. Nova Jersey declarou o tomate o vegetal do estado. Mas não houve unanimidade. Por exemplo, Tennessee e Ohio declararam o tomate a fruta do estado.

Tal decisão poderia ser aceita em muitos países, no caso do tomate. Mas haveria controversas, se o objeto da discussão fosse o abacate. Nos EUA e em países hispânicos, o abacate pode ser visto como um vegetal. Afinal, com ele se fazer pratos salgados, muito apreciados nesses países, como o guacamole, o aguacate, saladas e salsas. Mas, no Brasil, abacate é mesmo uma fruta na botânica e no uso popular mais comum.


Apesar de vocês

Guilherme Fiuza

O gigante está se guardando pra quando o carnaval eleitoral chegar. A opinião pública — essa entidade simpática e distraída — deu um tempo da dura realidade, que não leva a nada, e saiu aprontando suas alegorias para 2018. Funaro Guerreiro do Povo Brasileiro é uma das preferidas.

Funaro é aquele agente do caubói biônico escalado para “fechar o caixão” do mordomo, conforme áudio divulgado para todo o Brasil. Mas nessa hora o Brasil estava ocupado com as alegorias, e não ouviu os bandidos bilionários confessando a armação da derrubada do governo com Rodrigo Janot — outro guerreiro do povo brasileiro.

Vejam como o Brasil é sagaz: seu despertar ético está depositado numa denúncia bêbada (leitura obrigatória, prezado leitor) urdida por Joesley (preso), Janot (solto), Miller (solto e rico) e Fachin (solto e dando expediente na Suprema Corte), todos cacifados política e/ou financeiramente pela quadrilha que depenou o país por 13 anos. Como se diz na roça, é a ética que passarinho não bebe.

A vocação dos brasileiros para santificar picaretas não é novidade. Se fosse, o conto do vigário pornô não teria durado 13 anos, fantasiado de apoteose social. A novidade — tirem as crianças da sala — é a adesão dos bons.

Isso sim pode ser o fechamento inexorável da tampa do caixão — não de um presidente ou de um governo, mas desse lugar aqui como tentativa de sociedade. Os bons não são esses heróis de história em quadrinhos tipo Dartagnol Foratemer, que transformam notoriedade em gula eleitoral e sonham ser ex-BBBs de si mesmos. O que dizer de um aprendiz de Janot, que poderia ter Sergio Moro como inspiração, mas preferiu o truque de demonizar os políticos para virar político?

Os bons não são ex-tucanos patéticos como Álvaro Dias e demais reciclados, que ressurgem sob slogans espertos tentando perfumar o próprio mofo. Nem os ainda tucanos (e ainda mais patéticos) como Tasso Jereissati, com seu teatrinho de dissidência ética. Os realmente bons são os que sabem que, após a ruína administrativa do PT, se impôs a agenda da reconstrução — defendida desde sempre por eles mesmos.

Agora, o escárnio: mesmo testemunhando os resultados inegáveis, a restauração de indicadores socioeconômicos para ricos e pobres, as perspectivas repostas a duras penas por gente que trabalha sério (eles conhecem cada um), dos juros/inflação ao risco/investimento, essa minoria esclarecida resolveu surfar no engodo. Os ex-virtuosos também estão se guardando para quando o carnaval eleitoral chegar.

Fim de papo, Brasil. Um réquiem para o espírito público e todos à praia. Espírito público?! Pode gargalhar, prezado leitor. Melhor do que ir ao Google checar quantos nomes insuspeitos do meio acadêmico e da administração pública estão dando sangue neste governo de transição, virando noites para enfrentar o estrago dos cupins de Lula (solto), e vendo seus melhores parceiros intelectuais virando a cara, colocando os óculos escuros e dando uma surfadinha no foratemer, que ninguém é de ferro. Não vá ao Google. Chega de história triste.

Ponha seus óculos escuros e assuma imediatamente seu lugar ao sol. Você também é filho de Deus, e Ele há de consertar essa porcaria toda. Peça uma caipirinha e fique gritando contra tudo isso que aí está, porque a essa altura cogitar que haja alguém trabalhando sério em Brasília pode até dar cana. Já que os picaretas são maioria, faça como a maioria: finja que ninguém presta, que só você e sua caipirinha são confiáveis. Grite para que ninguém seja reeleito — que era mais ou menos a mensagem de Adolfinho na Alemanha dos anos 30, e a limpeza que ele imaginou também era arretada.

Mas diga aos sorveteiros que você é contra a ditadura, contra a censura (que censura? Procurem saber), a favor da beleza e também da felicidade. Você é contra o sistema, contra o que é velho e a favor do que é novo. A sua modernidade está provada inclusive no seu apoio à causa gay — que já tem meio século, mas os revolucionários do Facebook não precisam saber disso.

Grite que está cercado e sufocado por famílias conservadoras decrépitas, finja que os dias são assim e você é a contracultura! Se precisar, defenda a pílula anticoncepcional contra os celibatários malditos. Quem sabe até alguém te convida para um convescote noturno com Dartagnol Foratemer e a alegre tropa de choque da Dilma (bota choque nisso).

Minta como todo mundo: finja que o governo de transição pertence à gangue do Cunha e ignore a salvação da Petrobras da gangue do Dirceu. Isso pega bem. E é claro que a sua luta cívica contra a corrupção jamais terá qualquer campanha lamuriosa pela prisão de Lula e Dilma. Eles esfolaram o Brasil, mas são do bem.

Quanto a vocês, ex-virtuosos em situação de surfe, vocês que sabem como poucos o que está se passando de fato no país, vocês que conhecem exatamente o tamanho da fraude narrativa e o custo criminoso disso para a recuperação nacional, boa sorte em seus projetos particulares. O Brasil não parou, e talvez até nem caia nas mãos de um idiota em 2018. Apesar de vocês.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O refúgio da esquerda

Denis Lerrer Rosenfield

A queda do Muro de Berlim foi uma linha divisória. O sonho esquerdista esvanecera, expondo o pesadelo que tinha engendrado. Talvez nenhum país mostre melhor o sucesso do capitalismo e o fracasso do socialismo. Enquanto a Alemanha Ocidental era uma amostra de um Estado de bem-estar social, com todas as liberdades garantidas, a Alemanha Oriental, dita democrática e socialista, obrigava seus cidadãos a compartilharem a penúria, sufocando todas as liberdades. Não eram propriamente cidadãos, mas súditos do Estado.

Podemos também comparar, a modo de exemplo, a próspera e capitalista Coreia do Sul, Estado democrático, com a totalitária e socialista Coreia do Norte, que vive da opressão de seus súditos, da fome, e aterroriza o planeta com suas armas nucleares. Ou se pense, ao nosso lado, na ditadura de Maduro e em seu apoio em Cuba e no PT, no Brasil. Esses parecem não ter nada aprendido com a História, embora, talvez como galhofa, queiram reivindicá-la.

Note-se que nem lhe sobrou a defesa dos pobres e do então dito proletariado, pois os Estados que mais conquistaram direitos sociais são os capitalistas, seja em suas vertentes social-democrata (países nórdicos), trabalhista (Grã-Bretanha) ou democrata-cristã (Itália e Alemanha). Aliás, neste último país o consenso era de tal ordem que a alternância entre os partidos cristãos e social-democrata em nada alterou, se não implementou, os ganhos sociais por todos reconhecidos. À esquerda não restou nem o social, salvo em sua face social-democrata, tida por direita pelos comunistas, socialistas e, entre nós, petistas.

Fracassada, a questão colocada à esquerda foi: onde refugiar-se? Parece não ter tido outra opção senão refugiar-se nos costumes, nos valores sociais ou em políticas ditas progressistas, que só mascaram seu próprio afã de uma nova hegemonia política. O politicamente correto é, nesse sentido, uma expressão dessa sua nova máscara, mais palatável para quem ignora ou compartilha todos os crimes perpetrados pela esquerda no poder. Entre nós, em experiência recentíssima, observamos o PT levar o País praticamente à bancarrota, não fosse, para evitar o pior, o impeachment da ex-presidente Dilma. Nem as conquistas sociais foram mantidas, com o desemprego avassalador e a inflação corroendo os salários dos mais desfavorecidos.

A esquerda fracassada procura, agora, reinventar-se. Escolheu para cavalo de batalha os que ela considera “conservadores”, em particular mira o MBL, por ter-se insurgido contra duas exposições, uma no Santander, em Porto Alegre, com imagens de zoofilia e pedofilia, e a outra no MAM, com mostra de um homem nu sendo tocado por uma criança. Para tentar capturar a classe média usa palavras como censura, arte e ditadura, numa sequência de bobagens capaz de atormentar qualquer pessoa sensata.

Foquemos a questão. O problema não está nas exposições em si, mas em crianças que se encontram face a face com situações de eroticidade precoce, incapazes que são, em sua idade, de juízos morais. Ficam expostas, vulneráveis. O que garante que uma criança que se acostume a tocar em homens nus não o faça com outro homem qualquer na rua ou que queira tocar seu órgão sexual? Seria a liberdade dos progressistas?

Que adultos apreciem tais tipos de eventos é meramente uma escolha pessoal, que deve, evidentemente, ser garantida. Se isso é “arte”, problema deles. Não há censura. Cada um escolhe suas visitas a exposições, assim como a forma que mais lhe parecer apropriada para desfrutar o sexo. Trata-se de uma questão individual de pessoas adultas no uso – ou desuso – de seu desejo e de sua razão. Outra coisa, muito diferente, é permitir ou obrigar uma criança a fazer o mesmo.

Na exposição do Santander, crianças eram levadas por escolas a visitar a exposição, como se se tratasse de algo pedagógico. Qual pedagogia? A da erotização das crianças? A de as impulsionar para relações sexuais precoces? A de considerar animais como objetos sexuais? Se isso for considerado liberdade, só pode ser em sua acepção muito particular de completa ausência de limites, conduzindo, depois, ao mais completo desregramento moral.

O que parece mais incomodar essa esquerda sem bússola, contudo, é o fato de estar perdendo a batalha pela opinião pública. Artistas desocupados ou que não têm o que dizer chegaram a falar em “ditadura”. Qual, aliás? A do Estado, que não se imiscuiu nesse assunto senão sob a forma de uma recomendação do Ministério Público para que a exposição em Porto Alegre fosse reaberta? O banco, sensatamente, teve juízo para não seguir essa “recomendação”. O que, na verdade, pretendem os prosadores da ditadura é que o Estado intervenha para defender as suas concepções. Pretendem implantar a ditadura do “progressismo” e do “politicamente correto”, enquanto formas compensatórias do fracasso de suas concepções esquerdistas.

O MBL, ao defender a ideia de que crianças não se submetam a essa ideologia, foi o seu alvo preferido. Não foi o Estado. Por quê? Pela simples e boa razão de que os autointitulados progressistas estão perdendo a luta pela conquista da opinião pública. Observe-se que não se trata de uma disputa entre sociedade e Estado, mas uma interna à própria sociedade. Um setor desta não suporta mais a “ditadura” do politicamente correto, que lhe é imposta goela abaixo. Decidiu dar um basta. E tem legitimidade para tal.

A onda dita conservadora no Brasil é uma reação a esses excessos e arbítrios. É como se não existisse a liberdade de escolha entre ser conservador, liberal ou “progressista”. Valeria somente esta última opção. Tudo o mais seria “ditadura”. Pretendem impor a sua hegemonia a uma sociedade que passou a rejeitá-los. Não podem mais suportar este outro fracasso. Estão desnorteados e vociferam. É a pobreza mesma do pensamento!


DETRAN: Habilitação para dirigir carro ou pilotar avião?

Por Jenifer Castilho

Você, com certeza, já viu uma cena de algum filme em que o adolescente que mora nos Estados Unidos completa 16 anos e implora aos pais para o levarem para tirar sua carteira de motorista.
O procedimento é simples: apesar de existir, você não é obrigado a passar por nenhuma auto escola.
1 – Você apresenta seus documentos;
2 – Faz exame de vista;
3 – Faz a prova teórica;
4 – Faz a prova de direção (que pode ser no seu próprio carro).
Passou? Eles te darão um documento no valor de 20 dólares para você pagar e pegar sua habilitação. Tudo isso no mesmo dia.
E no Brasil? Bem, é um pouquinho mais complicado.

Procedimentos:

1 – Você tem que ter 18 anos completos para tirar sua habilitação;

2 – Pagar de cara o DUDA que custa R$ 270,65 só para iniciar o processo. Ele tem validade de um ano.

E não esqueça! Só é aceito em dinheiro e pago através de boleto bancário. É basicamente uma propina legalizada para você ter o direito de ter uma carteira de motorista.

3 – Você vai a um posto do DETRAN com o documento da propina legalizada pago, eles verificam seus documentos de Identidade e CPF, tiram suas digitais e uma foto sua.

Depois, eles te entregam um formulário chamado RENACH (Registro Nacional de Condutores Habilitados) que só existe essa via, é sua e intransferível. Se perder terá que pagar outro DUDA e começar tudo do zero em qualquer etapa do processo.

Então, o DETRAN escolherá em qual médico e psicólogo você deverá fazer os exames.

4 – No dia do exame você paga em torno de R$ 150,00 em dinheiro vivo para o teste médico e psicológico da primeira habilitação.

Isso tudo para conversar com um médico clínico geral que acha que é oftalmologista e para desenhar pauzinhos numa folha com o psicólogo. E, preste atenção, pois se você fizer o pauzinho torto no teste, você é reprovado e terá que pagar mais R$ 150,00 para refazer o “exame”. Se o médico burocrata achar que você tem que utilizar óculos, você está ferrado, terá que voltar nele usando óculos e com o laudo de um oftalmologista. Além de, é claro, pagar os R$ 150,00 em dinheiro vivo na hora do seu retorno ao médico burocrata.

5 – Finalmente, você pode se matricular na autoescola.

É por volta de R$ 1200,00 e obrigatório.

6 – De início são 45 horas/aulas teóricas que você é obrigado a assistir numa sala da autoescola com controle de presença biométrica do governo.

Lembra que eles colheram suas digitais?

Entre uma hora/aula e outra os alunos têm cerca de 5 minutos para irem ao banheiro, beber água e comer senão o sistema não valida a sua impressão digital que tem que ser colocada no início e no fim de cada hora/aula.

Você só pode assistir no máximo 10 horas/aulas por dia. Se quiser terminar isso tudo em uma semana, terá que fazer uma maratona na autoescola de segunda à quinta-feira 10 horas diárias e na sexta-feira 5 horas.

Acredite, muitas pessoas fazem isso só para acelerar esse processo angustiante.

7 – Você terá que marcar a prova teórica na autoescola e fazê-la em um posto do DETRAN que eles indicarem pra você.

Isso dura cerca de 1 ou 2 semanas, ou até mais. Nessa prova, você responde 30 perguntas, das quais tem que acertar 21 delas, se conseguir estará apto a começar as aulas de direção na sua autoescola que o governo obrigou você a contratar.

8 – Nas aulas de direção, você é obrigado a ter cinco horas em um simulador de automóvel.

Isso mesmo, parece que você vai tirar um brevê de piloto.

9 – Depois do simulador, você terá 25 horas de direção com um carro de verdade, adaptado para o instrutor ao seu lado poder controlar o carro através dos pedais instalados no banco do passeiro.

Das 25 horas de direção, 5 horas são obrigatoriamente em horário noturno.

10 – Feito as aulas práticas, a autoescola marcará sua prova prática de direção e claro, o governo escolherá o melhor dia e o horário para você. Isso pode demorar 30 à 60 DIAS.

11 – Foi aprovado na prova prática? Depois de 5 dias úteis a contar da data da aprovação da prova, você pode pegar a sua carteira de habilitação no posto do DETRAN que você se inscreveu.

Mas não se anime tanto assim. A primeira carteira de habilitação não é uma carteira de habilitação. Ela é apenas uma permissão que o governo dá para você dirigir. Ela tem validade de 1 ano.

Se você levar uma multa, já era, terá que fazer o processo todo de novo do zero. Ou seja, depois de tirar a habilitação é melhor você ficar longe do carro por um ano para poder pegar sua verdadeira carteira de habilitação. Aí sim, poderá comemorar e dar uma volta no seu carro.

Se você for reprovado em qualquer etapa do exame teórico ou prático terá que pagar uma taxa de reexame que custa hoje R$ 101,16.

Tempo estimado para tirar habilitação:

De 90 à 120 dias se tiver sorte e se dedicar a isso. Pessoas comuns e muito ocupadas podem levar de 7 a 10 meses.

Valor total para tirar a habilitação no Brasil:

R$ 270,65 do DUDA + R$ 150,00 do exame médico e psicológico mais + R$ 1200,00 da autoescola. Vai gastar em torno de R$ 1620,65. Isso sem contar os seus custos como passagem de ônibus e/ou alimentação para frequentar a autoescola nas aulas teóricas e práticas e para fazer os exames médico e psicológicos.

Você realmente ficará preso durante 10 horas em uma sala de aula comendo fandangos e tomando água porque almoçar, só se você pedir para entregar comida. E, sim, algumas pessoas fazem isso.

E aí, se animou para tirar sua carteira de habilitação no Brasil?


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Juiz americano imbecil aceita e bandido americano processa o Rio em quase R$ 1 trilhão

A gente fala da nossa Justiça, mas a americana também é uma comédia. Na semana que passou um juiz americano do Distrito de Columbia mandou uma carta rogatória para o Superior Tribunal de Justiça pedindo que o Rio de Janeiro seja notificado do processo em que o americano John Gregory Lambros, cobra a mixaria de US$ 300 bilhões (R$ 945 bilhões) do estado.

Lambros foi preso e extraditado no Rio de Janeiro em 1991 a pedido dos Estados Unidos por sua condenação a 30 anos de prisão por tráfico de drogas. Hoje cumpre pena na penitenciária Leavenworth, em Kansas. Sua alegação para o processo movido é ter sido torturado pela polícia daqui, garantindo ter tido eletrodos implantados no cérebro durante o tempo em que passou na cadeia.

Na carta rogatória enviada ao Brasil, Lambros alega ter sido torturado dentro das dependências da Polícia Federal em Brasília, para onde foi levado enquanto aguardava o julgamento pelo STJ do pedido de extradição feito pelo Estados Unidos. Os agentes da PF teriam, segundo ele, implantado os eletrodos para impedir que ele comparecesse às audiências do processo de extradição. Lambros não menciona torturas no Rio, onde foi detido, mas a carta rogatória pede para notificar o estado, onde ocorreu a prisão do traficante.

Detalhe: Lambros já processa a União pelo que chama de tortura e extradição ilegal.

A imbecilidade de certos juízes nos Estados Unidos já é conhecida há muito tempo, principalmente por acatar o que os americanos chamam de processos frívolos vindos de presos condenados pelo sistema de justiça criminal de lá. Há muito os governos gastam fortunas com advogados públicos com tais processos.

Para ilustrar, eis alguns:
  • Um preso de Virginia tentou processar a si mesmo em 5 milhões de dólares por sua embriaguês, o que o levou a afastar-se de suas convicções religiosas cometendo um crime. Por não ter o dinheiro, ele acionou o Estado para pagar os 5 milhões.
  • Um condenado de Nova Iorque, preso por furto, processou o estado alegando ter começado a sofrer de enxaqueca e insônia após ter tido seu cabelo cortado de maneira defeituosa por um barbeiro inábil.
  • Um preso processou o estado de Nevada porque a cantina da prisão errou ao atender seu pedido de dois potes de manteiga de amendoim concentrada, fornecendo-lhe um pote de concentrada e outro de cremosa.
  • Em San Quentin, um preso na fila de morte processou o estado da Califórnia alegando que seus direitos civis foram violados porque sua correspondência fora enviada pela United Parcel Service of America em lugar do U.S. Postal Service.
  • Um preso de Oklahoma alegou que suas liberdades religiosas foram violadas, mas não poderia dizer como, porque a doutrina principal da sua fé era que todas suas práticas eram secretas.
  • Um preso no Arizona processou o Estado por não ter sido convidado para uma festa à base de pizza que os funcionários da prisão ofereceram a um colega que ia se aposentar.
  • Um preso de Indiana processou o Estado para obter um remédio chamado Rogaine para sua calvície.
  • Um preso em Oklahoma processou o Estado por ser forçado a ouvir country music na penitenciária.



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Cudelabro

Isso é uma "performance artística". Imaginem o fedor de cu dessa sala.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Vocês são “inútil”

Guilherme Fiuza - Época

Mais um festival de rock se vai, deixando mensagens no ar. Mas quem quiser decifrá-las para entender, afinal, o que é que muda o mundo, poderá se assustar: mantidas as tendências atuais, logo o rock’n’roll estará servindo para protestos contra a Guerra do Vietnã e em defesa da pílula anticoncepcional. Será que o mundo está mudando de marcha a ré? Existe rock reacionário?

Foi comovente ver aquelas bandas brasileiras caricaturando o passado que nunca tiveram, soltando brados heroicos contra o governo e a política nacional. Se tivessem gritado com metade desse entusiasmo nos 13 anos de rapinagem do PT... Bem, não teria acontecido nada, porque esses rebeldes não fazem mal a ninguém.

A rebeldia empalhada do Rock in Rio não se lembrou de Luiz Inácio Lula da Silva, o comandante do maior assalto da história republicana. Num país mais ou menos saudável, os acordes ensurdecedores do mensalão, do petrolão e das revelações obscenas da Operação Lava Jato imporiam, sobre qualquer outro som, o brado pela prisão de Lula. No entanto, o heptarréu (já condenado em um dos processos) não inspira os revolucionários da tirolesa.

É a onda purificadora mais poluída da história da rebeldia cívica (alô, vigilância sanitária!). No embalo do bordão carne assada “fora Temer”, que virou até brinco no festival, os intelectuais de porta de assembleia resolveram classificar o impeachment da senhora Rousseff (que também está solta) como a mera substituição de uma quadrilha por outra. Não, companheiros da limpeza. Não foi isso o que aconteceu.

Notícia em primeira mão para vocês que estão chegando de Woodstock: a Petrobras, maior empresa nacional, jogada na lona pelo estupro petista, foi saneada e reerguida no espaço inacreditável de um ano. A mesma transfusão de gestão aconteceu no Banco Central, no Tesouro e nas principais instituições que comandam a economia nacional. Vocês não poderiam saber de nada disso porque estavam assistindo a Jimmy Hendrix, mas aí vai: o dólar, os juros, o risco país e a inflação despencaram, também em tempo recorde. Portanto, companheiros revolucionários, avisem ao pessoal da limpeza que, no coração do estado brasileiro, não houve a substituição de uma quadrilha por outra. A não ser que a que entrou seja uma quadrilha do bem, como vocês fingem que a gangue do Lula é.

Quem está bancando esse saneamento da orgia petista na máquina pública, contra tudo e contra todos, queridos metaleiros de playground, é o mordomo! Ele mesmo, um cacique do velho e fisiológico PMDB, que tem de ser investigado sempre. Mas o que se viu foram denúncias fajutas montadas por um falso justiceiro para fazer política – ou, mais precisamente, retomar o poder central para a turminha do progressismo trans.

Em outras palavras, os rebeldes de festival que pagam 500 pratas por um ingresso gritavam por uma virada de mesa a favor de quem esfolou o povo. Não esse povo imaginário que eles defendem, mas o povo que jamais passará nem na porta do Rock in Rio, muito menos participará de protesto fashion bem na hora que o emprego começa a reaparecer.

Os heróis dos revolucionários de auditório são personagens como Rodrigo Janot, que alegrou a criançada com sua brincadeira de arco e flecha enquanto conspirava com os açougueiros biônicos do PT. Janot e os rebeldes de festival deram à delinquência de Dilma Rousseff uma anistia comovente. A regente do petrolão, com seus e-mails de obstrução à Lava Jato esfregados na cara do país, não mereceu flechadas verdadeiras nem gritinhos da plateia.

O Rock in Rio 2017, com suas claques colegiais regidas por cantores decadentes – desesperados por um pouco de charme ideológico –, sintetizou a covardia fantasiada de bravura: todos passando aquele perfuminho de rebeldia para pertencer a um levante imaginário da esquerda popular contra a direita elitista. Todos, portanto, atrás do mesmo véu que protegeu o deputado petista flagrado comprando sua eleição no próprio PT – o último milagre da narrativa coitada.

A má notícia, companheiros perfumados, é que essa barulheira demagógica vai morrer dentro de sua própria bolha. A trilha sonora desse festival deveria ter sido cerimoniosamente solicitada ao Roger do Ultraje a Rigor: a gente somos inútil!


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O gospel da crente doida

video
Ontem eu postei no Facebook o vídeo acima e escrevi:

“Esculhambou geral!

Na semana passada, o vereador “Bispo” Inaldo Silva, da Universal, transformou a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em filial da sua igreja, com direito a berrarias (que chamam de música gospel) e as já tradicionais caretas dos fieis quando fingem louvar ao deus deles.

Perguntar não ofende: é pra isso que sustentamos esses vereadores?”

Agora vejam o que a “cantora Raquel Lima” me respondeu:

“O que falar no e verdade, Deus e fiel pois tudo formou, agora me diga? Se uma terra que Deus formou e em uma simples casa chamada Câmara não se pode adora a Deus pq? Se ele tudo formol de uma coisa eu sei o senhor envia Moisés para livra seu povo faraó não quis deixar mais enfim não teve geito o povo continuou e adorou a Deus!!! A terra foi feita por ele e como diz o louvor a ele a Glória para todo sempre AMÉM!!! Bispo Inaldo vai nessa força querido todos apóstolos foram perseguido e nós tb seremos, estamos orando por ti homem de Deus.!!!!! Aqui é cantora Raquel Lima!!!!!”


É mole ou querem mais?

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Estranhos comportamentos “supremos”: Fux beija pé da Adriana Ancelmo e Barroso abre champanhe após afastar Aécio

Não duvido, mas as minhas barbas ficam de molho.

Por Reinaldo Azevedo

O Supremo Tribunal Federal não está imune aos comportamentos heterodoxos que têm marcado homens e entes do Estado. Ao menos dois ministros que tentam demonstrar uma particular robustez moral nos dias que correm andaram fazendo coisas pouco corriqueiras. Luiz Fux — o que nem se estranha muito — e Roberto Barroso.

O primeiro, ora vejam!, que admitiu em entrevista ter como padrinhos Delfim Netto, João Pedro Stédile e Antonio Palocci, além de ter mantido encontro prévio com José Dirceu à época do mensalão, não esqueceu de ser grato, de forma bem pouco usual, a um outro entusiasta de sua candidatura ao Supremo: o então governador Sérgio Cabral. A reverência, na verdade, foi feita à mulher do antigo Rei do Rio: a advogada Adriana Ancelmo, que está em prisão domiciliar. O marido está em cana a perder de vista.

Indicado por Dilma, Fux foi a casa de Cabral para agradecer o apoio. E, diante de testemunhas, fez um gesto que ele mesmo disse que seria inédito: ajoelhou-se, diante de todos, e beijou os pés de Adriana. Tem seu lado criativo, convenham. Já se conhecia o beija-mão. O beija-pé, se não é símbolo máximo da sujeição, deve ser puro ato de picardia.

E Barroso? Não consegui apurar por quê, mas o fato é que aconteceu. Depois da sessão da Primeira Turma que afastou, por 3 a 2, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) de seu mandato, violando a Constituição, o ministro seguiu para o seu gabinete e abriu um champanhe, que dividiu com assessores. Barroso tinha aberto também a divergência, contrariando os respectivos votos de Marco Aurélio (relator) e Alexandre de Moraes.

Qualquer que fosse a razão da beberagem, uma coisa é certa: não se comemorava ali o triunfo do Estado de Direito.

É crime beijar os pés de alguém ou abrir champanhe? Resposta: não!

Mas convém ouvir São Paulo: nem tudo o que podemos fazer nos convém, né?


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Antissemitismo naziquilombolivariano, ou o samba do nazi doido

Há três anos o Toma Mais Uma recebeu a inusitada visita de um tal de Jama Libya Taryk Al Jamahiriya, membro da “Organização Negra Nacional Quilombo” (ONNQ) e da “Revolução Quilombolivariana do Brasil” (REQBRA), sejam lá o que forem esses troços, acusando praticamente todos os judeus do Rio de discriminação racial contra os negros, em dois comentários pra lá de confusos e absurdos que incluem uma verdadeira Lista de Schindler, com nomes de judeus que trabalhavam - e trabalham - na Globo (http://toma-mais-uma.blogspot.com.br/2014/03/o-antissemitismo-de-uma-tal-revolucao.html). Em um dos comentários lê-se de um “corajoso” anônimo: “A Globo é dos judeus e pederastas!”.

E não é que hoje, tanto tempo depois, recebo a visita de outro “corajoso” anônimo, desta vez um nazista que chega ao cúmulo de recomendar o “Mein Kampf” e se despedir com um “sieg heil”, para reforçar a tese do “quilombolivariano” Jama? O cara repisa a mais que conhecida teoria conspiratória que fala de um mundo comandado por judeus, atribuindo-lhes a responsabilidade “pelas guerras mundiais, o comunismo, o sistema financeiro internacional, a instabilidade no oriente médio e a decadência moral e cultural” em um besteirol sem sentido, sem provas e tremendamente racista, que inclusive foi ratificado por outro comentarista, “D Souza” ontem mesmo.

Como eu não quero entrar em polêmicas sobre absurdos, porque, como diria Lobão, discutir com certo tipo de gente “é como jogar xadrez com um pombo, que derruba as peças, caga no tabuleiro e depois sai voando”, ficam registrados aqui os dois comentários antissemitas de ontem, para deleite e risadas de quem encara o mundo como ele é, não como os outros gostariam que fosse.

Anônimo - 28 de setembro de 2017 15:48
Para entender mais sobre a questão judaica (que existe sim e afeta também os brasileiros), sugiro a leitura dos livros “Mein Kampf” do eterno führer Adolf Hitler; “O Judeu Internacional” do gênio empresário Henry Ford; e “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, este último para entender o plano judaico de domínio internacional, que já está em execução há séculos e é o principal responsável pelas guerras mundiais, o comunismo, o sistema financeiro internacional, a instabilidade no oriente médio, a decadência moral e cultural, dentre outras instabilidades pelas quais o mundo, principalmente a sociedade ocidental, passa ultimamente. A questão judaica deve ser discutida e elucidada a fim de esclarecer a todos sobre a natureza de nosso inimigo comum. É claro que nunca ouvimos falar da questão judaica na escola pois, como todas as instituições governamentais, a grade curricular comum também é manipulada pelo elemento internacional. Também nunca ouvimos falar da questão judaica na grande mídia, como a Rede Globo, pois para essas hienas internacionais não lhes é interessante ao menos o povo tomar conhecimento da existência da discussão acerca da questão judaica. Sim, a Rede Globo é uma organização midiática sionista, para tanto o boicote é obrigatório. Sieg heil!

Resposta

D Souza - 28 de setembro de 2017 21:29
Pura verdade. Fiquei espantado depois que descobri sobre isto. Ja estou a varios dias pesquisando a origem das familias que controlam os maiores bancos no mundo, Telecomunicação e outras diversas empresas. Basta 1hrs de pesquisa e qualquer pessoa pode descobrir esta verdade que nenhuma midia no mundo toca no assunto. Os judeus não são santinhos como muitos pensam, são é sionistas, maçonicos e da irmandade. Busquem a verdade e a encontraram.



terça-feira, 26 de setembro de 2017

Recibos apresentados por Lula são absolutamente falsos!

ADVOGADOS DE LULA FAZEM FALSIFICAÇÃO TÃO VAGABUNDA QUE NEM O TEXTO SE DERAM CONTA DE CORRIGIR AO ELABORAR ÀS PRESSAS OS RECIBOS DE ALUGUEL!
FORA O "31 DE JUNHO" E O "31 DE NOVEMBRO", DATAS INEXISTENTTES, ESCREVERAM "BERNANRDO" E REPETIRAM QUATRO VEZES O ERRO, EVIDENCIANDO QUE O TEXTO FOI APROVEITADO E SÓ MUDARAM AS DATAS.
E AS CÓPIAS, BRANQUINHAS DEMAIS PARA DOCUMENTOS GUARDADOS HÁ SEIS ANOS?
É só constatar no documento oficial em https://www.poder360.com.br/wp-cont…/…/2017/09/RECIBOS-2.pdf







sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ao optar por se tratar com charlatães como João de Deus e Lair Ribeiro, Marcelo Rezende assinou seu próprio atestado de óbito.

Da Veja

Já fazia alguns dias que Marcelo Rezende estava ofegante e com dores nas costas. Stress do trabalho frenético, pensava o apresentador da TV Record, que passava noventa minutos diários ao vivo à frente do programa policial Cidade Alerta. Em uma noite do início de maio, soou mais forte o sinal de que algo não corria bem. O ritual cotidiano de ir à adega particular, com 2 000 rótulos de vinho, sacar alguma garrafa dos nichos e servir-se de duas taças foi interrompido pelo paladar. O primeiro gole desceu mal pela garganta. Rezende ligou então para um amigo médico e agendou uma bateria de exames. O diagnóstico veio como sentença de morte: um avançado câncer no pâncreas, com metástase no fígado. A perspectiva era que a quimioterapia trouxesse sobrevida de até três anos, mas não cura. A primeira sessão no Hospital Israelita Albert Einstein foi penosa, pelos efeitos colaterais. E ele se recusou a ir às próximas.

O que aconteceu em seguida foi uma espiral de isolamento, apelos públicos de colegas para que voltasse ao centro médico e muitas especulações, até a morte do apresentador, no sábado 16, aos 65 anos. Por mais de quatro meses, ele se cercou de mistério sobre os tratamentos espirituais a que recorreu. Quanto mais fortes as críticas de amigos e familiares, mais se ilhava. Dizia que o pensamento negativo dissiparia as energias da recuperação.

Na busca natural por resposta na fé, Rezende chegou a encontrar-se com um bispo no Templo de Salomão, de Edir Macedo, dono da Record. Foi também com Geraldo Luís, colega de emissora, ao centro espiritual de João de Deus, em Goiás. Ali, o médium lhe “revelou”: ele deveria se cuidar com o nutrólogo Lair Ribeiro, best-seller de livros de autoajuda nos anos 1990 e 2000. Nos últimos tempos, Ribeiro notabilizou-se na internet por propagar a dieta cetogênica (com restrição severa de carboidratos) como arma eficaz contra o câncer. “Todo paciente que fizer a dieta vai se beneficiar”, defende. Ribeiro é malvisto na comunidade médica. “O câncer de pâncreas metastático é agressivo e não há alimentação que possa melhorar ou piorar o prognóstico”, explica o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto. O perigo aparece quando se ignora o tratamento recomendado. Estudo da Universidade Yale com cânceres curáveis mostrou que pacientes em terapia alternativa têm 150% mais probabilidade de morrer.

A VEJA, Ribeiro disse que se encontrou com Rezende uma única vez. “Falei só para ele reduzir carboidratos.” Os mais próximos, porém, informam que o contato era frequente. O jornalista passou semanas na cidade paulista de Ribeirão Preto, onde atua uma médica ligada ao método de Ribeiro. Ele relatava pagar 50 000 reais semanais pelas práticas, que envolviam cápsulas “importadas”. Nas últimas duas semanas, já em casa novamente, o doente definhava entre fortes dores e mantinha uma ambulância à porta, mas só voltou ao hospital cinco dias antes de morrer. “Quando Marcelo foi internado, Lair Ribeiro ficou uma hora com ele ao telefone, dizendo que a dor é o caminho da cura”, afirma um parente. A família está abalada por acreditar que a sobrevida seria maior e menos dolorosa com a quimioterapia. É claro que isso não exclui a fé. Rezende, aliás, tinha grande conforto com leituras sagradas. No domingo, durante o enterro do apresentador, em São Paulo, amigos puseram em seu caixão um exemplar da Bíblia. Ao lado do volume, a rolha do mítico vinho francês Château Petrus servido no velório aos íntimos em um brinde, como era o desejo do jornalista.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A “cura gay”, a ex-psicóloga crente e o juiz desinformado

Missionária Rozangela Alves Justino
No último dia 15, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que, na prática, torna legalmente possível que psicólogos ofereçam pseudoterapias de reversão sexual, popularmente chamadas de cura gay.

Para começo de conversa vamos partir da evidência científica de que o padrão básico de formação do corpo e do cérebro do feto da espécie humana é feminino e é só entre seis e oito semanas depois da concepção que o feto do sexo masculino (XY) recebe uma dose maciça de hormônios androgênicos que, primeiro, formam os testículos e, num segundo momento, alteram o cérebro de um formato feminino para uma configuração masculina. Quando esse feto não recebe na época certa a quantidade suficiente de hormônio, duas coisas podem acontecer: nascer um menino com o cérebro estruturalmente mais feminino que masculino e que provavelmente vai se descobrir gay na adolescência ou nascer um bebê geneticamente do sexo masculino, com os genitais correspondentes e o funcionamento do cérebro inteiramente feminino, o que seria um transexual.

Como não há relatos confiáveis de que esforços no sentido de reverter o homossexualismo tenham dado algum resultado, fica patente que a tal “cura gay” é praticamente impossível, até mesmo com terapias hormonais, visto que o cérebro se forma até no máximo oito semanas depois da concepção. Pela psicologia então, nem pensar.

Posto isto, vamos ver a tal liminar judicial.

Primeiro: quem moveu a ação contra o CFP (Conselho Federal de Psicologia) pedindo a suspensão das regras do órgão foi Rozangela Alves Justino, que é psicóloga de formação, mas registro profissional foi cassado em 2009 porque ela oferecia pseudoterapias para curar a homossexualidade masculina e feminina, a chamada e autêntica “cura gay”. Naquele ano, às vésperas de seu julgamento, ela chegou a dizer que pessoas têm atração pelo mesmo sexo “porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso”. E admitiu: “Sinto-me direcionada por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais”. Ela é “missionária”.

Bom, com as suas frases está explicada, em parte, a razão de tanta estupidez. Mas vamos ao juiz.

Na verdade, Carvalho não chegou a defender explicitamente em sua liminar a “cura gay” e nem derrubou uma resolução do CFP que, desde março de 1999, proíbe sua prática. Ele inclusive deixa claro em seu texto que, ao analisar o caso, adotou como premissa o posicionamento da Organização Mundial da Saúde de que “a homossexualidade constitui uma variação natural da sexualidade humana, não podendo ser, portanto, considerada como condição patológica”.

Mas aí veio a contradição: o juiz determinou que o órgão alterasse a interpretação de suas normas de forma a não impedir os profissionais de “promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”. Aí esculhambou tudo.

Além disso, atente-se para o fato que o juiz não atendeu a uma ação de um grupo de psicólogos ou alguma causa relevante, mas sim a uma só pessoa, que é desqualificada profissionalmente pelo próprio órgão prejudicado e cuja causa é um absurdo completo.

Na minha opinião não cabe acusar o juiz de homofobia por enquanto, como muita gente anda fazendo, mas sou obrigado a acusá-lo de incoerência - inadmissível em qualquer julgamento - e até de ignorância sobre o tema, por que não?


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ultraconservadores do mundo, uni-vos!

Ana Paula Henkel

Publicado no Estadão de SP

“Acabo de descobrir pela imprensa que sou ultraconservadora. Extrema-direita conservadora fundamentalista com visões radicais contra minorias e direitos conquistados com muita luta contra o patriarcado. Meu crime: questionar a exibição de imagens pornográficas para crianças. Minha culpa, minha máxima culpa.

Quem é você, sua jogadora de vôlei, para dar palpite sobre arte? Bola fora! Gente ultraconservadora como você deve ser apedrejada na rua em nome da tolerância! Ultraconservador nem gente é. Um outro mundo, sem esse pessoal preconceituoso, é possível. Depois do apedrejamento, é só abraçar uma árvore e seguir espalhando o amor.

Entendo os companheiros engajados e lacradores da imprensa e do ativismo bem patrocinado, especialmente quando o assunto envolve bancos tão generosos ao investir em, digamos, arte. Sim, já entendi que arte é o que disserem que é arte, mesmo que, aos meus olhos ultraconservadores, reacionários e caretas, pareça apenas pornografia barata.

Li por aí que há gays indignados com a associação tácita feita pelos defensores do banco, remunerados ou não, entre homossexualismo e a polêmica sobre as imagens explícitas mostradas numa exposição direcionada para crianças. Seriam homossexuais ultraconservadores e homofóbicos? Gay que não pensa como autorizado pela cartilha progressista é muita autonomia e liberdade, onde vamos parar?

Os especialistas consultados nas reportagens dizem que liberal é aquele que libera geral e pronto. É proibido proibir e infância é uma mera construção social, é você quem decide qual é a sua idade. A ideologia de data de nascimento chegou para ficar e precisamos lutar contra o preconceito. Se uma criança de quatro anos se identifica como um adulto de trinta e quiser ver pornografia, quem é você, seu ultraconservador, para se meter?

Em tempos de pós-verdade, os torquemadas das redações julgaram, num rito sumário e sem direito de defesa, que retrógrados medievais como eu não precisam ter liberdade de expressão e nem podem participar do debate público. A mesma liberdade que defendem para a exposição negam a mim, mas quem disse que direitos iguais incluem ultraconservadores?

Fomos chamados de censores quando apoiamos um boicote. Fomos criticados por sermos contra nudez nas artes quando combatíamos a exibição de conteúdo impróprio sem classificação indicativa. Vale tudo pelo lacre e os fatos não podem atrapalhar a narrativa.

Como sou um caso perdido, talvez minha saída seja fundar um movimento ultraconservador e assumir meu lado de defensora das trevas de vez. Meu radicalismo de direita deve ser influência da Califórnia, onde moro há alguns anos, um enclave de fundamentalistas religiosos que queimam hereges nas ruas. Neste domingo, quando os californianos ultraconservadores do Red Hot Chili Peppers tocarem no Rock in Rio, lembrem de mim e rezem pela minha alma.

Jacobinos, pioneiros na defesa da tolerância, diziam que o homem só seria livre quando o último rei fosse enforcado com as tripas do último padre. Cabeças rolaram, outros jacobinos vieram, mas os ultraconservadores extremistas e radicais continuam por aí dizendo que crianças não devem, sob qualquer pretexto, serem expostas a imagens de sexo explícito. Novas guilhotinas já foram encomendadas.

O assassinato de reputações continua, assim como a motivação dos ultraconservadores de impedir o futuro progressista em que as crianças saiam das garras dos pais e possam ser educadas pelo Estado sem interferência da família. O socialismo agora começa com a socialização dos nossos filhos.

O pacote progressista inclui a renúncia fiscal para que curadores, sem trocadilhos por favor, decidam a idade com que seus filhos devam ser iniciados nestas, digamos, artes. E se você reclamar, já sabe: ultraconservador!”


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A canalhice de Luciana Genro, uma energúmena irresponsável e sem nenhum caráter

O que dizer de uma energúmena que pega uma notícia com mais de dois anos, distorce completamente, e manda para a internet como uma verdade? O que dizer dos seus 232.000 seguidores no twitter e dos 1.200 imbecis que curtiram a palhaçada?

Pois é. A informação oficial da ONU na página da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), que data de 27 de maio de 2015, é a seguinte: “World hunger falls to under 800 million, eradication is next goal” - “A fome no mundo cai para menos de 800 milhões, a erradicação é o próximo objetivo” - que pode ser lida em português em http://www.fao.org/news/story/pt/item/288582/icode/ .

Mas tem mais. Me dei ao trabalho de ir a dois sites, o Global Hunger Index (http://ghi.ifpri.org/) e o Heritage (http://www.heritage.org/index/ranking) para fazer uma tabelinha resumida baseada nos índices de países que mais sofrem com a fome (2017) e seus respectivos índices de liberdade econômica (2016). Como era de se esperar, os que mais sofrem com a fome são os que apresentam os menores índices de liberdade econômica.

Por ordem dos mais "famintos". A Coluna da direita dá a posição o ranking global de liberdade econômica.

Portanto está mais do que provado que é justamente onde não há liberdade econômica que há fome! Essa azêmola não tem um pingo de consciência, caráter e inteligência. Também, seria pedir muito a uma filha de Tarso Genro e fundadora do PSOL.

Olavo de Carvalho por Heloisa de Carvalho Arribas, sua filha

Essa carta foi publicada no facebook de Heloisa de Carvalho Arribas, filha do primeiro casamento de Olavo de Carvalho:

Carta aberta a Olavo de Carvalho, meu pai.

Estou escrevendo essa carta aberta por que você só sabe ficar xingando daí dos Estados Unidos, já que nunca teve a decência de enfrentar as pessoas cara a cara. E, quando digo enfrentar, é encarar que tudo o que falo sobre sua vida é a mais pura verdade. Não adianta mais o seu hábito de criar medo nas pessoas, o que fez com que seus filhos e esposas não abrissem a boca nem mesmo para Deus. Sempre foi sua tática chamar os outros daquilo que você é, e depois se sair de vítima quando é desmascarado ou ficar ironizando como uma forma de mascarar a verdade.

Você não se lembra das inúmeras vezes em que você me pegou para passar o final de semana com você, e você nem me respeitava, ficando na sala ao lado enquanto eu dormia na sala do Bolla e era acordada no meio da noite com os gemidos das suas farras?

Lembra-se de que, quando minha mãe, meus irmãos e eu fomos despejados e passamos a morar em um quarto com banheiro nos fundos da sua escola de astrologia, a Escola Júpiter, enquanto você fazia uma farra com a sua segunda esposa, a Silvana, minha mãe tentou o suicídio e, se não fosse por mim, ela teria morrido? Já se esqueceu também de que, quando eu fui morar com você e a Silvana, meus irmãos foram morar com a nossa avó materna, mas você nunca foi visitá-los?

Esqueceu que, quando fomos morar na casa perto do aeroporto, você e sua esposa Silvana me largavam sozinha enquanto você ia dar aula de astrologia, e que depois saíam para jantar fora e chegavam de madrugada enquanto eu, com apenas 13 anos, ficava lá sozinha e sem comida?

Aliás, as suas casas, apesar de ter mais de uma esposa, sempre foram imundas, e as suas esposas faziam questão de ficar a madrugada toda acordadas, batendo papo furado com você, e depois dormiam o dia todo. A sua mãe nunca ia visitá-lo, pois tinha nojo! E eu, quando morei com você, acabei tendo de aprender todo o serviço de casa, já que nunca gostei de sujeira.

E já que estou falando da sua mãe, lembra-se que ela morreu recentemente sem ao menos receber um único telefonema seu enquanto estava consciente, apesar de ter pedido tanto que você entrasse em contato? Essa minha avó, com quem você tantas vezes brigou e deixava com enxaquecas, passando mal por sua causa, sendo que quem estava ao lado dela, muitas dessas vezes, era eu.

E era eu também que, quando você foi internado na clínica psiquiátrica, ia te visitar, apesar de você ter internado minha mãe em um hospício por duas vezes só para que a sua vida ficasse mais fácil, já que assim ela não podia cobrar nada de você.

Nós sempre vivemos contando com a ajuda de familiares.Ou se esqueceu de que minha mãe deu a guarda judicial dos filhos para parentes, para que assim nós pelo menos tivéssemos acesso a tratamento médico, já que você não dava assistência aos próprios filhos?

Já esqueceu que nunca se preocupou nem com a escola dos filhos, mas agora fica postando fotos dos diplomas da Leilah aí nos Estados Unidos, sendo que as pessoas nem imaginam que ela só vai à faculdade porque, depois de 12 anos que estão aí, ela ainda não conseguiu a cidadania e precisa de vínculo com uma universidade para continuar no país?

Não se lembra mais de que nunca visitou a casa de um filho? Hoje, para dar ares de “família margarina”, fica se fazendo de pai de família e bom avô, mas as pessoas não sabem que, quando você surta, culpa a todos à sua volta pelos seus erros com essa sua fúria histérica.

Lembra que, em um surto de loucura, colocou uma arma na cabeça dos seus filhos?

E onde estava o pai da “família margarina” que,  quando soube que eu tinha sido abusada sexualmente, não fez absolutamente nada, e que há uns quatro meses ainda me culpou pelo abuso? Acho que você esqueceu de que eu só tinha 9 anos.

Diante de tantos fatos ocorridos em nossas vidas, fatos esses não só da vida familiar, mas também muitas coisas que eu vi você fazer contra os seus amigos, eu agora percebo que você não mudou nada. Eu até cheguei a acreditar que tinha mudado, mas, quando te liguei para defender o Daniel Aragão e te contar sobre o caráter do Jossias Teófilo, você, a Leilah e a Roxane começaram a xingar a mim e ao Daniel numa gritaria cheia de palavrões que mais parecia um surto psicótico. Eu sei que, quando você surta, você fica incontrolável. Eu já vi muitos desses surtos. Daí caí na realidade: você não mudou nada!

Você fala que não sabia que o Tales é muçulmano, mas se esqueceu que quem levou ele e a família toda para o islã foi você, e ainda levou junto um secto de amigos, sendo que alguns deles ainda frequentam seu meio social?

Na comunidade muçulmana que você criou em sua casa na Bela Vista, todos te apoiavam e te seguiam incondicionalmente. Na época, eu não sabia que aquilo era uma seita. Quando tudo explodiu, as pessoas te largaram, muitas sumiram e algumas ficaram loucas. Como no caso da Liana, uma pessoa boa que você usou, de quem você realmente pegou dinheiro indevidamente e que te processou por isso. Ela só não ganhou porque estava perturbada demais para ser sensata no processo, e você acabou beneficiado pelo “in dubio pro reo”.

Em relação a esse post:

 



Por que não se inspirou nele quando ele disse que eu precisava ter uma vida normal de criança? Talvez por isso é que diga que ele não fosse um exemplo para você.

Quanto a esse outro post:

 



Quando você ia “treinar” no Michel Weber, eu ficava andando pelo estúdo dele e via coisas macabras, como quadros e objetos que pareciam coisas satânicas. E tinha também aqueles cães sanguinários dele, que pareciam ter parte com o demônio, e, no dia em que quase me atacaram, o Michel, em vez de se preocupar comigo, ficou bravo com você por ter me deixado xeretando nas “coisas” dele.

 


Então, quem aqui é grotesco, quem aqui sempre foi unido com o macabro, quem aqui não é bondoso para com seus parentes e amigos, quem aqui não teve talento, e eu estou falando em talento de fato, não o de criar um secto de fanáticos e cegos, quem nunca teve coragem perante a vida, quem aqui nunca trabalhou de verdade?

Você pouco sabe da minha vida, das pessoas que me cercam, dos meus amigos, do meu trabalho... Então começa a criar vergonha na cara e pare de dar indiretas (um hábito seu desde que eu me conheço por gente). Você nunca teve coragem e decência para enfrentar a vida real.

Tudo o que escrevi é um recado para você: muda enquanto dá tempo para você se transformar em um ser-humano decente. E não diga que eu me uni ao diabo. Isso sempre foi um direito só seu! Eu não preciso me unir a ninguém para falar e contar sobre você. E pode ter certeza de que lembro de muito mais coisas.

E só não enxerga o que você está criando nas pessoas, usando o nome de Deus, quem é cego, pois eu vejo claramente, como já vi em outras épocas suas, um bando de pessoas insensatas, com ódio de tudo e de todos, que caem cegamente na sua pregação, criando um exército de intolerantes com seus semelhantes, e que, quando enxergarem, não vai ter psiquiatra e nem hospício suficiente para todos.

Pai, você sabe que minha questão não é familiar como você pinta, fazendo parecer somente uma fofoquinha. Eu só falo de fatos familiares para que as pessoas enxerguem quem você é na vida real. Sinto muito que a sua lavagem cerebral sobre as pessoas já tenha tomado essas proporções. Sim, isso mesmo, lavagem cerebral com as técnicas que você domina tão bem, como as da Programação Neurolinguística.

E quanto ao dente de leite que está sendo leiloado e você diz não ser seu, foi a minha avó quem deixou para mim muito antes de morrer. Mas você sabe muito bem que eu sempre fui o baú e memória viva da família. Tanto dos fatos quanto dos objetos. Acredito que você nem sequer tenha uma foto sua de criança, nem o peso de papel do seu pai, nem o seu álbum de bebê. Nenhum de vocês tem nada, pois a única que sempre conviveu de perto com minha avó fui eu. E você sabe bem disso.

 



Esse quadro, por exemplo, você tinha na parede da Escola Júpiter, não é? Deu para a minha avó e hoje está comigo.

 



Essa foto, você tirou em Paris. Lembra-se de que você me deu quando se mudou para os EUA?



Esse peso de papel do meu avô, seu pai, que você nem sabia onde estava, está bem aqui na minha casa. E você já até postou sobre isso:

 


Então não diga que o dente de leite não é seu. Você sabe muito bem que minha avó sempre me deu tudo o que ela guardava de você.

Mas, se mesmo assim, tiver dúvidas quanto ao dente ser seu, eu posso mandar fazer um exame de DNA nele.


Mas você não vai querer passar pela vergonha de ser desmentido novamente, vai?